Em assembleia nesta quarta-feira (17), motoristas decidiram manter a greve total, ignorar multa de R$ 200 mil e seguir parados até receber salários atrasados, empurrando Campo Grande para a maior paralisação dos ônibus em 31 anos e deixando passageiros sem alternativa de transporte urbano em bairros, periferias, escolas e hospitais.
Nesta quarta-feira (17), a greve dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande chega ao terceiro dia com 100% da frota parada, mesmo após determinação da Justiça para o retorno escalonado dos ônibus a partir das 6h e aplicação de multa de R$ 200 mil ao sindicato.
A decisão de manter a paralisação total foi tomada em assembleia na escadaria do TRT-24, logo depois da audiência em que o desembargador elevou a multa e ordenou a retomada parcial do serviço, empurrando a cidade para a maior paralisação de ônibus em 31 anos, enquanto trabalhadores seguem cobrando salários atrasados.
Assembleia rejeita retorno parcial e mantém 100% da greve
A assembleia realizada na escadaria do TRT-24, logo após a audiência com a Justiça do Trabalho, terminou com uma decisão clara: os motoristas decidiram manter a greve com 100% da frota parada.
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Mesmo diante da ordem judicial que determinava o retorno escalonado dos ônibus a partir das 6h, a categoria optou por não atender à determinação.
No encontro, o presidente do sindicato, Demétrio Freitas, chegou a sugerir o retorno de 40% do efetivo como forma de cumprir parcialmente a decisão.
A proposta, porém, foi rejeitada pela maioria dos trabalhadores, que aprovaram a continuidade da paralisação total e decidiram não comparecer às garagens.
Sindicato enfrenta multa de R$ 200 mil e insiste em receber salários
Após a assembleia, Demétrio reforçou que a escolha pela manutenção da greve foi coletiva e assumida pelos trabalhadores que acompanharam a audiência.
Segundo ele, a categoria decidiu continuar parada mesmo com a multa de R$ 200 mil aplicada ao sindicato e outras penalidades que possam surgir.
Ele deixou claro que a prioridade é o pagamento dos valores atrasados. De acordo com o dirigente, “enquanto não receber o que está condicionado, não vão voltar”.
Para o sindicato, não há clima para encerrar a greve sem que os salários sejam regularizados, ainda que isso signifique prolongar o impasse com a Justiça.
Greve deixa população sem ônibus por três dias seguidos
A manutenção da greve total significa que Campo Grande vai ficar três dias sem ônibus circulando, como já admite o sindicato, o que complica a rotina de quem depende diariamente do transporte coletivo na cidade.
Demétrio afirmou que “não é o que a gente quer” deixar a cidade sem ônibus, mas repetiu que todo trabalhador precisa receber.
Sem salários em dia e sem proposta concreta do Consórcio Guaicurus, a orientação do movimento é manter a pressão e segurar a paralisação até que haja uma solução apresentada na mesa de negociação.
Consórcio Guaicurus admite dívida de R$ 1,3 milhão com motoristas
Do outro lado da mesa, o presidente do Consórcio Guaicurus, Themis Oliveira, reconheceu que ainda há valores expressivos a serem pagos aos trabalhadores.
Segundo ele, resta quitar mais de R$ 1,3 milhão referentes a 50% do salário de novembro, montante que depende de repasses a serem negociados com a prefeitura.
Themis afirmou que o consórcio vai continuar conversando com o poder público e negociando o tempo inteiro para tentar destravar os pagamentos e encerrar a greve.
Ele ressaltou, porém, que a decisão de manter ou não a paralisação cabe exclusivamente aos motoristas e declarou que não pode intervir na escolha da categoria.
Cidade se aproxima da maior paralisação de ônibus em 31 anos
Com a greve entrando no terceiro dia nesta quarta-feira (17) e sem acordo à vista, Campo Grande caminha para a maior paralisação do transporte coletivo em 31 anos.
A última grande interrupção do serviço durou 72 horas, durante a administração de Juvêncio César da Fonseca, cenário que agora volta a pressionar poder público, empresas e usuários.
Enquanto sindicato, consórcio e prefeitura trocam declarações públicas e prometem negociar, a greve mantém toda a frota de ônibus fora das ruas, condicionada ao pagamento dos salários atrasados aos motoristas.
E você, acha que os motoristas acertam ao manter a greve total mesmo com a multa de R$ 200 mil, ou a paralisação já passou do limite para quem depende dos ônibus?
Parabéns aos trabalhadores!!! Se não tem salário não tem trabalho, simples assim. Achou ruim? Vá a pé.
Vamos ver se o STF vai obrigar os motoristas a voltar a trabalhar ou fazer o sindicato pagar os motoristas.
Oi