Acordo temporário entre as potências reduz tarifas e dá sinal de alívio para a economia mundial, mas incertezas permanecem
EUA e China firmaram um acordo de trégua comercial por 90 dias, que prevê a redução mútua de tarifas a partir de 14 de maio. A medida gerou reações positivas no mercado financeiro, mas especialistas destacam que o alívio é momentâneo diante dos desafios estruturais do conflito econômico entre as duas maiores economias do planeta.
Acordo EUA-China suspende tarifas por 90 dias
Segundo o portal Xataka, os EUA reduzirão de 145% para 30% suas tarifas sobre produtos chineses, enquanto a China diminuirá de 125% para 10% as tarifas aplicadas a bens norte-americanos. O anúncio foi feito após uma série de reuniões diplomáticas e representa uma pausa estratégica na guerra comercial que se intensificou nos últimos anos. A medida entra em vigor em 14 de maio de 2025 e, embora não encerre a disputa, é vista como um avanço no diálogo entre os países.
Mercado reage com otimismo à trégua EUA-China
De acordo com análise publicada pelo InfoMoney, o impacto do anúncio foi imediato nos mercados globais. As bolsas norte-americanas, como o S&P 500 e o Nasdaq, registraram altas superiores a 3% logo após a notícia. Investidores viram no acordo uma oportunidade de retomada da confiança econômica, tanto nos Estados Unidos quanto na China, principalmente no que diz respeito ao desempenho do PIB chinês no segundo trimestre. O crescimento pode ser impulsionado pelo aumento das exportações e pela melhora nas relações comerciais.
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Diálogo permanente integra plano entre EUA-China
Outro ponto central do pacto, segundo o Xataka, é o estabelecimento de um mecanismo fixo de diálogo econômico. Reuniões periódicas entre autoridades de alto escalão dos dois países estão previstas, com alternância de local entre as nações ou em espaços neutros. Essa estrutura visa mitigar futuras tensões e buscar soluções mais rápidas para disputas comerciais, sinalizando uma tentativa mais madura de conduzir a relação entre EUA e China
Especialistas veem trégua como alívio momentâneo
Apesar da recepção positiva, analistas consultados pelo InfoMoney apontam que a trégua não resolve os impasses de fundo entre EUA-China. Questões como propriedade intelectual, subsídios estatais e domínio tecnológico seguem em pauta e ainda devem gerar conflitos nos próximos meses. A trégua é, portanto, um respiro estratégico, importante, mas longe de ser definitivo.
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