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Mulher vira ‘pedreira’ de casa de plástico e constrói 300 residências com garrafas PET usando até 80 unidades por metro quadrado; primeira obra de 170 m² consumiu 36 mil garrafas e virou referência contra o déficit habitacional.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 21/02/2026 a las 14:44
Actualizado el 21/02/2026 a las 14:46
Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.
Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.
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Projeto latino-americano reaproveita garrafas PET como peças de construção e transforma resíduos em parte da estrutura de moradias para famílias vulneráveis, com método que envolve preenchimento, montagem e revestimento com barro, além de números que chamam atenção pelo volume de material usado em cada obra.

A boliviana Ingrid Vaca Diez lidera o projeto Casas de Botellas, iniciativa que reaproveita garrafas PET como parte da estrutura de moradias voltadas a famílias em situação de vulnerabilidade na cidade de Warnes, no departamento de Santa Cruz.

Ao longo dos anos, o método ganhou escala e já resultou em mais de 300 casas em países como Bolívia, Argentina, México, Panamá e Uruguai, segundo publicações que acompanham a trajetória do projeto na região.

Como a garrafa PET vira “tijolo” na obra

Na técnica descrita em reportagens sobre o projeto, as garrafas são preenchidas com materiais de reaproveitamento, como leite em pó vencido, fuligem, areia ou esterco, e passam a funcionar como peças rígidas para formar as paredes.

Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.
Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.

Depois de posicionadas e fixadas no conjunto, essas garrafas são recobertas por uma camada de barro ou argila, etapa que dá acabamento e contribui para reforçar a superfície, de acordo com descrições divulgadas por sites ambientais.

Embora a composição do preenchimento e do revestimento varie conforme o local e a disponibilidade de insumos, a lógica é manter o plástico fora do descarte e, ao mesmo tempo, reduzir custos usando resíduos e materiais de baixo preço.

Quantas garrafas por metro quadrado entram na construção

Em médias citadas por diferentes textos que relatam o projeto, a conta chega a cerca de 80 garrafas por metro quadrado, número que pode mudar conforme o tamanho da embalagem e o desenho da construção planejada.

Esse tipo de estimativa ajuda a dimensionar a logística do trabalho, porque a construção depende de coleta, triagem e armazenamento, além do preenchimento e da montagem, etapas que exigem tempo e coordenação dentro da comunidade atendida.

Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.
Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.

Primeira casa de 170 m² e o marco das 36 mil garrafas

A primeira obra atribuída a Ingrid Vaca Diez aparece datada do ano 2000 em publicações brasileiras, com 170 m² de área e uso aproximado de 36 mil garrafas PET, dado que costuma ser repetido como marco inicial.

O volume impressiona porque transforma um resíduo comum em elemento de construção e, na prática, serve de vitrine para explicar o método em oficinas e demonstrações, ampliando a circulação da ideia para além de Warnes.

Expansão do Casas de Botellas na América Latina

Com o crescimento do projeto, relatos publicados em português e espanhol apontam que a iniciativa chegou a outros pontos da América Latina, com moradias entregues a famílias afetadas por pobreza, exclusão social e falta de acesso a habitação formal.

Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.
Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.

Nesse contexto, a própria Ingrid também é citada como interessada em levar a proposta ao Brasil, onde o tamanho do consumo de plástico e o avanço de redes de reciclagem poderiam facilitar a obtenção das garrafas necessárias.

A comparação com o cenário brasileiro aparece, em geral, ligada à crise de moradia e ao aumento da população em situação de rua, mas o número de “mais de 220 mil” citado em alguns textos não é o dado mais recente disponível.

Em abril de 2025, a Agência Brasil noticiou que registros do CadÚnico apontavam mais de 335 mil pessoas em situação de rua no país, com destaque para a existência de subnotificação e inconsistências históricas na série.

Desafio de escala e logística em moradias com plástico reciclado

A proposta do Casas de Botellas costuma ser apresentada como resposta prática para famílias sem condições de construir com materiais tradicionais, ao mesmo tempo em que tenta reduzir o impacto ambiental do descarte, segundo relatos reunidos em reportagens.

Ainda assim, a expansão do modelo depende de fatores como mobilização local, acesso a insumos para o revestimento, capacitação e articulação com doadores, pontos mencionados em textos que descrevem a rotina do trabalho.

Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.
Projeto Casas de Botellas transforma garrafas PET em moradias populares e já construiu mais de 300 casas na América Latina.

Ao transformar uma garrafa em unidade de construção, o método também impõe um desafio logístico que raramente aparece em números simples, porque envolve fluxo constante de material, espaço para armazenamento e padronização mínima para não comprometer a obra.

Sem prometer solução única para o déficit habitacional, a iniciativa passou a ser citada como exemplo de tecnologia social replicável, sobretudo em regiões onde a moradia precária convive com grande volume de resíduos plásticos.

Se a disponibilidade de garrafas e a necessidade de moradia continuam crescendo lado a lado em tantos lugares, que tipo de política pública ou parceria local seria capaz de transformar experiências como a de Warnes em alternativas estáveis, com escala e segurança?

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Pita
Pita
23/02/2026 16:01

O que ela coloca dentro das garrafas pet pra equilibrar e não amassar no futuro?

Rejane Alves Costa
Rejane Alves Costa
21/02/2026 23:40

Muito bacana o projeto dela , poderia tentar,aqui no Brasil.

Celio Chaves
Celio Chaves
Em resposta a  Rejane Alves Costa
22/02/2026 06:28

Muita propaganda nas sua materias,quase ñ consegue let.zexagero.

Ângela
Ângela
21/02/2026 19:11

Tenho dúvida Qto a durabilidade, pois barro é fàcilmente destruído com chuvas fortes.

Orleandro
Orleandro
Em resposta a  Ângela
23/02/2026 08:10

Não é não viu. A durabilidade de casa feita de barro é bastante.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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