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Mundo retoma aposta contra o dólar após forte queda e tarifa global de 15% reacender insegurança sobre política comercial dos EUA

Publicado em 23/02/2026 às 17:19
Atualizado em 23/02/2026 às 17:21
Dólar, Tarifa, Trump
Imagem: Ilustração
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Dólar cai 0,3%, futuros do S&P 500 recuam 0,8% e índice da moeda acumula queda de 8,1% após tarifa global de 15% anunciada por Donald Trump e decisão da Suprema Corte dos EUA

O dólar registrou queda de 0,3% e os futuros do S&P 500 recuaram 0,8% após o anúncio de tarifa global de 15% por Donald Trump e a decisão da Suprema Corte dos EUA, ampliando incertezas sobre a política econômica americana e pressionando o dólar nos mercados.

dólar reage a tarifa global de 15% e decisão da Suprema Corte

Um índice da Bloomberg que acompanha o desempenho da moeda americana caiu 0,3%, aprofundando a perda registrada na sexta-feira.

O movimento ocorreu em um cenário de negociações mais fracas, com os mercados do Japão e da China fechados por feriado.

Franco suíço, iene e euro lideraram os ganhos frente ao dólar depois que Trump anunciou uma tarifa global de 15%.

O anúncio veio na sequência da decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas consideradas “recíprocas” do presidente.

Nos Estados Unidos, os futuros do índice S&P 500 recuaram 0,8%. Em contraste, um indicador de ações asiáticas avançou até 1%, refletindo a reconfiguração dos fluxos globais de investimento diante das novas medidas comerciais.

O dólar enfrenta uma queda generalizada enquanto o mercado tenta avaliar as implicações da decisão da Corte”, afirmou Rodrigo Catril, estrategista do National Australia Bank, em Sydney. Segundo ele, o regime tarifário ainda está em vigor, com mais incerteza.

Impacto acumulado e perda anual de 8,1%

A nova ameaça tarifária, somada à decisão judicial e às declarações de autoridades americanas em defesa da política comercial, elevou a incerteza em Washington.

O ambiente reforça preocupações sobre a perda do chamado excepcionalismo americano após o anúncio das tarifas globais em abril.

O índice do dólar da Bloomberg acumulou queda de 8,1% no ano passado, a maior retração anual em oito anos.

O desempenho foi pressionado pelo ciclo de afrouxamento monetário do Federal Reserve e pelas tarifas impostas por Trump.

Autoridades dos Estados Unidos sustentaram que a derrota na Suprema Corte não deve anular acordos comerciais firmados com parceiros.

Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, declarou à CBS que os pactos com China, União Europeia, Japão e Coreia do Sul permanecem válidos.

Demanda por ativos asiáticos avança com fraqueza do dólar

Nos mercados emergentes da Ásia, o baht tailandês, o peso filipino e o ringgit malaio registraram alta em meio à fraqueza do dólar. O movimento refletiu maior demanda por ativos da região.

As bolsas asiáticas também subiram. Um índice de grandes empresas chinesas listadas em Hong Kong avançou até 3,1%, a maior alta desde 12 de maio. Os principais índices de Taiwan e Coreia do Sul atingiram níveis recordes.

O rali garantiu ao MSCI Asia Pacific Index o melhor início de ano já registrado em relação ao S&P 500. O indicador supera o índice americano em mais de 11 pontos percentuais no acumulado do ano.

Gary Dugan, diretor-executivo do Global CIO Office, afirmou que o alívio imediato para os mercados asiáticos decorre do fato de a Suprema Corte ter imposto limites à implementação das tarifas.

Para ele, a redução do risco extremo pode acelerar forças estruturais da Ásia, como crescimento doméstico mais forte e maior integração regional.

Queda prolongada e novas incertezas comerciais

A incerteza sobre o comércio global voltou ao radar dos investidores, segundo estrategistas da Bloomberg.

O cenário é considerado negativo para ativos americanos, especialmente diante da volatilidade recente do dólar.

A queda do dólar nesta manhã tem potencial para se estender”, disse Garfield Reynolds, estrategista do Markets Live.

Líderes globais também reagiram às novas medidas. O chefe de comércio da União Europeia informou que proporá suspender a ratificação de um acordo firmado com os EUA. A Índia adiou negociações para concluir um acordo comercial provisório.

China, Índia e Brasil passaram a enfrentar tarifas menores após a decisão judicial de sexta-feira. Segundo estrategistas do Goldman Sachs, incluindo Kamakshya Trivedi, a nova injeção de incerteza política pode influenciar negativamente a atividade de investidores e empresas.

A instabilidade reforça a pressão sobre o dólar e mantém o mercado atento aos próximos movimentos da política comercial americana, em meio a um ambiente de incerteza e reação global às tarifas anunciadas.

Com informações de InfoMoney.

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Romário Pereira de Carvalho

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