Parque aquático de Olímpia vira potência do turismo com quase 2 milhões de visitantes ao ano, Thermas dos Laranjais reinveste lucro e planeja novo complexo bilionário em etapas
Olímpia, no interior de São Paulo, abriga um fenômeno do turismo brasileiro que virou referência global em parques aquáticos, ocupando o 2º lugar nos maiores do mundo. O Thermas dos Laranjais movimenta cerca de R$ 240 milhões por ano e recebe um público anual na casa dos milhões, puxando hotéis, restaurantes e serviços numa cidade que mudou de vocação econômica.
Em rankings internacionais de visitação, o parque aparece entre os líderes mundiais. Em recortes específicos, como o levantamento setorial referente a 2023, ele figura como um dos mais visitados do planeta, ocupando o 2º lugar e disputando topo com gigantes asiáticos como o Chimelong Water Park, na China, que ocupa o 1º lugar. O que ajudou a consolidar Olímpia como destino turístico de alcance internacional.
A estratégia por trás do resultado é simples de entender e difícil de executar. Investir de forma contínua, lançar atrações de alto impacto e transformar novidade em rotina para fazer o visitante voltar.
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O movimento mais recente segue esse roteiro. O parque prepara a inauguração do Complexo Nações, um conjunto de toboáguas de grande porte com torre de cerca de 33 metros e tecnologia desenvolvida em parceria internacional, além de um pacote de novos investimentos que pode ultrapassar R$ 300 milhões nos próximos anos.
O faturamento milionário e o desafio de manter o visitante voltando
O principal “problema” para um parque aquático bem sucedido não é falta de público, mas a ameaça da repetição. Depois de uma visita, o turista tende a buscar novidade em outros destinos, e a concorrência por atenção e tempo de viagem é cada vez maior.
Por isso, o Thermas construiu um modelo baseado em reinvestimento recorrente, com reformas e ampliações em sequência. Segundo informações divulgadas em entrevistas e comunicados do próprio empreendimento, a lógica é tratar inovação como parte do produto, não como evento raro.
Na prática, a conta fecha porque a escala ajuda. Um aumento pequeno na taxa de retorno, ou um acréscimo percentual no volume total de visitantes, pode pagar obras grandes em prazos mais curtos do que o público imagina, especialmente em um destino consolidado no interior paulista.
Como um clube social virou motor do turismo termal de Olímpia
A história começa longe do glamour dos megacomplexos atuais. O Thermas surgiu como clube social na década de 1980, quando Olímpia tinha perfil econômico mais ligado ao campo, com destaque para a citricultura.
A virada veio com a água termal na região, abrindo caminho para piscinas naturalmente aquecidas e uma proposta que funcionaria durante boa parte do ano. Esse detalhe é decisivo para o interior de São Paulo, porque reduz a dependência de temporadas curtas e sustenta empregos de maneira mais estável.
Com o tempo, o parque passou a influenciar o desenho do destino. A Prefeitura de Olímpia destaca a posição estratégica do município no noroeste paulista e o fortalecimento do turismo local, reforçando a integração com a rede hoteleira e a economia de serviços que cresceu no entorno.
O Complexo Nações e a disputa por atenção no mapa global dos parques aquáticos
A grande aposta do momento é o Complexo Nações, anunciado como uma das maiores estruturas de toboáguas do mundo em seu formato. O investimento divulgado para a atração gira em torno de R$ 60 milhões, com montagem em fase final e foco em experiências múltiplas no mesmo conjunto.
O projeto reúne “descidas” temáticas e um mix de tecnologias que incluem efeitos de aceleração, curvas e trechos com dinâmica diferente do toboágua tradicional. Entre as atrações citadas em divulgações setoriais e do próprio parque estão modalidades como Orbiter, Master Blaster e uma versão de Anaconda, além de experiências com giros e quedas em sequência.
Esse tipo de lançamento conversa com um dado importante do mercado. Rankings variam por metodologia e por ano: em listas divulgadas por veículos brasileiros com base em relatórios internacionais mais recentes, o Thermas aparece em posições que mudam conforme o período analisado, com parques de China, Emirados Árabes e Europa alternando o topo.
Mesmo assim, a mensagem para o público é clara. O parque quer se manter no bloco da frente e, para isso, precisa de algo “instagramável”, comentável e capaz de justificar uma nova viagem.
Outro ponto é o simbolismo local. O Complexo Nações também foi apresentado como homenagem ao fundador Benito Benatti, e a morte do empresário em 2025 marcou a história recente de Olímpia, segundo registros oficiais do município e cobertura do setor de turismo.
O que a pandemia ensinou sobre caixa e sobrevivência na prática
Se a expansão exige coragem, a crise exige método. Durante a pandemia, o parque ficou meses com operação interrompida, com receita pressionada e custos fixos relevantes.
O caso chama atenção porque, segundo relatos do próprio empreendimento em entrevistas, a estratégia priorizou manter a equipe e segurar a operação com planejamento financeiro, mapeando custos diários e renegociando compromissos para atravessar o período mais crítico.
Esse aprendizado virou parte do modelo atual. Controle de custos, obra com execução própria em partes do processo e crescimento gradual, sem “saltos” acima da capacidade de caixa, aparecem como elementos repetidos na forma de gestão descrita por representantes do parque.
Próximos investimentos e a polêmica do crescimento que muda a cidade
A fila de projetos não termina no Complexo Nações. O parque já indicou ter adquirido uma área muito maior do que a atual para viabilizar expansão e estuda a construção de um segundo parque nos próximos anos, com proposta que pode mesclar água e experiências de natureza.
A promessa de investimento passa de R$ 300 milhões em etapas até o fim da década, com novos brinquedos de alto valor e ampliação do destino como um todo. Para Olímpia, isso costuma significar mais empregos, mais hotéis e mais arrecadação.
Ao mesmo tempo, esse crescimento costuma abrir discussão em cidades turísticas. Até que ponto a explosão do turismo melhora a vida de quem mora ali, e em que momento pressiona preços, trânsito, moradia e serviços públicos. É um debate que aparece sempre que um destino médio vira vitrine internacional.
Se você acompanha Olímpia ou já visitou o Thermas, o turismo em massa ajuda mais do que atrapalha a cidade no longo prazo? Conte nos comentários se você vê progresso real ou se acha que o custo para o morador está ficando alto demais.
Parabéns a todos envolvidos nesse fenômeno chamado Thermas dos laranjais, quanto ao desenvolvimento de Olímpia é tudo que uma cidade precisa para dar ótima condições de vida para sua população!