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Namíbia e Zimbábue abatem centenas de elefantes, hipopótamos e búfalos para dar carne as pessoas famintas devido ao colapso da seca extrema

Publicado el 04/01/2026 a las 07:34
Animais selvagens, Animais, Abates, Elefantes
Imagem: Ilustração artística
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A decisão de Zimbábue e Namíbia de abater elefantes entre 2024 e 2026 expõe como seca histórica, colapso agrícola, sobrepopulação em parques e conflitos letais forçaram governos a adotar manejo extremo para distribuir proteína, reduzir riscos a comunidades rurais e tentar sustentar modelos de conservação sob pressão climática contínua

A decisão de abater elefantes para consumo humano em Zimbábue e Namíbia expõe, entre 2024 e 2026, uma crise humanitária e ecológica agravada por seca extrema, colapso agrícola e conflitos letais, forçando governos a escolhas controversas para garantir alimento e segurança.

A crise climática como gatilho imediato

A pior seca dos últimos 40 anos na África Austral, intensificada pelo El Niño, destruiu colheitas, secou mananciais e reduziu pastagens, ampliando disputas por água entre comunidades rurais e grandes herbívoros.

Sem reservas alimentares suficientes, governos passaram a buscar fontes emergenciais de proteína, enquanto tentavam reduzir pressão ambiental e conter invasões frequentes de elefantes em vilarejos vulneráveis.

O plano inicial anunciado em 2024

Em agosto de 2024, a Namíbia anunciou o abate de 723 animais selvagens, incluindo 83 elefantes, depois ampliados para 100, além de hipopótamos, búfalos e zebras.

O objetivo declarado combinava três frentes: alimentar quase metade da população em insegurança alimentar severa, aliviar pastagens degradadas e reduzir conflitos entre humanos e vida selvagem.

Autoridades explicaram que elefantes, ao buscarem água e comida, invadiam áreas agrícolas, destruíam lavouras e colocavam moradores em risco direto, sobretudo durante picos de estiagem prolongada.

A adoção da medida pelo Zimbábue

Em setembro de 2024, o Zimbábue anunciou seu primeiro abate oficial desde 1988, com meta inicial de 200 elefantes, sob coordenação da ZimParks.

O Parque Nacional de Hwange, segundo as autoridades, suporta cerca de 15.000 elefantes, mas abriga mais de 45.000, tornando inviável a sobrevivência durante secas extremas recorrentes.

Evolução do programa ao longo de 2025

Durante 2025, o abate deixou de ser resposta emergencial e passou a integrar políticas de manejo de sobrepopulação em áreas críticas de conflito humano-animal.

Na Namíbia, até meados de 2025, mais de 160 mil quilos de carne de caça foram distribuídos pelo Programa de Alívio à Seca.

No Zimbábue, o governo defendeu a política como direito constitucional de uso de recursos naturais em benefício direto de cidadãos afetados pela escassez.

Resistências internas e pressão internacional sobre os abates

A estratégia gerou forte reação de organizações conservacionistas, incluindo a Sheldrick Wildlife Trust e a Born Free.

As entidades classificaram o abate como solução paliativa incapaz de resolver a fome estrutural, alertando para riscos de estimular mercados ilegais de carne de caça.

Críticas internas também apontaram uso político da distribuição de carne em regiões eleitorais estratégicas, aumentando tensões sociais em um contexto já instável.

O cenário observado no início de 2026

Em janeiro de 2026, apesar de chuvas pontuais, a recuperação do solo permanece lenta, mantendo pressão sobre comunidades rurais e reservas naturais.

Em junho de 2025, o Zimbábue autorizou o abate de mais 50 elefantes na Reserva de Savé Valley, focando áreas de conflito letal.

Entre janeiro e abril de 2025, ataques de elefantes causaram a morte de 18 pessoas, levando ao abate reativo de animais classificados como problemáticos.

Debate sobre conservação e subsistência

Governos defendem modelos de conservação comunitária, argumentando que, sem valor econômico imediato, a proteção da vida selvagem dificilmente se sustenta em períodos de crise.

O setor de turismo, essencial para o PIB regional, acompanha com cautela, temendo danos à imagem internacional e queda de receitas que financiam parques.

Como antecedente, a região já enfrentava tensões entre crescimento populacional de elefantes, mudanças climáticas e limitações históricas de financiamento ambiental, fatores que convergiram na crise atual.

Com informações de AP News, Aventuras na História e outras fontes.

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Luis Venâncio
Luis Venâncio
08/01/2026 01:41

E as 150 mil cabras que foram exterminadas nas ilhas Galápagos. Porque não levou esses animais para essas regiões que a população está passando fome? Matar elefantes eu acredito que seja uma grande corvadia que já foi feito no passado por causa do marfim e continuam fazendo, e sempre tem uma desculpa pra tudo. Compra carne de outros países. Os países são ricos, pobre é a população que quase sempre não tem recursos para sobreviver de forma digna.

Zélia
Zélia
05/01/2026 22:06

Pq a Austrália não manda os excessos animais estão lá vsovser destruídos para China África onde a população passa fome.

Ines Rezende
Ines Rezende
05/01/2026 12:57

Avisa o lula pra enviar os javalis que prejudicam as nossas plantações

Carlos Carvalho
Carlos Carvalho
Em resposta a  Ines Rezende
08/01/2026 04:25

#SemAnistiaPraGolpista 🫵

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

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