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Nasa alerta: Lua de Sangue causará apagão de quase uma hora e será vista no Brasil nos próximos dias durante eclipse lunar total

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 25/02/2026 a las 12:29
Eclipse lunar total de 58 minutos pode deixar a Lua vermelha em março. Veja horários, visibilidade no Brasil e como observar com segurança.
Eclipse lunar total de 58 minutos pode deixar a Lua vermelha em março. Veja horários, visibilidade no Brasil e como observar com segurança.
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Eclipse lunar de março terá fase de totalidade global de 58 minutos e poderá alterar a coloração da Lua, embora a visibilidade no Brasil varie conforme a região e o horário. Fenômeno não oferece riscos à visão e depende de condições climáticas favoráveis para melhor observação.

Na madrugada de 3 de março, um eclipse lunar ocorre com fase de totalidade prevista para cerca de 58 minutos no evento global, quando a Lua cheia atravessa a sombra central da Terra e pode assumir tonalidades avermelhadas, segundo cronogramas e materiais da NASA.

Apesar de o eclipse ser classificado como total no contexto mundial, a observação a partir do Brasil tem limitações importantes, porque a fase total não aparece em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde o fenômeno é descrito como penumbral e mais difícil de notar.

Nesse tipo de eclipse, o “apagão” citado em reportagens se refere ao período em que a Lua entra na umbra, a parte mais escura da sombra terrestre, e deixa de receber luz solar direta, sem risco para a visão e sem necessidade de filtros.

Como os horários e a visibilidade variam conforme a posição do observador e o nascer ou pôr da Lua, serviços astronômicos indicam que, no Brasil, a observação tende a acontecer perto do amanhecer em algumas regiões e pode ocorrer com a Lua baixa no horizonte.

Eclipse lunar de 3 de março e visibilidade no Brasil

A totalidade, quando o disco lunar fica inteiramente mergulhado na umbra, é estimada em cerca de 58 minutos no evento global, concentrando o intervalo em que a coloração costuma ficar mais evidente.

Eclipse lunar total de 58 minutos pode deixar a Lua vermelha em março. Veja horários, visibilidade no Brasil e como observar com segurança.
Eclipse lunar total de 58 minutos pode deixar a Lua vermelha em março. Veja horários, visibilidade no Brasil e como observar com segurança.

Ao mesmo tempo, mapas de visibilidade indicam que as melhores condições para ver todas as fases do eclipse se concentram em áreas da Ásia, da Austrália e da América do Norte, com o Pacífico ocupando parte relevante da faixa noturna.

No caso brasileiro, páginas de observação local mostram que a fase total fica abaixo do horizonte em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, o que reduz a experiência a um escurecimento sutil, típico de eclipse penumbral, e por vezes breve.

Em São Paulo, por exemplo, o registro disponível indica um eclipse penumbral por volta do início da manhã, com curta duração local, o que reforça que a “Lua de Sangue” completa, com vermelho intenso, não é garantida para a maior parte do país.

Por que a Lua de Sangue fica vermelha durante o eclipse

Mesmo quando a Lua está dentro da sombra da Terra, ela não some por completo porque parte da luz solar é desviada e filtrada pela atmosfera terrestre antes de alcançar o satélite, processo que favorece tons mais avermelhados no caminho.

Esse efeito aparece com mais força quando há totalidade, já que o brilho prateado típico da Lua cheia diminui e o disco lunar passa a depender do que chega indiretamente, criando variações que podem ir do cobre ao vermelho escuro.

A intensidade do vermelho, no entanto, não é um padrão fixo do fenômeno e pode variar de um eclipse para outro, porque condições atmosféricas da Terra influenciam o quanto de luz é refratada e como ela se distribui na sombra projetada.

Por isso, expressões como “apagão” ajudam a resumir o bloqueio de luz direta, mas não significam um escurecimento absoluto do disco lunar, nem indicam qualquer impacto além da alteração visual do satélite durante o alinhamento.

Lua da Minhoca e tradição associada à Lua cheia de março

Eclipse lunar total de 58 minutos pode deixar a Lua vermelha em março. Veja horários, visibilidade no Brasil e como observar com segurança.
Eclipse lunar total de 58 minutos pode deixar a Lua vermelha em março. Veja horários, visibilidade no Brasil e como observar com segurança.

A mesma Lua cheia de março costuma ser chamada, em tradições populares do Hemisfério Norte, de “Worm Moon”, referência ligada ao fim do inverno e ao período em que o solo começa a descongelar, favorecendo o reaparecimento de minhocas.

Esse apelido cultural acabou se misturando, em coberturas sobre astronomia, ao termo “Lua de Sangue”, embora a coloração avermelhada dependa do eclipse e não do nome do mês, que por si só descreve apenas a fase lunar.

Assim, quando os dois elementos coincidem, a cobertura costuma combinar o calendário lunar tradicional com a mecânica do eclipse, destacando que o vermelho observado é consequência direta do alinhamento entre Sol, Terra e Lua.

Como observar o eclipse lunar com segurança

Para acompanhar o evento com precisão, o recomendado é checar tabelas por cidade, já que a altitude da Lua no horizonte e o fuso horário mudam o que fica visível, inclusive podendo limitar a observação a poucos minutos.

Em páginas específicas para o Brasil, o eclipse aparece como evento global total, mas com tipo local variando entre parcial e penumbral, o que significa que o observador pode não enxergar a fase em que a Lua fica totalmente dentro da umbra.

Ainda assim, por ser um eclipse lunar, a observação é segura a olho nu, e binóculos ou telescópios podem ajudar a notar diferenças sutis de brilho, desde que o céu esteja limpo e a Lua não esteja encoberta por nuvens ao amanhecer.

Locais com menos iluminação artificial costumam facilitar a percepção do contraste, mas, no caso de eclipses penumbrais, a diferença pode ser discreta mesmo em condições ideais, o que torna a consulta a horários locais ainda mais relevante.

Materiais de referência da NASA também disponibilizam diagramas e mapas de visibilidade para o eclipse, o que permite comparar o caminho da sombra e entender por que certas regiões veem a totalidade completa enquanto outras apenas observam uma variação leve no brilho.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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