Após 13 dias de incêndio na costa oeste do Sri Lanka, o navio MV X-Press Pearl, que carregava diversos produtos químicos, começou a naufragar durante o reboque e poluiu as praias e deixou mais de 5.000 barcos pesqueiros impedidos de trabalhar
O Navio MV X-Press Pearl, que foi destruído por um incêndio que persistiu por 13 dias na costa oeste, naufragou com diversos produtos químicos em seus depósitos nesta quarta-feira (2), provocando um possível desastre ecológico da história do Sri Lanka.
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O navio com produtos químicos estava na costa oeste do Sri Lanka, aguardando para entrar no porto, quando se iniciou um incêndio no dia 20 de maio e, de lá para cá, as autoridades estavam lutando contra o incêndio, que se espalhou por 1.486 contêineres que estavam repletos de cosméticos e produtos químicos.
Nesta quarta-feira (2), os bombeiros conseguiram apagar todas as chamas do navio, que deixou mais de 5 mil barcos pesqueiros sem trabalhar, porém, durante algumas horas depois do início do reboque para longe da costa, o navio começou a naufragar. Segundo o porta voz da Marinha cingalesa, Indika de Silva, a popa do navio está submersa, e a água está acima do convés do navio.
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Segundo Indika, a preocupação agora é conter qualquer derramamento de produtos químicos. As autoridades responsáveis pela operação estão monitorando de perto e, até o momento, não foi detectado nenhum tipo de derramamento. Ele afirma que se isso acontecer, será arrasador, porém, as autoridades estão tomando todas as medidas possíveis para que ocorra tudo de forma que favoreça o meio ambiente.
Ainda não foi descoberta a causa do incêndio, mas tudo leva para uma relação com os produtos químicos, altamente inflamáveis, que vinham da Índia. Quando o fogo causou a explosão, toda a tripulação que era de 25 pessoas foi evacuada. A tripulação era composta por filipinos, indianos, chineses e russos.
O capitão, o engenheiro e o engenheiro assistente, estão proibidos de sair do Sri Lanka enquanto a investigação continua. Além de ter destruído a maior parte do navio, o incidente poluiu um longo trecho das praias do país e o governo foi obrigado a proibir a pescaria, afetando cerca de 5.600 barcos pesqueiros.
Pronunciamento do governo cingalês
O presidente do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, ordenou que o navio fosse levado para águas mais profundas com o objetivo de minimizar os danos ao litoral do país. O navio será rebocado para mais longe da costa, antes que afunde totalmente.
As autoridades pretendiam retirar a água contaminada pelo navio, em uma operação iria levar no mínimo 3 dias, mas decidiram mudar de ideia por falta de tempo.
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