Atividades de manutenção e reparo do navio norueguês no complexo naval Ecovix vai mobilizar cerca de 700 trabalhadores nas funções de eletricistas, pintores e mecânicos, entre mão de obra própria e terceirizada.
Movimentação na construção naval de Rio Grande! O navio Siem Helix II (pertencente à norueguesa Siem), utilizada no setor de petróleo para intervenções em poços, como perfuração, estimulação de produção e manutenção, chegou a Rio Grande. A embarcação deve permanecer 30 dias no complexo naval Ecovix para fazer uma revisão nos equipamentos e realização de serviços de pintura. As modificações a serem feitas serão semelhantes aos que foram realizados em setembro do ano passado, no seu “gêmeo”, o Siem Helix I.
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O reparo que acontece a cada cinco anos, vai mobilizar cerca de 500 a 700 trabalhadores nas funções de eletricistas, pintores e mecânicos, entre mão de obra própria e terceirizada, para desenvolverem serviços de pintura, checagem de equipamentos, motores, leme, entre outras ações. Atualmente, a estrutura conta com em torno de 140 funcionários ligados diretamente à Ecovix
Os reparos no navio serão feitos em parceria com a empresa DockBrasil, que atua com reparação naval. O valor do contrato não foi revelado. Em dezembro, havia a expectativa que a embarcação Seven Waves, da Subsea 7, também utilizasse o Estaleiro Rio Grande, mas a companhia demandante acabou mudando seu planejamento.
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O diretor operacional da Ecovix, Ricardo Ávila, afirma que o estaleiro está prospectando novas encomendas na área de reparos navais e negocia sete propostas de diferentes armadores. «A nossa expectativa é que sejam realizados mais dois ou três reparos ao longo deste ano».
Atualmente, para se manter ativo, o complexo também está envolvido com a movimentação de cargas, como toras de madeira e celulose, que tem verificado uma procura frequente, com pelo menos uma operação semanal.
Segundo Ávila, o mercado de construção naval voltou a se aquecer um pouco no Brasil e revela que o estaleiro está prospectando novas encomendas na área de reparos navais e, no momento, está envolvido na negociação de sete propostas de diferentes armadores. “A nossa expectativa é que sejam realizados mais dois ou três reparos ao longo deste ano”, afirma o executivo.
E não para por aí, o executivo explica ainda que outra possibilidade futura vislumbrada pela Ecovix é a participação no desenvolvimento do mercado de eólicas offshore. Para Ávila o estaleiro pode ser um ponto de apoio para os empreendedores da área, podendo atuar na movimentação, implementação e manutenção das torres desses parques eólicos. “Esses empreendimentos precisam de uma base marítima próxima, parece lógico que os estaleiros do Brasil acabem oferecendo esse serviço de apoio”, disse o dirigente.
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