Estudo da Academia do PLA em Wuhan aponta bombardeiro B-52H com mais de 70 anos como maior ameaça nuclear dos EUA em simulações de campanha de contra-ataque, superando F-35A, B-2, F-22 e citando alcance de 400 km e interceptações acima de 1.000 km
Em março de 2025, os Estados Unidos anunciaram o F-47 para substituir o F-22, mas uma análise chinesa concluiu que o B-52 Stratofortress é hoje a principal ameaça nuclear, destacando sua capacidade de levar até quatro bombas B61-12 e seu papel em simulações contra alvos na China.
O anúncio do F-47 foi apresentado como uma mudança estratégica para o braço militar da Boeing, com a proposta de recolocar Washington no topo da hierarquia tecnológica militar.
A nova aeronave foi descrita como sucessora do F-22, com alcance superior e papel central em futuros confrontos.
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Apesar disso, pesquisadores da Academia de Alerta Antecipado da Força Aérea do Exército de Libertação Popular, em Wuhan, identificaram outro vetor como mais relevante no cenário atual de ameaça nuclear.
B-52 Stratofortress lidera avaliação de ameaça nuclear em estudo chinês
A análise foi publicada na revista Modern Defense Technology e avaliou uma operação aérea de penetração contra alvos navais ou terrestres na China, dentro do conceito de campanha de contra-ataque dos Estados Unidos.
O estudo concluiu que o B-52H, com mais de 70 anos de serviço, representa o maior perigo nas fases de implantação, penetração e ataque, superando plataformas furtivas modernas como o F-35A e o B-2 Spirit.
Segundo os pesquisadores, a capacidade de transportar até quatro bombas nucleares táticas B61-12 e as constantes modernizações em radar e guerra eletrônica explicam sua relevância como principal ameaça nuclear no cenário simulado.
Bombas B61-12 e capacidade operacional ampliam risco estratégico
As bombas B61-12 possuem rendimento equivalente a 300 toneladas de TNT e são descritas como instrumentos de dissuasão, com possibilidade de uso para neutralizar nós críticos e sistemas de negação de acesso A2-AD.
Mesmo sendo uma aeronave da Guerra Fria, o B-52H se destacou pela capacidade de carga, alcance operacional e robustez de sistemas atualizados. No cenário de ataque nuclear limitado analisado, ofereceria o maior valor estratégico a Washington.
O relatório também menciona uma moção do Congresso dos EUA para restaurar a capacidade nuclear de cerca de 30 unidades do B-52H, reforçando sua relevância tática na avaliação da ameaça nuclear.
Respostas propostas incluem vigilância reforçada e guerra eletrônica
A equipe do PLA propôs medidas para enfrentar o cenário descrito. Entre elas, o fortalecimento das capacidades de vigilância, interceptação e defesa aérea ao longo de rotas estratégicas.
Os pesquisadores enfatizaram a necessidade de melhorar a inteligência militar para distinguir ataques convencionais de ataques nucleares, considerando a natureza dupla de diversas plataformas dos Estados Unidos.
Contra aeronaves furtivas como o F-35A e o B-2, recomendaram o uso intensivo de guerra eletrônica e ataques cibernéticos para interromper navegação e comunicações, reduzindo sua eficácia operacional.
Foi elaborada uma lista de alvos prioritários com base na ameaça relativa. A aeronave de alerta antecipado E-3 Sentry foi considerada essencial em cenários convencionais, enquanto o C-17 e o bombardeiro estratégico B-1B foram classificados como ameaças menores devido a funções limitadas e sistemas antigos.
Métodos sem inteligência artificial e dados técnicos confidenciais
O artigo informou que evitou modelos preditivos baseados em inteligência artificial, citando preocupações com a opacidade de sistemas de “caixa preta”. Os autores optaram por métodos fundamentados na teoria dos jogos e no julgamento humano apoiado por dados objetivos.
A avaliação utilizou informações técnicas confidenciais sobre sistemas dos Estados Unidos e da China, sem especificar as fontes. O texto menciona que aeronaves furtivas como o B-2 e o F-22 têm seção transversal de radar de 0,1 m².
Com esse parâmetro, radares chineses poderiam detectar tais aeronaves a até 400 km. O estudo contextualiza esses dados com o desenvolvimento de mísseis antiaéreos hipersônicos capazes de interceptar alvos a mais de 1.000 km.
A estratégia de negação regional descrita abrange áreas sensíveis como Taiwan e o Mar da China Meridional, onde tensões bilaterais têm se intensificado.
Em ensaio recente, o ex-secretário adjunto de Defesa dos EUA, James Anderson, alertou que uma crise futura em Taiwan poderia envolver ameaças nucleares implícitas ou explícitas da China, apesar da política oficial de não ser o primeiro a usar.
Nesse contexto, o reconhecimento do B-52H como principal vetor de ameaça nuclear redefine percepções estratégicas sobre o equilíbrio militar entre grandes potências e destaca como um bombardeiro veterano permanece central nas avaliações atuais.
Com informações de Xataka.

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