As companhias Nippon, Mitsubishi e ExxonMobil avaliam projeto de CCS (captura e armazenagem de carbono) nas regiões da Ásia-Pacífico.
A Nippon Steel, empresa japonesa de aço presidida por Eiji Hashimoto, assinou nesta quarta-feira, dia 25, um Memorando de Entendimento (MoU) com a Mitsubishi Corporation, encabeçada por Katsuya Nakanishi, e a ExxonMobil, liderada por Irtiza Sayyed, o potencial para estudar possibilidades de investimentos uma cadeia de valor para projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) nas regiões da Ásia-Pacífico.
Com foco em uma sociedade neutra em carbono, a Nippon, a Mitsubishi e a ExxonMobil avaliam o desenvolvimento do projeto
Conforme Memorando, as três companhias pretendem pesquisar a aplicação do CCS nas siderúrgicas da Nippon, além disso, propõem avaliar o desenvolvimento da infraestrutura necessária para tal projeto.
O acordo inclui uma análise detalhada das oportunidades de armazenamento na Ásia-Pacífico, incluindo também a Malásia, Indonésia e Austrália.
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A Mitsubishi Corporation pretende estudar o transporte internacional de CO2 e o desenvolvimento da cadeia de valor para a CCS. Será o primeiro estudo voltado ao assunto desenvolvido em território japonês, onde o objetivo é armazenar o gás de efeito estufa no exterior.
Já a Nippon apontou o CCS como uma das principais tecnologias do seu pano de neutralidade de carbono até 2050, colocando como uma forma de gestão de médio a longo prazo das emissões. O projeto foi anunciado esta semana e já começa a caminhar em direção ao futuro.
A companhia japonesa irá avaliar a segurança de locais de armazenamento offshore de CO2 gerado por usinas siderúrgicas, infraestrutura, necessidade de políticas e regulamentação, além de adequação de custo do projeto.
A Mitsubishi Corporation identificou a Transformação de Energia (EX) como uma iniciativa importante em seu roteiro para uma sociedade neutra em carbono.
CCS na petroquímica
A ExxonMobil também está apostando na captura e armazenamento de carbono ao redor do mundo. Na Europa, a companhia se uniu a outras três empresas produtoras de óleo e gás em uma cooperação para CCS offshore em larga escala no projeto L10.
As petroleiras têm como objetivo compartilhar a infraestrutura existente e ter um planejamento pronto até o final do ano, armazenando assim, até cinco milhões de toneladas de CO2 em campos na costa holandesa.
As petroleiras planejam compartilhar a infraestrutura existente e ter um projeto pronto até o final do ano para armazenar até cinco milhões de toneladas de gases de efeito estufa em campos na costa holandesa.
Já nos Estados Unidos, a ExxonMobil fechou o maior acordo comercial de CCS em outubro do ano passado com a CF Industries, fabricante de produtos de hidrogênio e nitrogênio. O projeto, agendado para entrar em ação no ano de 2025, vai capturar e armazenar permanentemente até 2 milhões de toneladas de CO2 por ano na Luisiana.
Ainda nos EUA, a companhia está firmando acordos na Houston CCS Aliance, uma iniciativa de empresas de energia e petroquímicas voltada para a promoção da tecnologia na área industrial de Houston.
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