A tecnologia usada para criar o “cérebro humano artificial” que foi criada em 2013 para estudar melhor a microcefalia e outros distúrbios do cérebro
Os “cérebros humanos artificiais”, produzidos pela primeira vez em 2013, vem sendo empregados em pesquisas sobre desenvolvimento cerebral. A expectativa é que essa nova tecnologia possa ser usada para testar tratamentos para doenças neurodegenerativas.
De acordo com os cientistas desenvolvedores da tecnologia, o “minicérebro” é capaz de sentir seu ambiente e reagir a ele. Brett Kagan, o cientista idealizador da tecnologia declara ter criado o primeiro cérebro artificial “sensível” em laboratório. Já na opinião de outros especialistas, o trabalho é visto como “empolgante”, mas dizem que chamar as células cerebrais de sencientes é ir longe demais.
A “Senciência”, palavra utilizada por Kagan para descrever a tecnologia, quer dizer a capacidade de vivenciar algo e desenvolver sentimentos específicos a partir de uma experiência. Mesmo assim, Kagan diz que este termo é o melhor para descrever a descoberta.
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COMO FUNCIONA UM MINI-CÉREBRO?
O Propósito dos mini-cérebros
A tecnologia desenvolvida para a criação de cérebros artificiais foi produzida pela primeira vez em 2013, com o intuito de estudar a microcefalia, um distúrbio genético em que o cérebro humano nasce muito pequeno.
Com isso desde o ano de sua criação, em 2013, os mini cérebros vem sendo usados grandemente pela ciência em pesquisas sobre o desenvolvimento do cérebro, sendo essa a primeira vez que eles são conectados a um ambiente externo e reagem a ele, neste caso um videogame: o Pong, cujo objetivo é mover uma barra na tela para evitar que a bola passe.
Os cientistas cultivaram as células do cérebro humano a partir de células-tronco e de embriões de camundongos para formar uma coleção de 800 mil! O resultado disso, o mini cérebro, foi conectado ao videogame através de eletrodos que indicavam de que lado a bola estava e a que distância da barra era usada para rebater.
Para que servem os cérebros artificiais?
De acordo com Kagan, é esperado que a tecnologia possa vir a ser usada para testar tratamentos para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
“Quando as pessoas olham para tecidos [humanos] em um laboratório, estão vendo se há atividade ou não. Mas o objetivo das células cerebrais é processar informações em tempo real”, diz ele. “Avaliar sua verdadeira função pode ser útil para muitas outras áreas de pesquisa.”
Além desse objetivo, Kagan pretende testar ainda o impacto que o álcool tem na capacidade do mini cérebro de jogar Pong. Se reagir de maneira semelhante a um cérebro humano, isso demonstraria o quão eficaz pode vir a ser como um substituto.

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