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Nova febre no deserto: pessoas cruzam o Saara com olhos fixos no chão a procura de pedras espaciais raras que valem muito dinheiro

Publicado el 15/11/2025 a las 22:38
Actualizado el 15/11/2025 a las 22:39
Deserto, Meteorito, Pedras espaciais
Imagem: IA
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No deserto do Saara, caçadores independentes percorrem quilômetros em busca de meteoritos raros, vendidos por altos valores e negociados diretamente em plataformas digitais

No vasto deserto do Saara, um novo tipo de busca se espalha entre os nômades da Mauritânia. Enquanto conduzem seus rebanhos sob o sol intenso, muitos mantêm os olhos fixos no chão, à procura de fragmentos vindos do espaço. A esperança é simples: encontrar uma rocha rara, talvez originária da Lua ou de Marte, e transformá-la em lucro.

Caçadores e técnicas no deserto

Em Nouakchott, o caçador Hame Ould Sidi Othmen mostra orgulhoso sua coleção de meteoritos. Ele diz que percorre o país inteiro em busca dessas pedras espaciais e aprendeu a reconhecê-las pela crosta escura formada durante a entrada na atmosfera.

Segundo ele, a identificação pode ser feita apenas com o olhar ou com a ajuda de uma pequena lupa.

Essa prática, que une paciência e sorte, vem atraindo cada vez mais adeptos porque os ganhos podem ser altos.

No entanto, os riscos e incertezas ainda são grandes, já que o mercado carece de regras claras e mecanismos de controle.

Comércio que se expande nas redes

A procura por meteoritos disparou há cerca de uma década, depois da descoberta do famoso meteorito de Tissint, encontrado no Marrocos.

Desde então, a febre se espalhou pelo Saara e os preços variam muito. Enquanto alguns fragmentos chegam a valer até mil dólares por grama, outros mal alcançam dez dólares, levando muitos caçadores a preferir guardar suas peças.

Além disso, as negociações migraram para o ambiente digital. Plataformas como WhatsApp e TikTok se tornaram espaços de exibição e venda.

Em Bir Moghrein, no norte do país, intermediários avaliam as pedras antes de revendê-las para compradores estrangeiros.

Falta de leis e reconhecimento científico

Apesar do crescimento do comércio, a Mauritânia ainda não possui centros de análise nem legislação específica para o setor.

O planetólogo Ely Cheikh Mouhamed Navee lamenta que o país não reconheça os meteoritos como parte do seu patrimônio científico.

Ele explica que muitos nômades dependem apenas da própria experiência ou enviam amostras para laboratórios estrangeiros.

Para ele, é urgente criar um sistema de monitoramento com câmeras para registrar quedas de meteoritos no deserto e um museu nacional para proteger e valorizar essas preciosas pedras vindas do espaço.

Com informações de UOL.

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Romário Pereira de Carvalho

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