Naked média da Honda retorna ao Brasil com novo motor, pacote eletrônico avançado e proposta focada em agilidade, eficiência energética e facilidade de condução, mirando rivais diretas do segmento e apostando em tecnologia, segurança e desempenho equilibrado para uso urbano e rodoviário.
A Honda recolocou a Hornet no mercado brasileiro ao apresentar a CB 750 Hornet como sua nova naked de média cilindrada, reposicionando um nome tradicional dentro de uma proposta técnica completamente diferente da geração anterior.
Com 755 cm³, o modelo chega equipado com motor bicilíndrico paralelo, pacote eletrônico completo e uma ciclística pensada para oferecer agilidade tanto no uso urbano quanto em estradas sinuosas, mirando diretamente rivais como a Yamaha MT-07.
Segundo informações oficiais de lançamento, a fabricante declara 69,3 cv de potência e 7,04 kgf.m de torque, ambos entregues a 7.000 rpm, além de acelerador eletrônico e controle de tração com ajustes, formando a base do desempenho do modelo.
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Ao mesmo tempo, a nova Hornet simboliza uma ruptura clara com a antiga CB 600F, que utilizava motor de quatro cilindros e saiu de linha no Brasil em 2014 por não atender às normas de emissões vigentes à época.
Agora, o nome retorna associado a uma arquitetura mecânica diferente e a um nível de eletrônica embarcada mais amplo, incluindo painel TFT colorido e sistemas de segurança ativa, como o alerta automático em frenagens bruscas.
Retorno da Hornet ao Brasil com nova proposta mecânica

O reposicionamento da Hornet coloca o modelo como uma 750 de entrada no segmento de médias cilindradas, com foco em torque acessível, respostas previsíveis e facilidade de condução no dia a dia.
De acordo com a Honda, o projeto prioriza uma entrega homogênea de potência, favorecendo baixas e médias rotações, mas mantendo comportamento esportivo quando o motor é exigido em regimes mais altos.
No mercado brasileiro, a moto adota uma configuração diferente da versão europeia, diferença atribuída no texto original a ajustes no mapa de injeção eletrônica realizados pela fabricante.
Como consequência dessa calibração, a potência declarada é menor no Brasil, embora a entrega se concentre em uma faixa de giros considerada eficiente para uso rodoviário, com melhor resposta próxima dos 7.000 rpm.
Motor bicilíndrico de 755 cm³ e soluções técnicas
No material institucional, a Honda destaca a adoção do sistema Unicam com oito válvulas, tecnologia derivada de modelos de competição e também aplicada na Africa Twin, permitindo manter o motor compacto e leve.
Outro ponto ressaltado são os dutos de admissão por vórtice, conhecidos como Vortex Flow Ducts, que, segundo a fabricante, melhoram o fluxo de ar e contribuem para acelerações mais rápidas e retomadas mais eficientes.
O conjunto é complementado por virabrequim a 270 graus, solução que reforça o caráter típico de motores bicilíndricos, além de transmissão de seis marchas ajustada para uso versátil.
A Honda confirma o uso de embreagem assistida e deslizante, que reduz o esforço no manete e aumenta a estabilidade em reduções mais agressivas, favorecendo condução esportiva e segurança.
No texto original, o porta-voz entrevistado afirma que o motor completo pesa 56 kg e destaca o uso de componentes compartilhados com motos esportivas da marca, como injetores e bomba de combustível de alta pressão.
Ainda segundo a explicação apresentada, a embreagem FLS utiliza ranhuras inclinadas nos discos, solução que permitiria maior fluxo de óleo, menor arrasto em reduções e menor aquecimento em uso esportivo.
Ciclística, suspensões e conjunto de freios
Para a ciclística, a Honda informa que a CB 750 Hornet utiliza chassi de aço tipo Diamond combinado a suspensões Showa com acerto voltado à esportividade equilibrada.
Na dianteira, o modelo conta com garfo invertido SFF-BP de 41 mm, enquanto na traseira o monoamortecedor atua em conjunto com o sistema Pro-Link para melhor controle.
Segundo a fabricante, o objetivo do conjunto é oferecer agilidade e bom feedback ao piloto, sem comprometer a estabilidade em velocidades mais elevadas.
O sistema de freios traz pinças duplas de quatro pistões com montagem radial e ABS de série, reforçando o pacote de segurança ativa da moto.
Outro dado relevante divulgado pela marca é o peso a seco de 180 kg, aliado à altura do assento de 795 mm do solo, combinação que tende a facilitar manobras e acomodar diferentes estaturas.
Painel TFT e recursos eletrônicos

Entre os destaques tecnológicos está o painel TFT colorido de 5 polegadas, com comandos concentrados no punho esquerdo e navegação intuitiva pelos menus.
A Honda afirma que aplicou soluções específicas para melhorar a visibilidade em ambientes de alta luminosidade, reduzindo reflexos e facilitando a leitura das informações.
No pacote eletrônico, o modelo traz acelerador eletrônico, cinco modos de pilotagem e dois modos personalizáveis, permitindo ajustes conforme o estilo do piloto.
O controle de tração HSTC atua integrado ao controle de empinada, enquanto os níveis de potência e de freio-motor também podem ser configurados.
Outro recurso presente é o ESS, sistema que aciona automaticamente as setas em frenagens bruscas e promove o cancelamento automático após o término da curva.
No texto original, há a observação de que a conectividade com smartphones ainda não estaria ativa no Brasil, apesar de o painel ter estrutura para o recurso, cuja liberação depende da configuração comercial adotada.
Impressões de pilotagem e comparação com a MT-07
O relato original descreve um percurso de aproximadamente 230 km em Santa Catarina, combinando rodovias e trechos de serra para avaliar o comportamento do modelo.
Durante o teste, a moto foi descrita como fácil de conduzir, com resposta ao acelerador rápida e previsível, favorecendo o controle em diferentes situações.
Na comparação com a MT-07, a Hornet é classificada como mais domesticada, com entrega de potência menos agressiva e ciclística que facilita mudanças de direção.
Essa característica é apontada como um diferencial para quem está progredindo de cilindrada e busca confiança ao pilotar.
Ainda assim, o relato registra pontos negativos, como desconforto no punho após longos períodos de uso e limitações no conforto do banco em viagens mais extensas.
A crítica estética à dianteira aparece como uma percepção pessoal, sem relação direta com o funcionamento do conjunto mecânico.
Consumo e preço no mercado brasileiro
Em relação ao consumo, o texto atribui ao Instituto Mauá de Tecnologia uma média de 21 km/l, com variações conforme o estilo de pilotagem adotado.
Em condução mais esportiva, o consumo relatado foi de 18 km/l, enquanto em uso mais moderado houve registros de até 24 km/l.
O valor público sugerido informado pela Honda é de R$ 53.694, com base em São Paulo, sem incluir frete ou seguro.
Com garantia de três anos, a CB 750 Hornet se posiciona como uma opção para quem busca subir de cilindrada, combinando desempenho, controle eletrônico e previsibilidade.
Diante desse conjunto, o que tende a pesar mais na decisão do consumidor: a tradição do nome Hornet ou a ficha técnica apresentada por essa nova geração?
Bela moto, pena que é muito visada, no Brasil só pra quem tem coragem