Nova fase do Conhecimento Brasil terá foco em áreas estratégicas e bolsas de alto valor
O programa do governo Conhecimento Brasil deve entrar em nova fase ainda este ano, agora com foco na atração de cientistas estrangeiros e brasileiros que residem no exterior. A iniciativa será restrita a áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial, medicina e mudanças climáticas, segundo o presidente do CNPq, Ricardo Galvão.
A nova etapa busca responder a uma demanda crescente de pesquisadores de alto nível interessados em trabalhar no Brasil, especialmente vindos dos Estados Unidos e de países vizinhos como a Argentina. Ao mesmo tempo, parte do programa será voltada a doutores com formação integral no país — em resposta às críticas que a fase anterior recebeu por privilegiar quem estava fora.
Regras mais rígidas e vínculo com instituições brasileiras
O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), responsável pela execução do programa, definiu que os candidatos deverão estar vinculados a instituições de pesquisa nacionais. Os pesquisadores só poderão desenvolver projetos alinhados a prioridades previamente estabelecidas por universidades e centros de excelência já estruturados.
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Segundo Galvão, o programa do governo não será voltado a jovens doutores, mas sim a profissionais com trajetória consolidada. “Vai ser para pesquisadores de alto nível que queiram vir para o Brasil”, afirmou em entrevista à Folha. O objetivo é fortalecer a produção científica em áreas críticas e responder ao apagão de investimentos sofrido por outras nações.
Áreas estratégicas devem concentrar recursos
Embora o CNPq ainda não tenha divulgado a lista definitiva das áreas contempladas, Galvão citou como prováveis beneficiadas os campos de engenharia, TI, física, medicina e inteligência artificial. A nova fase terá bolsas de valor superior aos programas tradicionais de pós-doutorado, financiadas com recursos do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
A decisão de restringir a abrangência do programa, segundo Galvão, busca garantir impacto real em setores prioritários para o desenvolvimento nacional. “Em um programa especial, você tem que definir prioridades”, disse.
Críticas e reformulações após primeira etapa
A fase anterior do Conhecimento Brasil, voltada exclusivamente a cientistas brasileiros no exterior, foi criticada por ignorar os desafios enfrentados por pesquisadores que atuam no país. Segundo Galvão, a inclusão de doutores formados no Brasil na nova etapa já estava prevista desde o início, mas foi adiada por cautela e falta de dados completos.
O programa atual selecionou 567 pesquisadores e tem duração prevista de até cinco anos. A nova fase ainda não tem data exata de lançamento, mas o edital deve ser publicado até o fim de 2025, com início das atividades previsto para 2026.
Você acha que a nova fase do programa acerta ao priorizar áreas estratégicas e pesquisadores de alto nível? Ou o governo deveria abrir mais espaço para quem já pesquisa no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários — sua experiência pode enriquecer esse debate.
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