Submarinos Hangor com propulsão independente do ar modernizam a Marinha do Paquistão e reforçam a cooperação militar com a China.
A Marinha do Paquistão anunciou, no último dia 17, o lançamento de mais um submarino de ataque da classe Hangor, o PNS Ghazi, construído na China.
O evento ocorreu no estaleiro Wuchang Shipbuilding Industry Group, como parte de um acordo firmado em 2015 com Pequim.
A iniciativa fortalece a modernização naval do país, amplia sua capacidade de dissuasão e reforça a Cooperação militar China-Paquistão, especialmente diante das disputas estratégicas no Oceano Índico.
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Submarinos Hangor marcam avanço estratégico da Marinha do Paquistão
O lançamento do PNS Ghazi representa um passo decisivo no programa de renovação da frota submarina da Marinha do Paquistão.
O navio é o quarto submarino da classe Hangor produzido em estaleiros chineses, encerrando essa etapa inicial do contrato bilateral.
Além disso, o projeto prevê a construção de outras quatro unidades em território paquistanês, no Karachi Shipyard and Engineering Works, dentro de um amplo programa de transferência de tecnologia.
Assim, Islamabad busca não apenas ampliar seu poder naval, mas também desenvolver capacidades industriais próprias.
Cooperação militar China-Paquistão vai além dos submarinos
A classe Hangor é baseada no modelo chinês Type 039B, adaptado às necessidades operacionais paquistanesas.
Esse modelo diesel-elétrico prioriza furtividade, silêncio acústico e mobilidade em cenários de guerra naval moderna.
Portanto, o projeto simboliza mais do que uma simples compra de armamentos.
Ele reflete o aprofundamento da Cooperação militar China-Paquistão, que inclui ainda programas conjuntos de fragatas e sistemas de combate integrados, conforme destacou o jornal Global Times.
Propulsão independente do ar amplia autonomia submarina
Um dos principais diferenciais dos Submarinos Hangor é o uso da Propulsão independente do ar, conhecida pela sigla AIP.
Essa tecnologia permite que os submarinos permaneçam submersos por períodos significativamente mais longos, sem a necessidade de emergir para captar oxigênio.
Enquanto isso, essa capacidade aumenta a discrição das operações, reduz o risco de detecção e amplia o alcance estratégico das missões navais.
Em conflitos modernos, a autonomia submersa se tornou um fator decisivo para o equilíbrio de forças no mar.
Capacidade ofensiva inclui mísseis de cruzeiro
Segundo veículos de imprensa paquistaneses, os Submarinos Hangor estão preparados para operar com tubos de torpedo padrão e mísseis de cruzeiro lançados a partir de plataformas submersas.
Entre eles, destaca-se o Babur-3, um míssil subsônico desenvolvido pelo Complexo Nacional de Defesa do país.
De acordo com relatos oficiais, o armamento teria sido concebido com base em engenharia reversa de tecnologias associadas ao BGM-109 Tomahawk, às quais a inteligência paquistanesa teve acesso após um ataque norte-americano em 1998.
Dimensões colocam classe Hangor entre as mais modernas
Estimativas públicas indicam que os submarinos da classe Hangor possuem entre 76 e 77 metros de comprimento e deslocamento aproximado de 2.800 toneladas.
Esses números posicionam as embarcações em patamar comparável ao das principais unidades convencionais contemporâneas.
Além disso, a combinação entre tamanho, armamento e Propulsão independente do ar confere à Marinha do Paquistão uma capacidade operacional mais equilibrada e compatível com os desafios regionais atuais.
Cronograma e entrada em operação
O contrato assinado em 2015 previa a entrega dos oito submarinos entre 2022 e 2028.
O primeiro exemplar foi lançado em abril de 2024, seguido por novos lotes em março de 2025.
O PNS Ghazi é, agora, o quarto e último submarino produzido em estaleiros chineses.
Segundo autoridades paquistanesas, as unidades construídas na China devem iniciar sua incorporação operacional a partir de 2026, reforçando gradualmente a presença do país no Oceano Índico.
Impacto geopolítico no Oceano Índico
A expansão da frota submarina ocorre em um contexto de crescente disputa geopolítica no Oceano Índico, rota vital para o comércio global e para o fluxo energético internacional.
Assim, os Submarinos Hangor ampliam a capacidade de dissuasão do Paquistão e reforçam seu papel estratégico na região.
Antes desse programa, a Marinha do Paquistão operava submarinos franceses das classes Agosta-70 e Agosta-90B, equipados com sistemas AIP de geração anterior.
As novas unidades representam um salto significativo em autonomia e capacidade de combate.
Poder militar e cenário regional
Em 2025, o Paquistão ocupou a 12ª posição no ranking global de poderio militar do Global Firepower Index.
Ainda assim, o investimento nos Submarinos Hangor indica uma estratégia clara de modernização e reposicionamento naval.
Portanto, a combinação entre tecnologia avançada, Cooperação militar China-Paquistão e foco no Oceano Índico consolida os submarinos como um dos pilares centrais da defesa marítima paquistanesa na próxima década.
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