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O bairro onde todos os moradores são obrigados a ter uma horta em casa e dedicar pelo menos 50% do terreno ao cultivo de alimentos como regra urbana

Publicado el 09/01/2026 a las 11:38
Bairro, Horta
Imagem: Ilustração artística
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Criado nos arredores de Almere, o bairro Oosterwold adota desde 2016 regra urbanística que exige agricultura em metade dos terrenos, redefine ocupação do solo, incentiva participação comunitária e influencia debates

Em uma área tranquila nos arredores de Almere, na Holanda, surgiu Oosterwold, bairro onde cada lote exige cultivo em pelo menos 50% da área, integrando moradia, produção de alimentos e sustentabilidade como experimento urbano relevante desde 2016.

Regra de cultivo define a ocupação do solo

O diferencial de Oosterwold está na regra que condiciona a ocupação do lote à agricultura urbana, tornando o cultivo de alimentos um requisito central do projeto urbanístico.

Ao adquirir um terreno, o morador assume compromisso de usar cerca de 50% da área para plantar alimentos comestíveis, priorizando produção agrícola em vez de simples paisagismo ornamental.

Esse modelo busca reduzir a distância entre campo e cidade ao criar um cinturão produtivo inserido diretamente no tecido urbano residencial, aproximando consumo cotidiano e produção local.

Desde 2016, o bairro cresce gradualmente, com moradores participando das decisões sobre ruas, acessos, áreas comuns e uso do solo, consolidando planejamento colaborativo contínuo.

Como a horta obrigatória funciona no cotidiano

Na prática, cada casa convive com espaço produtivo expressivo, organizado em canteiros, pomares mistos, estufas ou sistemas agroflorestais simples, adaptados às preferências familiares.

A fiscalização formal é limitada, mas o desenho aberto do bairro e a observação cotidiana dos vizinhos reforçam o uso ativo e produtivo da terra.

Para viabilizar o modelo, moradores conciliam trabalho integral com cuidado das plantas, recorrendo a canteiros menores, irrigação automatizada e espécies rústicas adaptáveis.

Em geral, o foco não está na alta produtividade, mas em criar cultura de cuidado territorial, produção local e aprendizado prático sobre cultivo cotidiano.

Organização urbana e relações sociais

Oosterwold combina liberdade arquitetônica com exigências claras de uso produtivo do solo, favorecendo diversidade de construções, arranjos agrícolas e soluções individuais.

A organização incentiva cooperação entre moradores, que assumem papéis ativos na definição de infraestrutura, serviços e manutenção coletiva do bairro.

Esse arranjo gera rotina de compartilhamento de recursos, aprendizados e tarefas agrícolas, formando rede de apoio que sustenta o experimento urbano.

Metade do lote destinada ao cultivo, liberdade arquitetônica condicionada, integração entre vizinhos e participação comunitária compõem características centrais do modelo adotado.

Impactos ambientais e segurança alimentar

Do ponto de vista ambiental, o bairro aumenta biodiversidade, reduz áreas impermeabilizadas e favorece infiltração da água da chuva no solo.

Jardins comestíveis, sebes vivas e pequenas áreas úmidas ajudam a evitar ilhas de calor e criam abrigo para insetos, aves e outros animais.

No campo social, a produção local reforça segurança alimentar, diminui a distância entre produtor e consumidor e cria espaços educativos sobre alimentação.

Mesmo que apenas parte da dieta venha da horta, a dependência exclusiva de supermercados é reduzida, fortalecendo autonomia alimentar cotidiana.

Indicações para o futuro das cidades

A rotina de Oosterwold indica que cidades sustentáveis podem integrar solo, alimento e moradia, indo além de soluções tecnológicas isoladas.

A sustentabilidade local inclui participação cidadã, produção alimentar e aprendizado contínuo sobre cultivo, mesmo com moradores majoritariamente amadores.

Como antecedente urbano, o bairro funciona como estudo de caso para contextos de expansão urbana, insegurança alimentar e perda de áreas verdes, oferecendo referências práticas de reorganização territorial baseada em envolvimento comunitário.

Com informações de O Antagonista.

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YEDA
YEDA
11/01/2026 16:08

Interessante, já tenho meu pomar, pensando na sustentabilidade, na velhice chegando, qualidade de vida, enfim.

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Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

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