Fifa é condenada a pagar indenização milionária ao brasileiro que inventou o spray de barreira, utilizado na copa do Mundo e até hoje em torneios oficiais de futebol
Heine Allemagne, de 53 anos, finalmente venceu a partida mais longa de sua vida, e ela não foi dentro de campo. O mineiro de Ituiutaba, criador do famoso spray de barreira usado por árbitros em cobranças de falta, viu o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmar a condenação da Fifa por uso indevido de patente e má-fé contratual.
O tribunal determinou que sua empresa, a Spuni Comércio de Produtos Esportivos, fosse ressarcida com uma indenização de US$ 40 milhões, estimada em R$ 200 milhões.
De entregador a inventor reconhecido mundialmente
Heine nasceu em uma família simples, numa cidade de pouco mais de 100 mil habitantes no Triângulo Mineiro. Antes de se tornar inventor, teve uma trajetória marcada por esforço e reinvenção. “Fui entregador, vendi jornal na rua, entreguei panfleto. Depois fui para um escritório de contabilidade, depois para uma gráfica… também montei empresa, fui empresário, trabalhei na televisão, com agência de publicidade. Hoje, me considero publicitário”, contou em ESPN.
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A paixão pelo futebol sempre o acompanhou. Durante a juventude, era centroavante nas “peladas” com os amigos.
A ideia que mudaria sua vida surgiu em um momento de dificuldade financeira. “Eu trabalhava em mais de um lugar e pensei que precisava mudar meu destino. Um dia, assistindo a um jogo, ouvi o Galvão Bueno dizer: ‘eu quero ver o cidadão que vai manter a barreira no lugar’. Aí falei: ‘eu vou resolver isso aqui agora’”, lembrou o inventor.
O início da disputa com a Fifa
Em 2017, Heine decidiu enfrentar a entidade máxima do futebol na Justiça. Ele acusou a Fifa de ter utilizado sua invenção sem autorização, após negociações fracassadas de licenciamento. Segundo reportagem da ESPN Brasil, o brasileiro pedia indenização por má-fé e violação de patente — e agora, sete anos depois, teve a causa reconhecida no STJ.
Durante o processo, foi revelado que a Fifa tentou comprar a patente por US$ 500 mil, mas o acordo nunca foi assinado. Mesmo assim, a entidade passou a usar o produto em torneios oficiais, inclusive na Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. À época, a empresa de Heine chegou a fornecer 300 tubos de spray aos árbitros do torneio.
“A Fifa roubou minha ideia”
Em entrevista ao The New York Times, Heine declarou que a Fifa “roubou minha ideia”. “Isso vai contra o jogo limpo”, afirmou, destacando a contradição entre o discurso ético da entidade e suas práticas comerciais. O caso ganhou repercussão internacional e trouxe à tona um debate sobre propriedade intelectual e ética esportiva.
O inventor contou ainda que o ex-secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, chegou a enviar uma carta a ele e a seu parceiro, o argentino Pablo Silva, reconhecendo que a invenção ajudou o esporte a se tornar mais justo. Mesmo assim, a entidade seguiu utilizando o produto sem autorização e foi proibida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro de usá-lo em qualquer competição. Ainda assim, o spray foi aplicado novamente em torneios como a Copa do Mundo de Clubes, em clara violação à decisão.
A nova decisão do STJ
Em 20 de abril de 2025, o ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do STJ, negou um novo recurso da Fifa que tentava levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a decisão, a entidade “agiu em desacordo com a boa-fé objetiva” ao negociar com a Spuni e, depois, usar a invenção sem contrato. O tribunal também reafirmou que a conduta da Fifa foi abusiva e prejudicou a atuação da empresa brasileira no mercado esportivo, configurando uma clara violação de confiança pré-contratual (fonte Globo).
Um símbolo da persistência brasileira que revolucionou p futebol no mundo
De origem humilde, Heine Allemagne construiu uma trajetória inspiradora. Sua invenção revolucionou o futebol mundial e expôs a resistência dos grandes conglomerados em reconhecer o mérito de inovadores independentes.
Para especialistas em direito esportivo, o desfecho da disputa cria um precedente histórico no Brasil. “É uma demonstração clara de que a Justiça brasileira pode proteger inventores mesmo diante de gigantes globais”, afirmou o advogado Eduardo Barcellos, ouvido pela CNN Brasil.
E você, o que acha dessa história? Acredita que o inventor mineiro fez justiça ou que a Fifa ainda vai tentar virar o jogo? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe esta matéria com quem também adora ver o brasileiro driblando os poderosos fora dos gramados.
Vender o primeiro carro pra ele. Tinha acabado de inventar o spray, tirou no nome do irmão dele que trabalhava em um supermercado. Um pálio branco.
Dai a Cézar, o que é de Cezar…
Tem que receber tudo corretamente. Viva a Justiça!