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O fim da Claro, OI, TIM e outras?  Starlink de Elon Musk pode acabar com operadoras de internet móvel e revolucionar conectividade mundial

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 06/12/2025 a las 20:53
Starlink amplia cobertura global e pressiona operadoras ao testar conexão direta ao celular, abrindo debate sobre regulação e inclusão digital.
Starlink amplia cobertura global e pressiona operadoras ao testar conexão direta ao celular, abrindo debate sobre regulação e inclusão digital.
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A rede de satélites Starlink, operada pela SpaceX de Elon Musk, começou a testar a conexão direta entre satélites e celulares comuns em alguns países e reacendeu a dúvida: em um cenário em que o sinal vem do espaço para qualquer telefone com tecnologia 4G, qual será o papel de operadoras como Claro, TIM, Vivo e Oi?

Por enquanto, porém, a tecnologia avança em ritmo acelerado fora do Brasil, ainda enfrenta limitações técnicas e regulatórias e está mais próxima de complementar as redes móveis tradicionais do que de substituí-las por completo.

A Starlink é uma constelação de satélites em órbita baixa operada por uma subsidiária da SpaceX.

A empresa oferece banda larga via satélite para residências, empresas, aviões e embarcações, com cobertura em cerca de 150 países e territórios.

Desde 2019, a SpaceX lança satélites de forma contínua e, até o fim de outubro de 2025, havia cerca de 8,8 mil unidades Starlink em órbita, tornando a constelação a maior já operada no mundo.

A empresa planeja, com autorizações já obtidas e pedidos adicionais, chegar a dezenas de milhares de satélites nas próximas décadas, ampliando capacidade e cobertura global.

Nos planos residenciais e corporativos, usuários relatam velocidades que, em geral, variam de aproximadamente 75 a 220 megabits por segundo (Mbps), com latência típica entre 25 e 60 milissegundos, dependendo da região e da oferta contratada.

Starlink amplia cobertura global e pressiona operadoras ao testar conexão direta ao celular, abrindo debate sobre regulação e inclusão digital.
Starlink amplia cobertura global e pressiona operadoras ao testar conexão direta ao celular, abrindo debate sobre regulação e inclusão digital.

Esses números já colocam a Starlink acima da maioria dos serviços de satélite tradicionais, embora ainda abaixo da fibra óptica nas grandes cidades.

Conexão direto no celular: como funciona

Além da banda larga via antenas dedicadas, a empresa desenvolve o Starlink Direct to Cell, serviço que transforma cada satélite em uma espécie de “antena de celular no espaço”.

A ideia é permitir que um telefone 4G comum se conecte diretamente ao satélite quando estiver em área sem cobertura das torres terrestres.

Segundo a própria Starlink, o Direct to Cell começou oferecendo troca de mensagens de texto a partir de 2024 e evolui para dados, internet das coisas (IoT) e voz via aplicativos a partir de 2025, de forma gradual e limitada.

Não se trata do mesmo desempenho de um plano de banda larga fixa.

A prioridade é garantir conectividade básica em situações de emergência, em estradas isoladas, áreas rurais ou regiões de difícil acesso.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a T-Mobile iniciou um programa de testes com o Direct to Cell para cobertura suplementar, inicialmente focado em mensagens de texto e uso restrito de aplicativos, em áreas onde não há sinal das torres convencionais.

Situação regulatória no Brasil

Apesar do avanço internacional, o Brasil ainda não autorizou a Starlink a oferecer conexão direta via satélite para celulares.

Em nota divulgada em agosto de 2025, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esclareceu que a empresa de Elon Musk não possui licença para prestar esse tipo de serviço móvel no país.

A agência reconhece que a tecnologia Direct to Cell pode ampliar a cobertura de telefonia móvel, mas lembra que, para atuar nessa modalidade, qualquer empresa precisa de outorga específica de serviço móvel pessoal e de autorizações para uso de radiofrequências destinadas à telefonia celular.

Até o momento, a Starlink tem autorização apenas para oferta de banda larga via satélite com antenas próprias, inclusive em áreas rurais e remotas, e não para conexão direta de celulares.

A Anatel também desmentiu boatos sobre suposto acesso gratuito à internet via Starlink em celulares no Brasil.

O órgão regulador reforçou que, além de não haver autorização para o serviço móvel, a prestação gratuita em escala nacional exigiria discussão específica de modelo de negócios e de regulação, algo que não está em vigor.

Inclusão digital no sertão e na Amazônia

Mesmo sem a conexão direta ao celular, a presença da Starlink já começa a impactar o debate sobre inclusão digital no país.

Starlink amplia cobertura global e pressiona operadoras ao testar conexão direta ao celular, abrindo debate sobre regulação e inclusão digital.
Starlink amplia cobertura global e pressiona operadoras ao testar conexão direta ao celular, abrindo debate sobre regulação e inclusão digital.

Escolas, postos de saúde e pequenos negócios em áreas rurais vêm adotando antenas de banda larga via satélite para conectar regiões sem infraestrutura de fibra ou 4G.

Com o Direct to Cell em operação plena em outros mercados, o potencial para Amazônia, Pantanal ou semiárido nordestino é considerado expressivo.

Em teoria, basta ter um celular compatível e visão de céu para trocar mensagens, usar aplicativos básicos e acessar serviços públicos digitais, mesmo longe de qualquer torre.

Essa possibilidade interessa a governos e empresas de setores como agronegócio, mineração, logística e energia, que enfrentam dificuldade para manter equipes conectadas em áreas isoladas.

Em um cenário de expansão da cobertura, a Starlink poderia complementar programas de conectividade já em andamento, inclusive por meio de parcerias público-privadas.

Operadoras brasileiras perdem espaço?

A popularização do Direct to Cell levanta a questão sobre o futuro das grandes operadoras móveis.

Na prática, o modelo em teste em outros países se parece mais com cobertura complementar do que com substituição total das redes de Claro, TIM, Vivo e Oi.

Nos Estados Unidos, a própria T-Mobile trata o serviço como “cobertura de emergência” em áreas de sombra, e não como substituto dos planos tradicionais.

O satélite assume a conexão quando o aparelho perde o sinal das torres, mas o tráfego intenso de dados continua concentrado na infraestrutura terrestre, mais eficiente para grandes volumes.

Para o Brasil, especialistas apontam que um modelo semelhante exigiria a entrada direta da Starlink no mercado de telefonia móvel, com licenças próprias, ou acordos de roaming e compartilhamento de rede com operadoras já estabelecidas.

Em ambos os casos, a tendência seria de cooperação e não de eliminação imediata das empresas atuais.

Além disso, o custo por gigabyte em redes de satélite ainda é mais alto do que em redes terrestres densas, o que torna pouco provável que a conexão via satélite assuma sozinha a demanda de dados de grandes centros urbanos.

Concorrência no espaço cresce

A Starlink não avança sozinha.

Outras empresas, como a Amazon, também aceleram projetos de constelações em órbita baixa com foco em banda larga e soluções corporativas.

Em novembro de 2025, a companhia apresentou o Amazon Leo e um terminal capaz de atingir até 1 gigabit por segundo, reforçando a disputa por clientes empresariais.

Esse crescimento de constelações traz desafios de regulação internacional, risco de lixo espacial e impacto na observação astronômica, com estudos apontando aumento expressivo de rastros de satélites em imagens de telescópios.

No campo técnico, o Direct to Cell ainda passa por testes de desempenho, que incluem a gestão de interferências e soluções específicas de rádio para garantir estabilidade.

Novos modelos de conectividade

Em vez de decretar o fim imediato de Claro, TIM, Vivo, Oi e demais operadoras, o avanço da Starlink e de outros projetos em órbita baixa indica uma possível reorganização do setor.

As redes terrestres devem permanecer como estrutura central da conectividade nas cidades, enquanto os satélites ganham importância para eliminar áreas sem cobertura e oferecer caminhos alternativos em situações críticas.

Se a conexão direta ao celular for autorizada no Brasil e evoluir em desempenho, o modelo de negócios das operadoras poderá ser pressionado a reduzir pontos sem sinal, ampliar acordos com constelações de satélites e rever preços em regiões sem concorrência.

A dúvida que permanece é se as teles conseguirão transformar essa mudança em vantagem antes que novos entrantes assumam protagonismo, ou se o comportamento do usuário — cada vez menos tolerante a ficar offline — vai acelerar a disputa por soluções que funcionem em qualquer lugar do mapa.

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João Batista Ferreira
João Batista Ferreira
10/12/2025 09:38

Gostaria muito que fosse o atualizado bem rápido pra ter uma internet móvel de qualidade OK obrigada

João Batista Ferreira
João Batista Ferreira
10/12/2025 09:35

Com certeza seria muito ter a Star link aqui no Brasil vai ser ótimo pra todos nós 🙏 OK obrigado

Junior
Junior
09/12/2025 15:41

Força musk estamos com vc
Vc é o cara eu instalo cerca de 25 antenas da starlink por mes aq bora moe a concorrençia q nunca investiu agora estão sendo esmagadas pela starlink.
Starlink é nota 1000 recomendo 100%

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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