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O erro no financiamento que faz brasileiros pagarem um imóvel duas vezes

Escrito por Roberta Souza
Publicado el 28/01/2026 a las 13:00
Financiamento imobiliário - imóvel - minha casa minha vida
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Bancos, construtoras, consórcio ou financiamento direto — entender as diferenças pode evitar prejuízos e economizar milhares de reais

Comprar um imóvel no Brasil quase sempre envolve algum tipo de financiamento. O problema é que muitos compradores escolhem a primeira opção disponível sem entender as diferenças entre os modelos — e isso pode custar dezenas ou até centenas de milhares de reais ao longo dos anos.

Existem hoje vários tipos de financiamento imobiliário, cada um com regras, custos, riscos e vantagens específicas. O que é viável para um perfil pode ser ruim para outro. Por isso, comparar é essencial antes de assinar qualquer contrato.

Financiamento imobiliário bancário (o mais comum)

Esse é o modelo mais conhecido, feito por bancos públicos e privados. O comprador paga uma entrada e financia o restante em parcelas de longo prazo.

Como funciona

  • financiamento de até 70% a 80% do valor do imóvel;
  • prazos que podem chegar a 35 anos;
  • juros atrelados à taxa básica da economia ou índices como TR.

Pontos positivos

  • juros menores que outros tipos de crédito;
  • regras claras e bem regulamentadas;
  • possibilidade de usar FGTS.

Pontos de atenção

  • custo total elevado no longo prazo;
  • exigência de renda comprovada;
  • imóvel fica alienado ao banco até a quitação.

É mais viável para quem tem renda estável e pensa em longo prazo

Fonte: IA

Financiamento pelo programa habitacional (Minha Casa, Minha Vida)

Voltado para famílias de baixa e média renda, esse modelo tem subsídios e juros reduzidos.

Como funciona

  • parte do valor pode ser subsidiada;
  • juros menores que os do mercado;
  • regras dependem da faixa de renda.

Pontos positivos

  • parcelas mais baixas;
  • entrada reduzida ou inexistente;
  • maior acesso à casa própria.

Pontos de atenção

  • limite de valor do imóvel;
  • menos opções de localização e padrão;
  • regras específicas de enquadramento.

É o mais viável para quem se enquadra nos critérios de renda.

Financiamento direto com a construtora

Nesse modelo, o comprador negocia diretamente com a construtora, geralmente em imóveis na planta.

Como funciona

  • pagamento parcelado durante a obra;
  • entrada mais flexível;
  • parte financiada sem banco.

Pontos positivos

  • menos burocracia;
  • negociação direta;
  • parcelas iniciais mais baixas.

Pontos de atenção

  • juros embutidos mais altos;
  • correção por índices como INCC;
  • risco maior em caso de desistência.

Viável no curto prazo, mas pode sair caro se o contrato não for bem analisado.

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Fonte: IA

Consórcio imobiliário (sem juros, mas com espera)

O consórcio não é exatamente um financiamento, mas uma forma planejada de compra.

Como funciona

  • pagamento mensal sem juros;
  • contemplação por sorteio ou lance;
  • não há garantia de quando o imóvel será comprado.

Pontos positivos

  • custo total menor;
  • ausência de juros;
  • bom para planejamento de longo prazo.

Pontos de atenção

  • tempo de espera imprevisível;
  • não indicado para quem precisa do imóvel rápido;
  • reajustes periódicos das parcelas.

Mais viável para quem não tem pressa e quer economizar no longo prazo.

Financiamento com recursos próprios parcelados

Alguns compradores optam por parcelar diretamente com o vendedor, sem bancos ou construtoras.

Como funciona

  • acordo direto entre as partes;
  • parcelas negociadas livremente;
  • contrato particular ou com escritura.

Pontos positivos

  • flexibilidade total;
  • menos taxas;
  • negociação personalizada.

Pontos de atenção

  • risco jurídico se o contrato não for bem feito;
  • menos proteção legal;
  • exige maior confiança entre as partes.

Pode ser viável, mas exige cuidado e orientação jurídica.

Qual tipo de financiamento é mais viável?

A resposta depende do perfil do comprador:

  • Quer morar logo? financiamento bancário ou programa habitacional
  • Quer pagar menos no total? consórcio
  • Pouca entrada agora? construtora
  • Tem renda variável ou informal? negociação direta pode ser alternativa

O erro mais comum é olhar apenas para a parcela mensal e ignorar o custo total do imóvel ao final do contrato.

O que avaliar antes de decidir

Antes de escolher, vale analisar:

  • valor total pago ao final;
  • risco de perder dinheiro em caso de desistência;
  • possibilidade de usar FGTS;
  • estabilidade da renda;
  • prazo real de entrega ou contemplação.

Uma decisão bem informada pode significar a diferença entre realizar o sonho da casa própria ou transformar o imóvel em um problema financeiro.

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Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

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