Complexo com 31 blocos empilhados cria vila vertical que integra lazer, natureza, sustentabilidade e promove convivência em um novo modelo de cidade
O The Interlace, em Singapura, rompe com a lógica tradicional dos arranha-céus e propõe uma nova forma de pensar a vida em grandes centros urbanos. Com 31 blocos de apartamentos empilhados em formato hexagonal, o complexo residencial assinado por Ole Scheeren ganhou reconhecimento internacional ao conquistar o prêmio de “Edifício do Ano” no Festival Mundial de Arquitetura.
Mais do que um marco visual, o projeto se tornou símbolo de uma arquitetura que coloca as pessoas no centro das decisões.
Uma vila vertical no lugar das torres
Em vez de erguer torres isoladas e verticais, o arquiteto escolheu organizar os blocos horizontalmente, criando uma estrutura que lembra uma vila suspensa.
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A disposição hexagonal resulta em oito pátios internos de grandes proporções, permitindo que luz natural e ventilação circulem de forma constante por todo o complexo.
Essa escolha altera a experiência de morar em altura. Ao invés de corredores fechados e repetitivos, os moradores convivem com áreas abertas, vistas amplas e espaços que estimulam o encontro casual, aproximando a rotina urbana da sensação de bairro.
Convívio e lazer como parte do cotidiano
O The Interlace foi pensado para favorecer a vida comunitária. Pátios e terraços comuns funcionam como praças, onde é possível caminhar, se exercitar ou simplesmente descansar.
A proposta é clara: transformar áreas compartilhadas em pontos de convivência.
A infraestrutura lembra a de um clube, com piscinas, quadras de tênis, academia e áreas de churrasco. Tudo isso está integrado a um paisagismo intenso, que cobre 112% da área do terreno graças aos jardins suspensos.
Para quem deseja conhecer esses espaços em detalhes, o canal PropertyLimBrothers apresenta um tour completo pelo empreendimento, destacando a estrutura hexagonal e os interiores sofisticados.
Sustentabilidade e qualidade de vida no Interlace
A análise ambiental do projeto indica que a forma de empilhamento reduz o ganho de calor solar e melhora a qualidade do ar interno.
A ampla presença de áreas verdes também contribui para minimizar o efeito de ilha de calor urbana.
Singapura é reconhecida como líder em arquitetura verde, e iniciativas como essa reforçam a ideia de que densidade populacional pode coexistir com bem-estar.
Dados e diretrizes sobre urbanismo sustentável são estudados globalmente por instituições como a ONU-Habitat.
Uma cidade dentro da cidade
Com 1.040 unidades residenciais, o The Interlace funciona como uma pequena cidade. Além das moradias, oferece pistas de caminhada, espaços esportivos e áreas de lazer, reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes.
A estética inspirada em blocos de jogo tipo “jenga” chama atenção na paisagem e reforça que a arquitetura residencial pode ser funcional e, ao mesmo tempo, ousada.
O projeto mostra como novas soluções espaciais podem redefinir o futuro de comunidades urbanas, sem abrir mão de conforto e integração.
Com informações de BMC News.

Matéria até interessante, mas cadê as imagens? Só tinha uma unica foto? Nem Google imagens conseguiu ajudar?
Arq.futuristica maravilha
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Excelente matéria, com vontade política muito pode ser feito em busca da qualidade de vida e da sustentabilidade.