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O maior rebanho de suínos do Brasil está nesta cidade que abriga quase 1 milhão de animais, tem quase 6 porcos por morador e movimenta milhares de empregos com uma economia inteira moldada pela suinocultura

Publicado el 27/11/2025 a las 22:52
Actualizado el 27/11/2025 a las 23:05
Porcos, Suínos, Suinocultura, Toledo
Foto: ONG Sinergia/Divulgação
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Toledo reúne quase um milhão de suínos, forte tradição agrícola e crescimento contínuo, formando uma cadeia produtiva que sustenta empregos, movimenta indústrias e consolida o município como referência nacional no setor de proteína animal

A presença de 950 mil cabeças de suínos transforma Toledo, no oeste do Paraná, em referência nacional. O município, que fica a cerca de 540 km de Curitiba, possui população estimada em 145 mil habitantes, segundo o IBGE. O número revela uma relação curiosa: quase seis animais para cada morador, o que reforça a centralidade da suinocultura para a economia local.

A formação desse cenário está ligada ao processo de colonização do oeste paranaense. Famílias vindas do Sul chegaram há cerca de 70 anos e dependiam dos animais e das lavouras para garantir o sustento.

Além disso, muitas tinham seis, sete ou oito filhos, o que exigia atividades diversificadas. Portanto, a criação de suínos cresceu junto com a produção de leite, ainda antes da chegada das cooperativas.

Segundo o secretário de Agricultura de Toledo, Luiz Carlos Bombardelli, esse movimento abriu caminho para o aumento do rebanho.

Ele afirma que só a agricultura não seria suficiente para manter tantas famílias, e por isso a suinocultura ganhou força até se tornar um dos pilares da região.

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Este vídeo traz dados de 4 anos atrás

Suinocultura cresce e reforça liderança no setor

A pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2024, divulgada pelo IBGE, mostra que Toledo registrou alta de 1,8% no rebanho em comparação com 2023. É o segundo maior volume da série histórica.

Em todo o Paraná, o número chegou a 7,3 milhões de animais, o equivalente a 16,6% do total nacional. Santa Catarina aparece como líder, enquanto os três estados do Sul respondem juntos por 51,9% da produção brasileira.

O país contabilizou 43,9 milhões de suínos em 2024. O IBGE também registrou recorde no abate de animais, com avanço de 1,2% na quantidade e de 0,6% no peso das carcaças.

Entre os cinco maiores rebanhos municipais do Brasil, Toledo aparece em primeiro lugar, seguido por Uberlândia, Marechal Cândido Rondon, Concórdia e Tapurah.

Cadeia produtiva impulsiona empregos e renda

O impacto econômico é amplo. Em Toledo, 37% dos empregos estão ligados à pecuária, principalmente à criação de suínos. Cerca de 24 mil pessoas trabalham direta ou indiretamente com a proteína animal.

Bombardelli explica que a atividade movimenta indústrias, cooperativas e o comércio local. Postos de combustível, restaurantes e outros serviços também sentem os efeitos do setor.

A relevância do agronegócio foi reconhecida pela Lei Estadual 21.360/2023, que definiu Toledo como a “capital do agronegócio”.

O município apresenta Índice de Desenvolvimento Humano de 0,782, segundo o PNUD, um dos melhores do Paraná.

Além disso, liderou o Valor Bruto da Produção Agropecuária estadual em 2023, com R$ 4,59 bilhões, mantendo o primeiro lugar pelo 11º ano seguido.

Outro indicador positivo aparece no IFDM de maio de 2025, que classificou a cidade como a 6ª mais desenvolvida do país.

O PIB local alcançou R$ 7,5 bilhões em 2021, com PIB per capita de R$ 51.745,73, reforçando o peso da atividade econômica.

Paraná amplia participação no cenário nacional

Nove municípios paranaenses figuram entre os maiores produtores de proteína animal no Brasil, incluindo a suinocultura.

Entre eles estão Toledo, Marechal Cândido Rondon, Castro, Carambeí, Nova Aurora, Palotina, Assis Chateaubriand, Arapoti e Ortigueira.

Os dados mostram crescimento contínuo no estado. Em 2024, os produtores paranaenses abateram 12,4 milhões de suínos, o que representa 21,5% dos abates nacionais.

O avanço é expressivo quando comparado a 2014, quando o total era de 6,9 milhões. Portanto, o aumento de 79% em uma década reforça o vigor da suinocultura paranaense.

Desafios ambientais e sucessão familiar preocupam o setor de suínos

Mesmo com os bons resultados, o setor enfrenta obstáculos. Segundo Edson Pacheco, engenheiro agrônomo e gerente da Assuinoeste, a região apresenta áreas agrícolas com alta carga orgânica, relacionada aos dejetos dos animais.

Isso exige soluções mais eficientes para evitar impactos ambientais e garantir continuidade da produção.

Além disso, há preocupação com a sucessão familiar. Muitos jovens deixam o campo, e isso reduz a permanência de produtores na atividade.

Portanto, é necessário ampliar os ganhos e atender às necessidades das famílias para estimular a continuidade.

Pacheco destaca a busca por tratamentos alternativos que permitam elevar a produtividade. Ele explica que retirar a carga poluidora dos dejetos e reaproveitar a água na própria granja pode destravar o potencial da suinocultura no oeste do Paraná.

Essa estratégia permitiria ampliar o plantel sem expandir a área utilizada.

A combinação entre tradição, tecnologia e desafios ambientais mostra que Toledo segue no centro da suinocultura brasileira.

A cidade mantém papel relevante porque construiu uma cadeia produtiva sólida, que continua crescendo e moldando a economia local.

Com informações de Gazeta do Povo.

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Adalberto Telesca Barbosa
Adalberto Telesca Barbosa
03/12/2025 20:51

Diferentemente do que está expresso na matéria, na cidade de Toledo que tem 160.000 habitantes nao há nenhum suíno até porque a vigilância Sanitária não permite, nem os órgãos ambientais emitem licenciamento. Os suínos, aí a matéria esta correta, são criados na área rural do município. Finalizando os suínos são criados no municipio de Toledo, mas não na cidade de Toledo.

Adalberto Telesca 3
Adalberto Telesca 3
03/12/2025 20:45

Oo

Eraldo José Dutra Gil
Eraldo José Dutra Gil
02/12/2025 22:35

TEM CERTESA QUE ESSE 1.000.000 PORCOS ESTÃO NA CIDADE? ENTÃO TEM MAIS PORCO QUE GENTE NESSA CIDADE.

Romário Pereira de Carvalho

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