Com 105 anos de história, o Edifício Sampaio Moreira segue como símbolo da verticalização paulistana, preservando sua arquitetura eclética e o legado de pioneirismo urbano iniciado em 1924.
O Edifício Sampaio Moreira, marco histórico da arquitetura paulistana, de 105 anos, reafirmando seu papel pioneiro na transformação urbana de São Paulo.
Projetado pelo engenheiro Samuel das Neves e pelo arquiteto Christiano Stockler das Neves, pai e filho, o prédio foi o mais alto da cidade entre 1924 e 1929 — período em que rompeu a paisagem horizontal e iniciou a era dos arranha-céus paulistanos.
Com 12 andares e 50 metros de altura, o edifício impressionava em uma época em que a maioria das construções tinha apenas quatro pavimentos.
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Sua grandiosidade fez dele símbolo do progresso e da verticalização da capital. Na época, o edifício era o único alto da cidade.
Só perdeu o título com o Martinelli, em 1929. Sendo o primeiro arranha-céu de São Paulo.
Um projeto à frente de seu tempo
O empreendimento foi idealizado pelo português José Sampaio Moreira para uso comercial.
Desde a inauguração, o prédio abriga em seu térreo a tradicional Mercearia Godinho, fundada em 1890, e dispõe de 180 salas distribuídas ao longo de sua estrutura.
A planta arquitetônica também chama atenção por se aproximar do modelo norte-americano.
Ecletismo e ornamentação como identidade
O edifício foi construído no estilo eclético, típico do início do século XX, com rica ornamentação e detalhes minuciosos.
Essa combinação de estilos e o requinte estético contribuíram para consolidar o edifício como um ícone da paisagem urbana paulistana e um exemplo de arquitetura de transição entre o clássico e o moderno.
Restauro e preservação
O Sampaio Moreira é tombado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo).
Passou por uma reforma estrutural em 1990, que preservou seus principais elementos originais, como o painel de localização em madeira maciça com letras douradas, as escadarias de mármore de Carrara e as janelas de pinho-de-riga.
Os elevadores suecos Brothers mantiveram o design original, com portas de ferro vazado, espelhos trabalhados e adornos dourados.
Em 2010, o prédio foi desapropriado para sediar a Secretaria Municipal de Cultura.
As obras de restauro começaram em 2012 e concluíram-se em 2018, recuperando suas características originais e adaptando o espaço às normas atuais de acessibilidade e segurança. A reforma incluiu também um bloco anexo nos fundos com escadas de emergência.
Com 105 anos de história, o Edifício Sampaio Moreira segue como símbolo da memória e da verticalização paulistana — o ponto de partida da transformação que fez de São Paulo uma metrópole moderna.

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