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O quarto ciclone de 2026 deve começar a se formar na costa do Brasil em torno de segunda-feira e já está no radar dos meteorologistas por potencializar temporais e volumes recordes de chuva

Publicado em 03/02/2026 às 17:57
Ciclone com baixa pressão intensifica umidade, chuva e temporais no Brasil, elevando risco de transtornos nos próximos dias.
Ciclone com baixa pressão intensifica umidade, chuva e temporais no Brasil, elevando risco de transtornos nos próximos dias.
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O quarto ciclone de 2026 começa a se configurar na segunda, 2 de fevereiro, com baixa pressão no Sul e um corredor de umidade ativando temporais. A previsão indica acumulados que podem chegar a 250 mm até quarta, 4, com alertas amarelo e laranja do Inmet em estados do país.

O ciclone entrou no radar depois que o Brasil emendou, desde sexta-feira (30), uma sequência de dias mais úmidos e instáveis, com previsão de temporais e volumes altos de chuva até pelo menos quarta-feira (4). A possibilidade de um novo sistema de baixa pressão evoluir perto da costa muda o nível de atenção para os próximos dias.

O cenário descrito pelos meteorologistas aumenta o risco de transtornos típicos de chuva persistente: alagamentos, enchentes, inundações, queda de granizo e rajadas intensas de vento. Não é apenas “chover mais”: é chover por mais tempo e de forma mais organizada, com instabilidade ativa por vários dias.

Por que este ciclone ganhou força no radar agora

O que colocou o ciclone no centro da previsão foi a combinação entre um período já instável e a entrada de um novo gatilho atmosférico. Desde sexta-feira (30), a tendência apontada é de umidade elevada e temporais, com acumulados que podem se estender até quarta-feira (4). Quando a atmosfera permanece “carregada” por dias, pequenos ajustes no sistema podem amplificar os impactos.

Além disso, há um detalhe relevante: a chuva tende a ocorrer de forma mais “organizada” porque um sistema de baixa pressão pode se intensificar e evoluir para o quarto ciclone de 2026 próximo à costa brasileira. Isso ajuda a entender por que o alerta não está ligado apenas a pancadas isoladas, mas a uma sequência que pode manter o tempo instável e chuvoso.

O que alimenta a instabilidade e sustenta temporais por vários dias

Segundo o Meteored, um corredor de umidade vindo da América do Sul eleva os níveis de vapor d’água na atmosfera. Na prática, isso significa “combustível” disponível: com mais umidade, a atmosfera sustenta nuvens carregadas por mais tempo e favorece tempestades persistentes. É esse transporte contínuo de umidade que impede a instabilidade de “desligar” rapidamente.

A circulação atmosférica reforça o processo ao manter o transporte de umidade ativo por vários dias. E, quando um novo sistema de baixa pressão entra nessa engrenagem, o efeito pode ser de reforço: o padrão fica mais organizado e a chance de volumes elevados em curto intervalo aumenta em áreas específicas, com risco maior de transtornos.

Onde o acumulado pode ser mais extremo e como isso muda o risco local

Até a noite de quarta-feira (4), as regiões citadas com maior risco de acumulados expressivos incluem Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

O ponto mais crítico aparece para Mato Grosso do Sul, onde os volumes podem ultrapassar 250 mm, com parte significativa da chuva prevista para cair em um curto intervalo. Quando muita chuva se concentra em pouco tempo, o impacto no chão costuma ser imediato.

Em São Paulo, os acumulados podem variar entre 150 mm e 190 mm, com maior atenção para o norte do estado e áreas próximas à fronteira oeste. Já em Minas Gerais, alguns pontos também podem se aproximar de 150 mm, agravando a situação em locais onde o solo já está encharcado. Solo encharcado não “absorve” do mesmo jeito: a água escorre mais, e o risco de alagamento sobe.

Sul no centro do mecanismo: baixa pressão, costa e a “âncora” que prende a umidade

O quarto ciclone de 2026 pode começar a se configurar já nesta segunda-feira (2), quando uma nova área de baixa pressão tende a se intensificar no Sul do país e evoluir para outro ciclone. Aqui entra uma imagem usada na explicação meteorológica: esse tipo de sistema funciona como uma espécie de “âncora” na atmosfera, ajudando a canalizar a umidade da Amazônia em forma de um rio atmosférico. Quando a “âncora” se firma, a chuva deixa de ser episódica e pode virar persistente.

No Paraná e em Santa Catarina, especialmente na faixa leste e em regiões metropolitanas, os acumulados podem superar 100 mm, além da possibilidade de episódios de tempestades mais severas. Esse recorte é importante porque, mesmo com volumes menores que os do Centro-Oeste em alguns cenários, áreas urbanas densas e com drenagem pressionada tendem a sentir os efeitos com rapidez.

Alertas do Inmet: o que significa amarelo e laranja no meio da semana

Diante do potencial de chuvas intensas, o Inmet emitiu alertas amarelo e laranja para diversos estados, reforçando a necessidade de atenção redobrada. Esses níveis de alerta entram justamente quando o risco deixa de ser “apenas” desconforto e passa a envolver efeitos concretos na rotina, como interrupções de deslocamento, pontos de alagamento e ocorrência de vento forte e granizo.

O detalhe decisivo é que os alertas conversam com a persistência: não se trata só de um pico rápido, mas de um período com instabilidade ativa por vários dias. Quando a previsão fala em sequência, a atenção precisa ser contínua, porque o risco muda de bairro para bairro e de hora para hora conforme o volume se acumula.

Por que a previsão ainda pode mudar e o que vale observar até segunda

Modelos meteorológicos ainda podem variar quanto ao dia exato e à posição da formação, o que torna o acompanhamento constante essencial nos próximos dias. Isso acontece porque pequenas diferenças na trajetória e na intensidade do sistema de baixa pressão podem deslocar as faixas de maior acumulado e alterar onde a chuva mais forte se concentra.

Mesmo com essa variação possível, os sinais principais já aparecem: corredor de umidade elevando vapor d’água, instabilidade sustentada e chance de evolução para ciclone perto da costa. O que muda não é a existência do risco, mas a distribuição mais precisa do “onde” e do “quanto” e é justamente isso que pode separar transtornos pontuais de um quadro mais amplo.

O quarto ciclone de 2026 entra no radar porque pode se formar a partir de segunda-feira (2) próximo à costa e reforçar uma sequência de instabilidade que já vem desde sexta (30), com potencial de temporais e volumes altos de chuva até pelo menos quarta (4).

Com previsão de até 250 mm em áreas de maior risco e alertas amarelo e laranja do Inmet, o ponto central é a persistência: chuva organizada por dias costuma elevar o impacto no chão, na cidade e nas estradas.

Na sua região, o que costuma causar mais transtorno quando a chuva vem “em sequência” alagamento rápido, queda de energia, vento ou granizo? E você já passou por uma situação em que o solo encharcado de um dia virou problema sério no dia seguinte?

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YourLocalBrazilian
YourLocalBrazilian
20/02/2026 18:37

Here in Rio de janeiro we have been experiencing so much rain too (like soo much,the next 15+ days has a 30%+ chance for rain atleast one or more time/s)

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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