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O sedã japonês que “morreu cedo demais”: com motor 2.4 de 185 cv, tração AWD, suspensão multilink e fama de excelente dirigibilidade, o Suzuki Kizashi virou raridade desejada

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 26/11/2025 às 15:05
O sedã japonês que "morreu cedo demais": com motor 2.4 de 185 cv, tração AWD, suspensão multilink e fama de excelente dirigibilidade, o Suzuki Kizashi virou raridade desejada
O sedã japonês que “morreu cedo demais”: com motor 2.4 de 185 cv, tração AWD, suspensão multilink e fama de excelente dirigibilidade, o Suzuki Kizashi virou raridade desejada
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O mercado brasileiro já viu carros que chegaram tímidos, desapareceram rápido e, anos depois, ressurgiram como “achados proibidos” entre apaixonados por máquinas bem construídas. O Suzuki Kizashi é exatamente esse caso: um sedã japonês sofisticado, robusto e extremamente competente que passou quase despercebido durante sua breve passagem pelo país, entre 2011 e 2013, mas hoje virou um dos modelos mais cobiçados por quem conhece engenharia, conforto e dirigibilidade de verdade.

Se existisse justiça no mercado automotivo nacional, o Kizashi teria sido um concorrente direto de Honda Accord, Toyota Camry e até de alemães médios, como Audi A4 e BMW Série 3. Só que ele desembarcou no Brasil na época errada, com pouquíssima divulgação, preço alto demais para a marca e rede de concessionárias limitada. Resultado: poucas unidades vendidas e um desaparecimento silencioso. Mas esse mesmo desaparecimento o transformou em algo ainda mais valioso — uma raridade com pedigree japonês.

Motor 2.4 de 185 cv: suave, forte e com pegada de carro premium

O coração do Kizashi é um dos pontos que mais chamam atenção. O motor 2.4 aspirado de 185 cv (J24B), conhecido por rodar alto, entregar torque linear e durar centenas de milhares de quilômetros sem fadiga, dá ao sedã uma sensação de força contínua e refinada, muito diferente dos 2.0 aspirados da época.

É um motor que gira solto, responde com rapidez e não exige manutenção complexa. Proprietários relatam quilometragens elevadas sem vazamentos crônicos, falhas eletrônicas ou desgaste prematuro — algo raro em sedãs que tentaram competir nesse segmento.

Tração integral AWD: o diferencial que nenhum rival oferecia

Enquanto a maior parte dos sedãs médios e grandes vendidos no Brasil utiliza tração dianteira, o Suzuki Kizashi veio com AWD real, com repartição inteligente de torque e comportamento esportivo em curvas. É um sistema voltado para estabilidade, segurança e diversão ao volante.

Vídeo do YouTube

Em dias de chuva, estradas sinuosas ou velocidades mais altas, o carro demonstra um nível de controle e firmeza que lembra modelos alemães muito mais caros. A combinação do AWD com o motor 2.4 transformou o Kizashi em um carro extremamente equilibrado — um sedã que inspira confiança e entrega muito mais do que promete no papel.

Outro ponto que faz do Kizashi uma joia escondida é sua suspensão traseira multilink, algo que poucos carros médios ofereciam na época. O sistema absorve irregularidades sem solavancos, mantém o carro plantado no chão e trabalha em harmonia com a tração integral.

O resultado é um sedã com rodar macio em trechos urbanos, mas firme e preciso em curvas, exatamente o tipo de comportamento que entusiastas procuram e que dificilmente aparece em carros da mesma faixa de preço.

Interior digno de categoria superior e equipamentos raros

Por dentro, o Kizashi entrega o que poucos lembram: acabamento premium, bancos em couro de qualidade, painel bem montado, ergonomia exemplar e equipamentos que à época eram considerados luxuosos como chave presencial, ar digital dual zone, comandos no volante e sistema de som acima da média.

Vídeo do YouTube

Muitos proprietários afirmam que o carro envelheceu melhor do que concorrentes mais famosos. A cabine permanece silenciosa, os materiais não ressecam facilmente e o carro mantém a sensação de “sedã sério”, feito para durar.

Por que ele virou raridade e por que tanta gente quer um hoje

Poucas unidades foram vendidas no Brasil. Muito poucas. Isso transformou o Suzuki Kizashi em um carro que quase nunca aparece nos classificados, e quando aparece, some rápido.

Os motivos para essa popularidade tardia são claros:

• é extremamente robusto
• tem engenharia japonesa pura
• oferece AWD real
• tem comportamento dinâmico melhor que muitos sedãs modernos
• entrega sensação premium por preço de carro comum
• não sofre com vícios crônicos
• peças mecânicas são compatíveis com outros Suzuki e fáceis de importar

Hoje, ele é um carro para quem entende. Para quem quer uma máquina rara, bem construída e que entrega mais do que qualquer ficha técnica ousaria antecipar.

O Kizashi “morreu cedo demais” no mercado brasileiro, mas renasceu como um dos usados mais interessantes para quem quer exclusividade, estabilidade, confiabilidade e uma experiência ao volante que poucos sedãs conseguem igualar.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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