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O SUV mais barato do mercado ainda vale a pena em 2026? Modelo de entrada traz motor 1.0 turbo de até 130 cv, porta-malas de 490 litros e consumo na casa dos 14 km/l

Escrito por Ana Alice
Publicado el 07/03/2026 a las 08:05
Actualizado el 07/03/2026 a las 08:06
Citroën Basalt 2026 mantém preço competitivo entre SUVs compactos. Veja espaço, motores, consumo e resultado do Latin NCAP.
Citroën Basalt 2026 mantém preço competitivo entre SUVs compactos. Veja espaço, motores, consumo e resultado do Latin NCAP.
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Preço de entrada, espaço interno e segurança colocam o Citroën Basalt no centro da disputa entre os SUVs compactos em 2026, em um cenário em que equipamentos, desempenho e testes independentes ganham peso na decisão de compra.

O Citroën Basalt segue no mercado em 2026 como uma opção de entrada entre os SUVs compactos, com foco em preço inicial mais baixo, porta-malas amplo e proposta voltada ao uso urbano.

A linha 2026 passou a ser vendida em quatro versões, com preços oficiais a partir de R$ 93.990 na configuração Feel 1.0 manual e chegando a R$ 114.990 na Dark Edition Turbo 200.

A estratégia da marca mantém o modelo no segmento de utilitários esportivos compactos com apelo comercial baseado em custo de entrada, espaço e altura em relação ao solo.

Ao mesmo tempo, a avaliação de segurança passou a ocupar espaço central na análise do carro, depois de o Basalt receber zero estrela no Latin NCAP, em resultado divulgado em outubro de 2025 para a versão testada com quatro airbags.

Esse contexto altera o debate sobre custo-benefício.

Em vez de uma leitura restrita a preço, bagageiro e equipamentos, a compra passa a envolver também o desempenho do carro nos testes independentes de segurança.

Citroën Basalt 2026 aposta em espaço interno e porta-malas

O Basalt foi projetado para atender quem procura um veículo com características de hatch, sedã e SUV compacto.

O modelo mede 4.343 mm de comprimento, tem 2.645 mm de entre-eixos e porta-malas de 490 litros pelo padrão VDA, número que o coloca entre os maiores da categoria.

Na cabine, o entre-eixos favorece o espaço para as pernas no banco traseiro.

Já o porta-malas atende a um perfil de uso que inclui rotina familiar, deslocamentos urbanos e viagens curtas.

A proposta do carro, nesse ponto, se apoia em dimensões que priorizam capacidade de carga sem avançar para o porte de SUVs mais caros.

Também por isso, o Basalt passou a ser citado entre os modelos de entrada voltados a famílias pequenas, motoristas de aplicativo e consumidores que buscam posição de dirigir mais alta.

Na linha 2026, a Citroën manteve central multimídia de 10,25 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas, câmera traseira e sensor de estacionamento desde a versão inicial, além de USB-C para a segunda fileira.

A gama mais recente ainda recebeu ajustes de acabamento e equipamentos.

A Feel passou a ter novo revestimento interno e sensor traseiro.

Na Feel Turbo 200, o ar-condicionado digital automático foi incorporado.

A Shine ganhou teto escurecido e detalhes de acabamento revistos, enquanto a Dark Edition foi incluída como versão de topo.

Motores 1.0 e desempenho mudam o perfil de uso

A configuração de entrada usa o motor 1.0 Firefly aspirado, com até 75 cv e 10,7 kgfm com etanol, sempre associado ao câmbio manual de cinco marchas.

Segundo a ficha técnica oficial, esse conjunto acelera de 0 a 100 km/h em 15,2 segundos com etanol e registra consumo de 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada com gasolina no PBEV.

Os números indicam uma calibragem voltada à economia e ao uso diário.

Em trajetos urbanos, esse conjunto atende a uma proposta de mobilidade de entrada.

Em estrada, sobretudo com mais ocupantes e bagagem, o desempenho informado pela própria fabricante mostra um comportamento mais limitado.

Nas versões superiores, o Basalt adota o motor Turbo 200, com até 130 cv e 200 Nm a 1.750 rpm, combinado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas.

Nessa configuração, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos com etanol, de acordo com dados da marca para a Dark Edition.

Video de YouTube

A diferença entre as duas motorizações interfere diretamente no tipo de uso.

Quem prioriza preço menor e consumo tende a olhar para a versão aspirada.

Já o conjunto turbo se encaixa melhor em deslocamentos rodoviários, subidas e retomadas, segundo os dados oficiais de desempenho divulgados pela Stellantis.

Segurança do Basalt pesa mais na decisão de compra

O principal ponto de atenção do Basalt em 2026 está na segurança.

No Latin NCAP, o modelo avaliado com quatro airbags obteve 39% para ocupante adulto, 58% para ocupante infantil, 53% em proteção a pedestres e usuários vulneráveis das vias e 35% em assistência à segurança, resultado que levou à classificação de zero estrela.

No relatório do programa, a entidade apontou proteção marginal para o peito do motorista e insuficiente para o peito do passageiro no impacto frontal analisado.

Como se trata de uma avaliação independente, esse resultado passou a integrar a comparação do Basalt com rivais do segmento.

A leitura do custo-benefício, portanto, deixou de se concentrar apenas em preço de tabela e espaço interno.

Para consumidores que colocam segurança como prioridade, o resultado do Latin NCAP se tornou um dado objetivo de comparação.

Ainda que o modelo ofereça airbags laterais, assistente de partida em rampa, monitoramento da pressão dos pneus e fixações Isofix, a nota do teste alterou a percepção pública sobre o pacote.

O que observar antes de comprar o SUV da Citroën

Outro ponto que exige atenção está na altura do solo.

O material comercial da Citroën menciona 208 mm, enquanto a ficha técnica oficial da versão Feel registra 180 mm de altura mínima do solo.

A divergência não permite afirmar, com segurança, um único número sem considerar o critério adotado em cada documento.

Esse tipo de diferença pode influenciar comparações com concorrentes diretos, sobretudo para quem procura um carro mais adequado a valetas, lombadas e ruas irregulares.

Sem uma padronização explícita no material consultado, o dado precisa ser lido com cautela.

No mercado de 2026, o Basalt continua a reunir atributos objetivos que ajudam a explicar sua presença entre os SUVs compactos de entrada.

Porta-malas grande, entre-eixos competitivo, central multimídia atualizada e opção de motor turbo fazem parte desse pacote.

Por outro lado, os dados de segurança e a diferença expressiva entre o desempenho das versões também entram na conta.

A escolha, assim, depende do peso dado a cada um desses fatores.

Para quem busca um utilitário esportivo compacto com preço inicial mais baixo e foco no uso urbano, o Basalt permanece entre as alternativas disponíveis.

Já para o comprador que dá prioridade a desempenho em estrada ou aos resultados de testes independentes de segurança, a comparação com outras opções do segmento se torna ainda mais necessária.

Com preços agressivos dentro da própria proposta comercial da marca, o modelo preserva espaço no mercado.

Ao mesmo tempo, a avaliação do Latin NCAP e as diferenças entre as versões exigem uma análise mais detalhada antes da decisão de compra.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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