Óculos inteligentes da Meta ganham espaço em meio a debates judiciais e estratégia de expansão da inteligência artificial, com projeção de triplicar vendas em 2025 e comparação direta com a transição histórica dos celulares flip para os smartphones.
Mark Zuckerberg foi conduzido na manhã de quarta-feira, 19, ao Tribunal Superior de Los Angeles, onde os óculos Meta Ray-Ban ganharam destaque após o juiz anunciar que qualquer uso para gravação resultaria em desacato ao tribunal.
Zuckerberg chegou vestindo terno e gravata azul-marinho, sem óculos. Ao seu lado estavam sua assistente executiva de longa data, Andrea Besmehn, e um homem não identificado utilizando os óculos Ray-Ban da Meta. A empresa recusou-se a comentar sobre o acessório.
Óculos no centro de alerta judicial
Segundo a CNBC, o juiz responsável pelo julgamento declarou que qualquer pessoa que utilizasse óculos para gravar dentro do tribunal seria considerada em desacato. A advertência colocou os óculos no centro das atenções durante a audiência.
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Os óculos inteligentes com inteligência artificial não eram apenas populares sob o sol da Califórnia. Tornaram-se também tema recorrente nas discussões dentro do tribunal, em meio ao depoimento do executivo da Meta.
Histórico anterior envolvendo óculos
Não é a primeira vez que os óculos da Meta geram controvérsia em ambiente judicial. No ano passado, durante acusações antitruste movidas pela Comissão Federal de Comércio contra a Meta, houve episódio semelhante.
O repórter do New York Times, Mike Isaac, publicou no X que foi repreendido pelo tribunal por utilizar óculos Ray-Ban da Meta durante a cobertura do caso. O relato reforçou precedentes envolvendo o acessório em julgamentos.
Julgamento sobre impacto de plataformas
A aparição dos óculos ocorreu quando Zuckerberg depôs em processo que acusa grandes empresas de mídia social de criarem produtos considerados viciantes e prejudiciais a jovens usuários.
O caso envolve uma autora atualmente com 20 anos, identificada como KGM, que alegou que Instagram e YouTube agravaram sua depressão e pensamentos suicidas após uso na infância. TikTok e Snapchat firmaram acordo, restando Meta e YouTube como réus.
O julgamento em Los Angeles concentra-se em características de design que, segundo os autores, incentivam adolescentes a navegar sem parar. O depoimento de Zuckerberg ocorreu após a apresentação anterior de Adam Mosseri, chefe do Instagram.
Estratégia da Meta para os óculos
Os óculos inteligentes Ray-Ban da Meta tornaram-se, segundo a empresa, um sucesso inesperado. Em teleconferência de resultados no mês passado, Zuckerberg afirmou que as vendas mais que triplicariam em 2025.
Ele comparou o momento à transição dos celulares de flip para smartphones. A Meta tem posicionado os óculos como parte central de suas ambições em IA, ampliando funcionalidades integradas ao dispositivo.
Além de tirar fotos e reproduzir música, usuários podem fazer perguntas à Meta AI sobre qualquer elemento visualizado pelos óculos. Na semana passada, o New York Times informou que a empresa planeja adicionar tecnologia de reconhecimento facial.
A combinação entre crescimento comercial, integração com IA e debates judiciais reforçou a presença dos óculos no noticiário recente. O acessório, que surgiu como item tecnológico, passou a integrar discussões legais, empresariais e regulatórias no contexto do julgamento em Los Angeles, marcando um novo capítlo no uso público de dispositivos inteligentes.

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