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Oliveiras centenárias avaliadas em R$ 100 mil cruzam fronteira brasileira: peça cobiçada em mansões e condomínios de luxo põe em risco produtores de azeite no Brasil

Escrito por Flavia Marinho
Publicado el 28/12/2025 a las 15:49
Oliveiras centenárias avaliadas em R$ 100 mil cruzam fronteira brasileira: peça cobiçada em mansões e condomínios de luxo põe em risco produtores de azeite no Brasil
A entrada irregular de oliveiras ornamentais vindas da Argentina para ostentação em mansões, condomínios de luxo e grandes empreendimentos gera apreensões e alerta ambiental
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A entrada irregular de oliveiras ornamentais vindas da Argentina para ostentação em mansões, condomínios de luxo e grandes empreendimentos gera apreensões e alerta ambiental

Oliveiras centenárias trazidas clandestinamente da Argentina viraram peça cobiçada em projetos de paisagismo de alto padrão no Sul do Brasil. Elas aparecem em mansõescondomínios de luxo e grandes empreendimentos, com preço no mercado regular em torno de R$ 100 mil por exemplar.

A busca por essas árvores esbarra em uma proibição: a importação é vetada por risco à segurança ambiental e fitossanitária. O temor envolve a entrada de pragas e doenças inexistentes no Brasil, associadas a bactérias, o que levou o contrabando para o foco de ações na fronteira.

Desde maio de 2024, foram apreendidas 51 oliveiras apenas na região de Dionísio Cerqueira, no extremo oeste de Santa Catarina. As ocorrências se concentraram em Dionísio Cerqueira e também em Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná, com apreensões ainda registradas em Cascavel e Maringá.

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Cada exemplar pode chegar a R$ 100 mil

O contrabando ganhou visibilidade pelo alto valor das árvores e pelo uso voltado à ornamentação. No mercado regular, cada exemplar pode chegar a R$ 100 mil, o que alimenta a procura por rotas clandestinas para abastecer obras de alto padrão.

A fiscalização passou a mirar esse tipo de carga por causa do risco sanitário. A entrada de plantas sem controle pode trazer agentes nocivos que se espalham com rapidez, afetando não só jardins particulares, mas áreas produtivas.

As ações se intensificaram na fronteira com a Argentina, especialmente em áreas onde a circulação de mercadorias costuma ocorrer fora dos canais formais. A combinação de demanda e restrição legal cria um ambiente favorável ao comércio ilegal.

Importação das oliveiras é proibida por risco ambiental e fitossanitário

A importação das oliveiras é proibida por risco ambiental e fitossanitário. O ponto central é a possibilidade de introdução de pragas e doenças inexistentes no país, associadas a bactérias.

Esse tipo de ameaça não fica restrito ao local onde a árvore é plantada. Uma planta contaminada pode servir de porta de entrada para problemas que se disseminam por viveiros, jardins e áreas agrícolas.

Com a proibição, o caminho legal para aquisição depende de origem regular e documentação que comprove a produção e a comercialização dentro das exigências sanitárias. A ausência dessa rastreabilidade aumenta o risco para quem compra e para o entorno.

Risco de prejuízos para produtores de azeite no Brasil

A principal preocupação apontada é a introdução de doenças. A contaminação pode gerar impacto sobre a flora nativa e também sobre a agricultura, com efeito direto em cadeias produtivas.

Há risco de prejuízos para produtores de azeite no Brasil, um mercado em expansão. Oliveiras ilegais com pragas podem contaminar árvores sadias, ampliando perdas e exigindo medidas de controle.

Também existe a possibilidade de a doença atingir outras culturas, como frutas cítricas, incluindo laranja e limão. Isso amplia o alcance do problema para além do setor de azeite.

Fronteira seca e rios rasos facilitam a entrada irregular

A região de Dionísio Cerqueira reúne características geográficas que favorecem o contrabando. Há uma extensa faixa de fronteira seca e áreas de difícil fiscalização.

O trecho citado inclui aproximadamente 30 quilômetros de fronteira seca entre Santa Catarina e o sudoeste do Paraná. Ao sul, o rio de Paraguaçu é descrito como estreito e raso, o que permite a passagem de mercadorias.

A fiscalização ocorre em pontos de travessia clandestina e também em rodovias. O trabalho conta com apoio das polícias militares de Santa Catarina e do Paraná, das polícias rodoviárias federal e estaduais, além da Polícia Federal.

Para onde vão as árvores oliveiras apreendidas

Parte das oliveiras apreendidas teve destino definido após autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encaminhamento busca dar uso controlado às plantas, evitando circulação sem rastreio.

A Receita Federal destinou nove oliveiras centenárias a universidades públicas. Foram quatro para a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e cinco para a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

O uso previsto inclui paisagismo, pesquisa científica e ações de educação ambiental. A medida também reduz o risco de que o material volte ao mercado de ornamentação por canais ilegais.

Pontos de atenção para quem compra árvores de grande porte

Muitos compradores podem não conhecer a origem do exemplar adquirido, o que aumenta o risco de entrada de plantas irregulares em projetos residenciais e comerciais. Em um mercado de alto valor, o cuidado com a procedência se torna decisivo.

A orientação é exigir nota fiscal com o número do Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) do viveiro e identificar o responsável técnico pela produção da planta. Essa checagem funciona como filtro básico contra irregularidades.

A falta desses documentos é um sinal de alerta. Quando o vendedor não apresenta comprovação, cresce a chance de se tratar de uma planta ilegal, com risco sanitário e ambiental associado.

Você acha que o uso de oliveiras centenárias no paisagismo justifica os riscos ou a preferência deveria ser por espécies nativas. Deixe seu comentário e participe do debate.

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Falador
Falador
31/12/2025 16:30

O governo quer a parte dele. Mesmo não fazendo nada para ajudar. Por isso essa bslela de proibição.

Thiago Garcia
Thiago Garcia
31/12/2025 08:18

As faculdades estão dentro de um domo, dentro de uma bolha que impede a proliferação de doenças? Pois se estão em território nacional a desculpa de risco à produção nacional cai por terra.

Ira
Ira
31/12/2025 04:34

Pois é, tem que proibir sim, eu moro fora do Brasil e muitas vezes tenho vontade de levar uma muda de fruta ou sementes e nao posso, e proibido entao porque ricos podem?

Última edição em 2 meses atrás por Ira
Júlio Prado
Júlio Prado
Em resposta a  Ira
31/12/2025 11:44

Aí onde você está, não oferecem risco? Somente aqui os riscos acontecem, se as Oliveiras custassem em torno de 500 reais, estavam entrando no país sem nenhum risco, o risco ocorre quando o **** governo nao recebe nada numa transação!

Fuente
Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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