Projeto no Complexo Industrial Portuário de Suape prioriza distribuição rodoviária de GNL e amplia acesso ao gás natural em áreas industriais fora da rede canalizada
Primeiramente, a empresa de energia Oncorp avançou em seu projeto de terminal de gás natural liquefeito (GNL) no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco.
Além disso, a companhia firmou um memorando de entendimento com a GNLink, voltado à distribuição de GNL em pequena escala.
Assim, o acordo foi direcionado ao transporte do combustível pelo modal rodoviário, principalmente para regiões sem gasodutos.
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Segundo informações divulgadas pela própria empresa em março de 2026, a estratégia reforça a interiorização do gás natural no Nordeste.
Mudança estratégica prioriza o mercado de GNL em pequena escala
Inicialmente, o projeto estava associado à distribuição tradicional por gasodutos.
No entanto, agora o terminal passa a priorizar o chamado mercado small scale, que permite levar GNL a áreas não atendidas pela infraestrutura de transporte convencional.
Dessa forma, regiões industriais mais afastadas poderão acessar o combustível energético.
Além disso, o diretor-presidente da Oncorp, João Guilherme Mattos, afirmou que o acordo representa uma etapa relevante para a viabilização do terminal.
Segundo ele, o memorando de entendimento marca o início do foco estratégico no segmento small scale.
Ainda de acordo com o executivo, a localização geográfica de Suape amplia o alcance do projeto.
Assim, dentro de um raio aproximado de 1.000 quilômetros, diversas regiões poderão ser atendidas.
Consequentemente, áreas que hoje não possuem gasodutos poderão adotar o gás natural liquefeito como alternativa energética.
GNL pode substituir fontes energéticas mais poluentes em regiões industriais
Ao mesmo tempo, a expansão do modelo small scale poderá contribuir para reduzir o uso de combustíveis mais poluentes.
Por exemplo, algumas regiões industriais ainda dependem de fontes com maior emissão de carbono.
Entre elas, o executivo citou o polo gesseiro do Araripe, localizado no Nordeste.
Nesse contexto, determinadas atividades industriais ainda utilizam biomassa, como lenha.
Portanto, segundo a Oncorp, o uso do GNL pode favorecer uma transição energética gradual.
Além disso, o executivo destacou que o mercado large scale, associado aos gasodutos, já possui usuários definidos no terminal.
Assim, o foco atual do projeto foi direcionado ao abastecimento por pequena escala.
Infraestrutura de Suape amplia interiorização do gás natural
Ao mesmo tempo, o Terminal de GNL de Suape é considerado uma infraestrutura estratégica para ampliar a interiorização do gás natural no Brasil.
Isso ocorre principalmente em regiões onde a malha de gasodutos ainda é limitada.
Nesse cenário, a parceria com a GNLink deverá viabilizar novos modelos logísticos de distribuição.
Entre eles, destacam-se caminhões criogênicos especializados no transporte de GNL.
Além disso, existe a possibilidade de integração com a ferrovia Transnordestina, que conecta polos industriais fora do eixo tradicional de abastecimento.
Parceria com GNLink fortalece logística e oferta de GNL
Por outro lado, o diretor-presidente da GNLink, Marcelo Rodrigues, afirmou que a parceria amplia a interiorização do gás natural.
Segundo ele, a iniciativa complementa a capacidade de fornecimento da empresa ao mercado brasileiro.
Além disso, a companhia possui três unidades de liquefação já em operação, que reforçam a disponibilidade do combustível.
Dessa forma, o modelo small scale permite que o GNL alcance regiões que ainda dependem de fontes energéticas mais poluentes.
Consequentemente, setores produtivos podem obter ganhos em eficiência energética e competitividade.
GNLink amplia presença no mercado brasileiro de GNL
Atualmente, a GNLink consolidou presença no mercado de distribuição de gás natural liquefeito no país.
A empresa venceu quatro chamadas públicas para suprimento de GNL em redes locais, junto às distribuidoras estaduais de gás canalizado.
Esses contratos foram estabelecidos nos estados da Bahia, Alagoas, Ceará e Pernambuco.
Além disso, a GNLink atua no desenvolvimento de soluções integradas de fornecimento de GNL para indústrias e distribuidoras estaduais.
A empresa é controlada pela gestora Lorinvest e pela Copa Energia.
Atualmente, a companhia opera três unidades de liquefação e compressão de gás natural.
Essas instalações estão localizadas em Barra Bonita (PR), Itabuna (BA) e Assú (RN).
Juntas, elas possuem capacidade produtiva total de 300 mil metros cúbicos por dia.
Assim, o fornecimento atende localidades em um raio de até 1.000 quilômetros sem acesso direto à rede canalizada de gás natural.
Diante desse cenário, o avanço do terminal de Suape pode ampliar o acesso ao GNL em regiões industriais fora da infraestrutura tradicional de gasodutos no Brasil.

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