Orcas abandonadas em parque fechado chocam a web, vídeo viral expõe cenário preocupante e pressiona autoridades por uma solução urgente.
O maior parque marinho abandonado da Europa virou assunto no mundo inteiro por um motivo alarmante: duas orcas seguem presas em tanques tomados por algas, mesmo após o fechamento do local.
A cena que mais chamou atenção mostra as orcas nadando de forma passiva em piscinas degradadas, dentro de um parque vazio, sem apresentações e sem público.
O Marineland, em Antibes, no sudeste da França, fechou em janeiro de 2025. Quase um ano depois, a dúvida passou a ser uma só: para onde irão Wikie e Keijo antes que seja tarde.
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Vídeo viral de invasão expõe orcas em tanques com algas e acende alerta de urgência
O ativista de redes sociais Seph Lawless decidiu ir até o Marineland depois de suspeitar das condições de vida das orcas. Ele afirmou que pensou que, se a situação demorasse, elas poderiam morrer.
A filmagem feita dentro do parque, obtida após invasão, viralizou rapidamente e ultrapassou 33 milhões de visualizações. Com isso, o bem estar de Wikie e Keijo passou a ser questionado por milhões de pessoas.
Segundo ele, o compartilhamento virou um movimento social. O conteúdo chegou a ser repostado por nomes como Bella Hadid, Joaquin Phoenix e Kacey Musgraves, ampliando a pressão pública.
Marineland diz que animais estão bem, mas admite risco real e fala em colapso das piscinas

O Marineland declarou que as orcas estão em muito boa saúde e são muito bem cuidadas, mesmo com o parque fechado.
Ao mesmo tempo, a empresa reconheceu que a situação é preocupante e de extrema urgência, com riscos para o bem estar dos animais, e defendeu que o governo francês deveria assumir a responsabilidade.
O ponto mais grave aparece no alerta feito pelo próprio parque: as piscinas podem entrar em colapso a qualquer momento, o que resultaria na morte dos animais. O chefe de comunicações também afirmou que as estruturas chegaram ao fim da vida útil.
Ainda assim, a empresa diz que treinadores continuam presentes no local para garantir o cuidado das orcas.
Lei aprovada em 2021 na França apertou o cerco e proíbe exibição de mamíferos marinhos a partir de 2026
A origem do problema passa por uma mudança legal. Em 2021, a França aprovou uma nova legislação sobre crueldade animal.
Essa lei proíbe a exibição de mamíferos marinhos em cativeiro, como baleias, botos e golfinhos, a partir do final de 2026.
Com isso, o Marineland, operado pela empresa espanhola Parques Reunidos, fechou no início de 2025. A companhia administra mais de 30 parques de diversão pelo mundo.
O detalhe que mais chama atenção é que, mesmo com a lei definida e o parque fechado, ainda não existe um destino confirmado para Wikie e Keijo.
Transferência virou impasse, tentativas para levar as orcas ao Loro Parque foram bloqueadas

Com transporte e cuidado complexos para animais desse porte, o parque e as autoridades francesas não conseguiram definir um novo lar.
A Parques Reunidos tenta transferir as orcas para o Loro Parque, na Espanha, mas as autoridades espanholas e francesas bloquearam as tentativas feitas no início de 2025.
ONGs criticaram o plano porque Wikie e Keijo poderiam continuar sendo usadas em apresentações.
O Loro Parque fica em Tenerife, nas ilhas Canárias, e mantém quatro orcas em cativeiro, usadas no que o parque descreve como apresentação educativa.
Europa tem apenas três locais com orcas em cativeiro, histórico de mortes aumenta o debate
Segundo a organização global Whale and Dolphin Conservation, apenas três locais na Europa mantêm orcas em cativeiro.
Um deles é o próprio Marineland, onde estão Wikie e Keijo.
Outro é o Loro Parque, que teve episódios marcantes. Em 2009, a orca Keto atacou um treinador durante um ensaio, resultando na morte de Alexis Martínez, de 29 anos. Keto morreu em 2024, e outras três orcas morreram no parque entre março de 2021 e setembro de 2022.
O terceiro local é o Moskvarium, na Rússia. Lá, a orca Naya estava inicialmente em exibição com dois outros animais, que já morreram.
Esses números e ocorrências ajudam a entender por que qualquer mudança de destino gera tanta resistência e debate.
Será que FINALMENTE Wikie e Keijo vão deixar o Marineland? Cronograma aponta verão de 2026 mas projeto depende de US$ 15 milhões

Uma alternativa já considerada foi um santuário marinho na Nova Escócia, no Canadá. Essa opção chegou a ser proposta como novo lar para a dupla, mas acabou descartada por questões administrativas.
O santuário à beira-mar compassivo desenvolvido pelo Whale Sanctuary Project na Nova Escócia, ao contrário dos parques marinhos, este habitat protegido baseado no oceano foi projetado para atender às necessidades físicas, emocionais e sociais de baleias anteriormente em cativeiro.
Não haverá apresentações, nem reprodução e nem paredes de concreto. Este não é um tanque maior; esta é a aposentadoria que esses animais merecem.
Agora, o governo francês retomou o plano e afirmou que os animais poderiam ser encaminhados para lá até meados de 2026.
O Marineland, porém, rejeitou a proposta e a descreveu como solução hipotética e inexistente, o que mantém o impasse aberto e aumenta o risco de atraso.
Enquanto isso, a pressão cresce para que uma decisão concreta seja tomada antes do prazo e antes que as piscinas se deteriorem de vez.
O custo de construção citado é de US$ 15 milhões, com necessidade de cobertura nos próximos meses a partir de agora.
Esse detalhe financeiro chama atenção porque coloca o tempo como fator crítico: estrutura pronta, recursos garantidos e logística finalizada precisam caminhar juntos.
Enquanto as aprovações logísticas e administrativas finais ainda estão sendo garantidas, essa luz verde histórica pode ao fim de suas vidas confinadas a tanques de concreto e marca um passo decisivo em direção à justiça, dignidade e liberdade.
Ministério de Transição Ecológica da França informou que aguarda um relatório que avalie as condições das piscinas e o bem estar dos animais
Seph Lawless, que usa um pseudônimo ligado à ideia de fora da lei, disse que já burlou regras em outras ocasiões para documentar locais abandonados. Ele defende que, em alguns momentos, desrespeitar a lei seria necessário para fazer o que considera certo.
Ele contou que tentou autorização para filmar e, após receber negativa e ter a comunicação encerrada, decidiu ir pessoalmente dos Estados Unidos para a França. Ao todo, ele invadiu o parque três vezes.
Na visita mais recente, ele observou que as orcas chegaram a repetir ações típicas de apresentação. Ele especulou se elas poderiam ter pensado que ele era um treinador e estariam esperando comida.
O Ministério de Transição Ecológica da França informou que aguarda um relatório que avalie as condições das piscinas e o bem estar dos animais.
No fim, o caso chama atenção pelo contraste: um parque fechado desde janeiro de 2025, duas orcas famosas e queridas pelo público ainda no local, e um risco declarado de colapso estrutural sem um destino definido.
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