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Orizon incorpora a Vital, amplia gestão de resíduos e acelera biogás e biometano

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 18/12/2025 às 11:13
Atualizado em 18/12/2025 às 11:18
Orizon anuncia Fusão e Aquisição da Vital, amplia gestão de resíduos e acelera investimentos em biogás e biometano no Brasil.
Foto: IA
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Orizon anuncia Fusão e Aquisição da Vital, amplia gestão de resíduos e acelera investimentos em biogás e biometano no Brasil.

A Orizon Valorização de Resíduos anunciou, nesta quarta-feira (17), a Fusão e Aquisição da Vital, empresa do portfólio da família Queiroz Galvão, em um movimento estratégico que reposiciona a companhia como líder absoluta em Gestão de resíduos no Brasil.

A operação ocorre por meio de troca de ações, sem desembolso financeiro, e amplia de forma significativa a presença da Orizon em diversas regiões do país.

O objetivo é ganhar escala, aumentar eficiência e acelerar investimentos em soluções sustentáveis, como biogás e biometano. 

O negócio, considerado “transformacional” pelo diretor-presidente da Orizon, Milton Pilão, eleva o volume de resíduos sob gestão de 8,7 milhões para cerca de 14,2 milhões de toneladas por ano. Com isso, a empresa passa a administrar resíduos equivalentes a aproximadamente 40% do lixo gerado pela população brasileira, fortalecendo sua posição em um setor estratégico para a economia circular. 

Fusão e Aquisição fortalece números e valor de mercado da Orizon 

A combinação entre Orizon e Vital cria um grupo com receita líquida anual superior a R$ 3 bilhões. O Ebitda consolidado deve se aproximar de R$ 1 bilhão, enquanto o lucro anual estimado ultrapassa R$ 350 milhões. 

Atualmente avaliada em cerca de R$ 6 bilhões, a Orizon registrou receita de R$ 281 milhões e lucro líquido de R$ 27,3 milhões no terceiro trimestre.

Após a Fusão e Aquisição, o valor de mercado combinado das companhias chega a aproximadamente R$ 9 bilhões, refletindo o impacto direto da escala operacional e da diversificação de ativos. 

Estrutura da operação e nova composição acionária 

A transação foi estruturada por meio da emissão de 41.197.230 novas ações ordinárias da Orizon, além de 5.646.849 bônus de subscrição. Dessa forma, não há pagamento em dinheiro. 

Com a nova configuração acionária, os controladores da Orizon, os acionistas de referência e a gestora EbCapital passam a deter 30,4% da companhia.

Já os controladores da Vital ficam com 30% do capital.

As demais ações permanecem em livre circulação no mercado, compondo o free float

Expansão da Gestão de resíduos e novos ecoparques 

Um dos principais efeitos da Fusão e Aquisição é o aumento de 62% na capacidade de Gestão de resíduos da Orizon.

A incorporação da Vital adiciona 12 ecoparques à operação, estruturas que integram aterros sanitários, tratamento de resíduos e produção de biogás. 

Além disso, a Orizon passa a atuar em mercados estratégicos onde ainda não tinha presença relevante, como Belo Horizonte, São Luís do Maranhão e São Paulo.

Esta última abriga a maior concessão de resíduos da América Latina, o que reforça a importância do movimento. 

Após a integração completa dos ativos, o grupo deve alcançar 34 ecoparques, incluindo quatro ainda em fase de licenciamento.

“Isso resulta num poder de fogo gigantesco para compra de insumos como manta para tratamento de chorume”, explica Milton Pilão, destacando também os ganhos operacionais proporcionados pela escala. 

Biogás e biometano ganham protagonismo na estratégia 

A expansão da base de ativos cria espaço para acelerar projetos ligados à geração de energia renovável.

A Fusão e Aquisição permite ampliar investimentos em biogás e biometano, combustíveis produzidos a partir da decomposição dos resíduos e considerados fundamentais para a transição energética. 

Além disso, a companhia pretende avançar na geração de créditos de carbono e na oferta de serviços integrados de Gestão de resíduos. 

Quem é a Vital e sua relevância no setor 

A Vital, pertencente ao portfólio da família Queiroz Galvão, opera atualmente em oito estados brasileiros.

A empresa administra 12 ecoparques em funcionamento, com cerca de 5,3 milhões de toneladas de resíduos destinadas e 3,4 milhões de toneladas coletadas anualmente. 

A Vital projeta receita próxima de R$ 2,1 bilhões, Ebitda em torno de R$ 500 milhões e lucro líquido aproximado de R$ 280 milhões.

A dívida líquida estimada gira em torno de R$ 360 milhões, patamar considerado administrável dentro da estrutura combinada. 

Governança, benefícios e riscos da operação 

Do ponto de vista de governança corporativa, o acordo prevê a assinatura de um novo acordo de acionistas com vigência de 20 anos.

O conselho de administração será formado por 11 membros, sendo quatro indicados pelos atuais acionistas de referência da Orizon. 

Os controladores da Vital terão direito de veto em matérias específicas, compatíveis com sua participação acionária.

Em comunicado, a administração destaca como principais benefícios da Fusão e Aquisição a maior previsibilidade de receita, os ganhos de escala. 

Por outro lado, entre os riscos estão a necessidade de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade.

A efetivação do negócio também depende do aval dos acionistas da Orizon em assembleia, sem direito de recesso para dissidentes, conforme prevê a legislação societária. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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