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OTAN ativa no mar Báltico seu maior exercício com 10.000 militares de 11 países, treina reação rápida em três fases e envia recado de defesa coletiva sem os Estados Unidos

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 04/02/2026 às 09:52
Atualizado em 04/02/2026 às 09:54
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A OTAN iniciou no mar Báltico o Steadfast Dart 2026 com 10.000 militares para treinar resposta rápida e reforçar a defesa coletiva, elevando a pressão no tabuleiro europeu

10.000 soldados no Báltico. A OTAN colocou em marcha o Steadfast Dart 2026, seu maior exercício militar do ano na região, com 11 países e sem a participação dos Estados Unidos.

O foco é treinar presença e reação em cenário de ataque simulado a um país aliado, colocando mobilidade e coordenação no centro do jogo. O exercício segue até 20 de fevereiro, com operações em terra, no mar, no ar e no ambiente cibernético.

Steadfast Dart 2026 testa reação e mobilidade até 20 de fevereiro

A operação foi desenhada para medir a capacidade de deslocar forças com velocidade e sustentar defesa coletiva quando um território aliado precisa de reforço imediato.

O treino envolve rotas terrestres, aéreas e marítimas para levar tropas até a Alemanha, criando um corredor logístico que simula urgência real em caso de crise.

Pessoal militar de países aliados participa de um treinamento multinacional da OTAN no âmbito do exercício Steadfast Dart (REUTERS Foto de arquivo)

Exercício tem três fases e o núcleo vai de 9 a 20 de fevereiro

Na primeira fase, unidades saem de suas bases e convergem para pontos de concentração na Alemanha, com testes de coordenação multinacional e tempo de resposta.

A segunda fase é o coração do exercício, de 9 a 20 de fevereiro, integrando ações terrestres, navais, aéreas, cibernéticas e de operações especiais.

Na etapa final, as tropas fazem o repliegue coordenado e retornam aos países de origem, completando o ciclo de deslocamento e retorno em modo de prontidão.

Sem EUA, OTAN expõe tensão e reforça mensagem de defesa

A ausência dos Estados Unidos aparece como parte da rotação normal de forças, mas acontece em um momento de atrito interno na aliança, com ruído político envolvendo a disputa sobre Groenlândia.

De acordo com Europa Press, agência de notícias europeia com cobertura internacional, o exercício também mira demonstrar que a OTAN consegue reforçar qualquer aliado quando necessário, mesmo sob pressão geopolítica.

Forças aéreas aliadas participam de exercícios de integração operacional durante o Steadfast Dart (AP Foto de arquivo)

Comando em Brunssum reúne 11 países e amplia interoperabilidade

A condução das manobras fica sob o Comando de Força Conjunta de Brunssum, sediado nos Países Baixos, reunindo efetivos de Espanha, Turquia, Itália, Bulgária, República Checa, Alemanha, Grécia, Bélgica, França e Reino Unido.

Além dessas tropas, há apoio logístico e aeronáutico de outros parceiros, ampliando a capacidade de operar em conjunto e manter presença consistente na área mais sensível do norte europeu.

Espanha lidera o mar com 15 navios e rota passa por Kiel

Efetivos da OTAN realizam um treinamento conjunto como parte do maior exercício aliado do ano (REUTERS Foto de arquivo)

O comando das operações marítimas fica com a Espanha, a partir do Quartel General Marítimo de Alta Disponibilidade em Rota, Cádiz, coordenando 15 navios e múltiplos meios aéreos.

Entre as unidades estão o buque de assalto Castilla, as fragatas Cristóbal Colón e Almirante Juan de Borbón, além do navio de apoio Patiño. Do lado turco, entram o Anadolu e as fragatas Estambul e Oruçreis, com helicópteros e drones no pacote.

A chegada principal ocorre no porto alemão de Kiel, ponto de entrada para operações próximas à costa alemã e cenários simulados de defesa e contra ataque.

O componente marítimo reúne cerca de 2.000 marinhos, aviadores e fuzileiros, com missões anfíbias, reconhecimento e integração com meios aéreos e submarinos.

O exercício fecha com um sinal claro de prontidão, alinhando movimento, presença e coordenação como ferramentas de influência no norte da Europa.

No fim, o Steadfast Dart 2026 reforça o recado de defesa coletiva e reposiciona o tabuleiro do Báltico, mudando a leitura estratégica.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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