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Paraíso com 39 praias cobra até R$ 191 por carro: Bombinhas lota 2,3 milhões de turistas, encolhe cidade em alta temporada e transforma pedágio ambiental obrigatório em filtro caro na entrada de Santa Catarina inteira

Escrito por Bruno Teles
Publicado el 22/12/2025 a las 10:21
Bombinhas, paraíso com 39 praias, cobra Taxa de Preservação Ambiental e pedágio ambiental para tentar controlar turismo de massa em Santa Catarina.
Bombinhas, paraíso com 39 praias, cobra Taxa de Preservação Ambiental e pedágio ambiental para tentar controlar turismo de massa em Santa Catarina.
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Bombinhas, paraíso com 39 praias e 67% de área verde, cobra Taxa de Preservação Ambiental desde 2015, com tarifas sazonais até R$ 191 por veículo, recebe 2,3 milhões de turistas por temporada e tenta conter turismo de massa que encolhe a menor cidade de SC nos meses de pico turístico.

Bombinhas volta ao centro do debate sobre turismo de massa em Santa Catarina: o paraíso com 39 praias reafirma, pelo décimo verão seguido, a cobrança obrigatória da Taxa de Preservação Ambiental para todos os veículos que entram na cidade durante a alta temporada, com valores que podem passar de R$ 190 conforme o porte do automóvel.

Entre novembro de 2024 e abril de 2025, a menor cidade em área do estado recebeu 2,3 milhões de visitantes e viu a população fixa de cerca de 25 mil moradores ser multiplicada em até dezoito vezes ao mês. Nesse período, o pedágio ambiental é apresentado pela prefeitura como ferramenta para conter a pressão sobre praias, ruas e serviços urbanos, ao mesmo tempo em que se converte em uma das principais fontes locais de arrecadação.

Quanto custa entrar no paraíso com 39 praias

Bombinhas, paraíso com 39 praias, cobra Taxa de Preservação Ambiental e pedágio ambiental para tentar controlar turismo de massa em Santa Catarina.

A TPA é cobrada de forma sazonal, de novembro a abril, e varia de acordo com o tipo de veículo.

Na prática, cada visitante que chega de carro ao paraíso com 39 praias precisa calcular o custo da diária antes de atravessar os pórticos de Bombas e Zimbros, principais acessos rodoviários ao município.

Os valores informados pela prefeitura para a atual temporada são:

Motocicleta, motoneta e bicicleta a motor: R$ 4,50 por período de permanência definido

Veículos de pequeno porte de passeio: R$ 38,00

Veículos utilitários como caminhonetes e furgões: R$ 57,00

Vans de excursão e micro-ônibus: R$ 76,50

Caminhões: R$ 114,50

Ônibus de turismo: R$ 191,50

Segundo a administração municipal, a TPA garantiu R$ 26,4 milhões em arrecadação na temporada mais recente, com R$ 16,6 milhões pagos por veículos nacionais e R$ 9,8 milhões por automóveis estrangeiros.

A prefeitura afirma que os recursos são destinados a fiscalização, ações de educação ambiental, recuperação de vegetação nativa, manutenção de áreas públicas e estrutura de atendimento ao fluxo turístico intenso.

Como funciona a Taxa de Preservação Ambiental em Bombinhas

Bombinhas, paraíso com 39 praias, cobra Taxa de Preservação Ambiental e pedágio ambiental para tentar controlar turismo de massa em Santa Catarina.

A cobrança foi instituída em 2015 e é apresentada como uma reação direta ao avanço do turismo de massa sobre um território pequeno, de 34,5 quilômetros quadrados, onde 67 por cento da área é protegida como verde e existem três unidades de conservação formalmente reconhecidas.

Bombinhas ostenta hoje o título de Capital Nacional do Mergulho Ecológico e usa o rótulo de paraíso com 39 praias como vitrine internacional, com cinco delas certificadas com o selo Bandeira Azul, um dos principais símbolos de qualidade ambiental de praias no mundo.

A prefeitura argumenta que, sem a filtragem do fluxo de veículos e a cobrança específica para quem entra na cidade, o modelo de praia “de cartão-postal” seria rapidamente pressionado pelo excesso de carros, lixo e ocupação desordenada.

A medida, no entanto, não é consensual.

A própria prefeitura admite que o pedágio ambiental já foi alvo de ações judiciais e contestações ao longo da última década.

Mesmo assim, a TPA permanece em vigor e serve de referência para outros destinos turísticos, como Fernando de Noronha e Jericoacoara, que adotaram mecanismos semelhantes de cobrança para visitantes.

Explosão de turistas encolhe a cidade na alta temporada

Entre novembro de 2024 e abril de 2025, a série histórica oficial aponta 2,3 milhões de turistas em Bombinhas, com média de 460 mil visitantes por mês.

Em um município com cerca de 25 mil moradores, o efeito prático é o encolhimento da cidade diante de uma população flutuante que chega a ser 18 vezes maior em determinados períodos da temporada.

A evolução ao longo dos últimos verões mostra que o volume de turistas vem crescendo ou se mantendo em patamar elevado desde 2017, com temporadas que variaram entre 1,3 milhão e pouco mais de 2,1 milhões de visitantes antes de alcançar o recorde mais recente de 2,3 milhões.

A combinação de praia curta, ruas estreitas e alta densidade de veículos levou a prefeitura a tratar a TPA como ferramenta de gestão de circulação e de pressão sobre a infraestrutura urbana.

Em paralelo, Bombinhas ampliou sua exposição nacional e internacional.

Em novembro de 2025, uma pesquisa da Booking.com colocou o município na quinta posição entre os destinos brasileiros mais buscados por estrangeiros para o Réveillon, ao lado de Florianópolis.

Na prática, o paraíso com 39 praias passou a concorrer com capitais tradicionais na disputa por consumo, estadia e gastos de fim de ano, ampliando o desafio de conciliar volume de visitantes e preservação.

Cobrança digital, pórticos e totens de autoatendimento

A TPA pode ser paga de forma antecipada pelo site oficial da prefeitura ou pelo aplicativo dedicado, com opção de quitação via Pix.

Para quem prefere automatizar o processo, Bombinhas integrou a cobrança às tags de pagamento automático Sem Parar, ConectCar e Taggy, o que permite que o débito seja feito diretamente quando o veículo cruza os pórticos de acesso.

Além dos canais digitais, o município espalhou totens de autoatendimento em pontos estratégicos da região, como o Komprão Koch Atacadista, na Rua Araçá, no bairro Sertãozinho, o Shopping Tropical, na Avenida Vereador Manoel dos Santos, no Centro, o Supermercado Comper, na Avenida Leopoldo Zarling, em Bombas, e o pórtico do Morro do Macaco, em Canto Grande.

Nesses locais, o visitante pode regularizar a situação, emitir comprovantes e evitar autuações posteriores.

Para dúvidas, pendências ou acertos de débitos, a Secretaria de Finanças mantém atendimento telefônico e por WhatsApp, além de canal eletrônico por e-mail, reforçando o caráter permanente da estrutura de cobrança em torno do fluxo turístico.

Paraíso com 39 praias ou filtro caro na entrada do litoral catarinense

Ao defender a manutenção da TPA, a prefeitura sustenta que o paraíso com 39 praias só se mantém como vitrine ambiental porque há um custo explícito associado ao uso de suas ruas e praias pelos visitantes, em contraste com destinos que não cobram pedágio ambiental e enfrentam problemas crônicos de lixo, trânsito e desgaste de infraestrutura.

Críticos, porém, veem na taxa uma barreira financeira que afeta principalmente famílias que viajam de carro e precisam somar combustível, hospedagem, alimentação e, agora, mais um pedágio na chegada.

Ainda que a cobrança não seja formalmente uma barreira de acesso a Santa Catarina, o valor adicional na entrada de Bombinhas funciona, na prática, como um filtro econômico para o segmento do litoral mais disputado do estado.

Enquanto o município acumula recordes de arrecadação e exposição em rankings de busca, o debate sobre até que ponto é legítimo transformar um destino turístico em um pedágio permanente de acesso segue aberto entre moradores, empresários e visitantes frequentes da região.

Na sua opinião, o paraíso com 39 praias precisa mesmo dessa taxa ambiental alta para se proteger ou o pedágio virou um filtro caro demais para quem pretende entrar em Santa Catarina de carro nas próximas temporadas?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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