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Pecuária na Amazônia: Ministério da Agricultura reforça destaca que setor precisa evoluir com práticas sustentáveis, na COP30

Escrito por Rodrigo Souza
Publicado el 19/11/2025 a las 07:59
A pecuária na Amazônia foi tema de debates sobre desenvolvimento rural e responsabilidade ambiental, especialmente durante painel promovido no último dia 17 de novembro pela The Nature Conservancy na AgriZone da COP30
A pecuária na Amazônia foi tema de debates sobre desenvolvimento rural e responsabilidade ambiental, especialmente durante painel promovido no último dia 17 de novembro pela The Nature Conservancy na AgriZone da COP30 (Foto: Freepik)
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A pecuária na Amazônia ganha novo impulso com iniciativas que priorizam sustentabilidade, restauração de áreas degradadas e apoio técnico, fortalecendo competitividade e exigências ambientais

A pecuária na Amazônia foi tema de debates sobre desenvolvimento rural e responsabilidade ambiental, especialmente durante painel promovido no último dia 17 de novembro pela The Nature Conservancy na AgriZone da COP30, em Belém, segundo uma matéria publicada.

O encontro reuniu governo, produtores e organizações ambientais para discutir caminhos capazes de unir produção e proteção.

A presença do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), representado por Carlos Augustin, mostrou o interesse direto do setor público em garantir que estratégias sustentáveis alcancem escala.

O diálogo girou em torno de práticas que ofereçam competitividade, previsibilidade e condições para que o produtor rural mantenha renda sem ampliação de áreas.

As discussões também reforçaram que restauração produtiva de pastos degradados aparece como alternativa central.

Outro ponto recorrente foi a importância da qualificação técnica, citada como elemento indispensável para que as propriedades atinjam padrões exigidos pelos mercados.

Participantes destacaram ainda como programas coordenados tornam possível ampliar a produção sem comprometer ecossistemas sensíveis.

Gestão de pastagens degradadas

O debate evidenciou que restaurar áreas improdutivas é prioridade, e essa linha orienta a presença da pecuária na Amazônia no terceiro bloco de discussões técnicas do painel.

O Programa Caminho Verde Brasil, apresentado como estratégia federal, prevê recuperar até 40 milhões de hectares ao longo de dez anos, utilizando sistemas agropecuários e florestais capazes de produzir sem abertura de novas fronteiras.

A visão compartilhada por governo, TNC e produtores mostra convergência rara em agendas ambientais: recuperar pastos melhora produtividade, reduz pressão sobre vegetação nativa e prepara o setor para exigências de rastreabilidade.

A produtora Ângela de Jesus, ligada à Fetagri/PA, reforçou que a meta não é abrir espaço, mas qualificar áreas já utilizadas.

Essa perspectiva reforça o uso racional do solo e permite que pequenas e médias propriedades ampliem sua eficiência sem investimentos inviáveis.

Rastreabilidade bovina sustentável

A rastreabilidade foi destacada por Augustin como ferramenta decisiva para inserir a pecuária na Amazônia em mercados que exigem comprovação de origem e regularidade ambiental.

No quinto bloco de debates, o representante do Mapa explicou que produtos identificados e monitorados tendem a alcançar melhor valorização internacional.

A TNC ressaltou que melhorar a qualidade dos pastos acelera a adoção dessas práticas e fortalece a confiança no sistema produtivo.

Esse conjunto de ações cria uma cadeia transparente e alinhada a padrões globais buscados por compradores.

A rastreabilidade também facilita balanços anuais de carbono, exigência para adesão ao Caminho Verde Brasil, fortalecendo o compromisso com metas climáticas e conferindo credibilidade aos resultados divulgados.

Assistência técnica rural eficiente

O painel destacou ainda que a presença de profissionais capacitados no campo determina o sucesso das iniciativas.

No sexto bloco de discussões, a pecuária na Amazônia voltou ao centro como exemplo de atividade que depende diretamente de orientação especializada.

Augustin afirmou que juros baixos não substituem conhecimento prático e manejo correto, condição fundamental para que produtores adotem métodos sustentáveis.

O Caminho Verde Brasil oferece crédito com taxas inferiores às de mercado em dez instituições: Banco do Brasil, BNDES, Caixa, BTG, Itaú, Bradesco, Santander, Banco Votorantim, Rabobank e Safra, desde que haja compromisso de não desmatamento e cumprimento das normas ambientais e trabalhistas.

Esse modelo incentiva a transição energética, promove segurança alimentar e mantém o Brasil posicionado como liderança na agenda global de sustentabilidade.

A pecuária na Amazônia encerra o debate como símbolo de um setor capaz de conciliar produtividade, rastreabilidade e recuperação de áreas degradadas, desde que apoiado por políticas estruturadas e assistência contínua.

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Rodrigo Souza

Jornalista formado em 2006 pelo UNI-BH e com mais de 15 anos de experiência na produção de conteúdo otimizado para sites e blogs. Sou apaixonado pela escrita e sempre prezo pela credibilidade. Ao longo da minha carreira, já prestei serviço para diversos portais de notícias e agências de marketing digital na produção de matérias jornalísticas e artigos SEO.

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