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Pesquisador revela que cerca elétrica está salvando a vida de onças no Pantanal; entenda como

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado el 12/01/2026 a las 10:49
Estudo mostra que o uso de cerca com choque diminui ataques ao gado e protege a onça no Pantanal, promovendo convivência entre produção rural e conservação.
Estudo mostra que o uso de cerca com choque diminui ataques ao gado e protege a onça no Pantanal, promovendo convivência entre produção rural e conservação.
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Estudo mostra que o uso de cerca com choque diminui ataques ao gado e protege a onça no Pantanal, promovendo convivência entre produção rural e conservação.

No Pantanal sul-matogrossense, uma cerca eletrificada ativada à noite tem diminuído conflitos entre produtores rurais e a onça-pintada, reduzindo ataques a gado e a consequente retaliação contra o grande felino.

A técnica, detalhada pelo pesquisador Paul Raad, do Instituto Impacto, começou a ser implementada em propriedades da região em 2025, após testes práticos que mostraram resultados promissores no combate à mortalidade desses animais.

Especialistas afirmam que a iniciativa não causa ferimentos, mas ensina as onças a evitar áreas protegidas, equilibrando a proteção da pecuária com a preservação da espécie e do ecossistema pantaneiro.

A partir dessa experiência, produtores e ambientalistas começaram a debater novos caminhos para promover convivência entre atividades humanas e vida selvagem.

VEJA O ESTUDO COMPLETO AQUI

Como a cerca com choque funciona na prática?

A estratégia consiste em instalar uma cerca eletrificada em áreas pequenas e pontuais, chamadas de “dormitórios noturnos”, onde o gado é recolhido ao final do dia.

Durante a noite, período de maior atividade da onça-pintada, a cerca é ativada; durante o dia, o gado permanece solto na propriedade.

O choque não machuca. É um estímulo rápido, com amperagem quase nula, que ensina o animal a não voltar, explica Paul Raad.

Câmeras mostram que, após receber o choque, as onças muitas vezes não retornam àquela área – comportamento que é observado até por outros indivíduos, sugerindo aprendizado coletivo.

Resultados que mudam a mentalidade dos pecuaristas

Os impactos econômicos da adoção da cerca com choque também chamam atenção. Produtores que antes perdiam milhares de dólares por ano com ataques de onças relataram reduções drásticas nas perdas após instalar as barreiras.

Em um dos casos estudados, a redução de ataques chegou a cerca de 83%, praticamente eliminando prejuízos significativos com o gado.

O custo da instalação, segundo os técnicos, é relativamente baixo se comparado às perdas anuais provocadas pelos ataques.

Ao perceber uma melhora no resultado financeiro, muitos produtores passaram a ver a medida não apenas como proteção ao gado, mas como alternativa viável de manejo sustentável.

Por que a cerca elétrica não fere a fauna?

Importante destacar que a cerca ativada à noite é projetada para ser um estímulo dissuasivo e não um perigo para a fauna.

O sistema opera com alta voltagem, mas amperagem extremamente baixa, o que garante que o choque seja momentâneo e sem causar ferimentos às onças ou a outros animais.

Essa característica faz com que a técnica seja eficaz em transmitir um “sinal” às onças sem comprometer sua saúde, ajudando a preservar a vida dos grandes felinos enquanto protege a produção rural.

Além da instalação das cercas com choque, o projeto inclui ações de educação ambiental junto às comunidades ribeirinhas.

Orientações sobre descarte de restos de pesca, manejo de cães e criação de porcos são exemplos de medidas que podem reduzir a presença de atrativos alimentares que levam onças para áreas humanas.

A onça como peça-chave do ecossistema pantaneiro

A onça-pintada ocupa o topo da cadeia alimentar e desempenha papel crucial no controle de populações de outras espécies, como capivaras, veados e jacarés.

Sua ausência pode desequilibrar ecossistemas, afetando a biodiversidade e o funcionamento natural do bioma pantaneiro.

Ao promover medidas que protejam tanto a fauna quanto a produção rural, especialistas acreditam que é possível construir um modelo de convivência mais sustentável e menos conflituoso entre humanos e grandes predadores na região.

Limites e perspectivas da técnica no Pantanal

Embora a adoção da cerca com choque mostre resultados animadores, pesquisadores enfatizam que ela não substitui políticas públicas amplas de conservação nem ações estruturais de manejo de gado em grandes áreas.

A técnica funciona de forma mais efetiva em espaços reduzidos e bem delimitados – um componente de um conjunto maior de estratégias.

Em síntese, a cerca eletrificada representa uma ferramenta promissora para reduzir ataques da onça, diminuir a retaliação humana e fortalecer práticas de produção rural sustentáveis no Pantanal — um passo concreto em direção à coexistência harmoniosa entre agricultura e conservação ambiental.

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Josue
Josue
17/01/2026 22:54

QUEM VAI ALIMENTAR AS ONÇAS❓🤔🤔🤔

Carlos Carvalho
Carlos Carvalho
17/01/2026 03:43

E as aves 🦅? Esses fazendeiros Bolsonaristas são uma escória mesmo. Eles matam as onças por prazer, eu tenho essa raça na minha família

Odir bueno
Odir bueno
Em resposta a  Carlos Carvalho
17/01/2026 18:10

Verdade,esses extremistas estão acabando com a natureza linda que o criador dos céus e da terra criou !

Anfrízio Santana
Anfrízio Santana
Em resposta a  Carlos Carvalho
18/01/2026 15:08

Deixe de ser ****, cara!

**** ou não, ninguém cria **** pra alimentar onças.

Tente você fazer isso!!! Você não é o consciente, o esclarecido, o defensor da ecologia, o fodão??? Comece a criar suas vaquinhas pra alimentar as pintadas.

Se houvesse esquerdistas criadores de **** (o que não há, pois são inimigos do trabalho) eles também não serviriam banquetes de bovinos para onças.

Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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