Pesquisadores da UFPR criam bateria inovadora com sódio do sal de cozinha. Flexível, transparente e segura, a tecnologia promete alternativas sustentáveis ao lítio e aplicações em eletrônicos, janelas inteligentes e armazenamento de energia.
Em meados de 2023, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) publicaram um estudo em que relatam o desenvolvimento de uma bateria inovadora que utiliza o sódio do sal de cozinha como base.
O protótipo combina flexibilidade, transparência e operação em meio aquoso, tornando-se uma alternativa segura e sustentável às tradicionais baterias de lítio.
O projeto, coordenado pelo professor Aldo José Gorgatti Zarbin, do Departamento de Química, que lidera pesquisas em armazenamento de energia há 28 anos.
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A pesquisadora Maria Karolina Ramos contribuiu em todas as etapas do estudo, do mestrado ao pós-doutorado, possibilitando a criação de uma bateria funcional com características inéditas para o setor.
Cientistas da UFPR desenvolvem bateria aquosa, fina e transparente que pode revolucionar painéis solares e eletrônicos vestíveis
Embora as baterias de lítio sejam eficientes, Maria Ramos alerta sobre seus riscos:
“Essas baterias usam solventes orgânicos tóxicos e inflamáveis, podem causar curto-circuito e até explodir. Além disso, dependem de reservas de lítio, o qual é um elemento químico escasso… são muito caras.”
O lítio é concentrado em poucos países, como Chile, Austrália, Argentina e China, e sua mineração envolve alto impacto ambiental, consumo intenso de água e risco de contaminação por metais pesados.
Em contrapartida, o sódio é abundante, barato e distribuído globalmente, sendo extraído facilmente até do sal de cozinha.
“Por muito tempo, as baterias de íons de lítio dominaram a eletrônica portátil… Mas nem tudo são flores”, complementa Maria Ramos.

Flexibilidade, transparência e segurança: a combinação inédita
O protótipo desenvolvido na UFPR reúne três características únicas. Zarbin explica:
“Você consegue depositar esse material em cima de qualquer coisa, como um sólido, uma superfície, uma mesa, qualquer lugar. E é essa tecnologia que é o grande diferencial para conseguir as propriedades que a gente teve.”
A flexibilidade permite baterias dobráveis e adaptáveis a diferentes formatos, abrindo caminho para dispositivos vestíveis, eletrônicos portáteis compactos e baterias enroláveis.
A transparência, por sua vez, permite integração com janelas inteligentes e células solares, mantendo a passagem de luz e a funcionalidade do dispositivo.
O funcionamento em meio aquoso aumenta a segurança, eliminando o risco de explosão comum em baterias de lítio.
Nanoarquitetura aumenta a eficiência
O avanço tecnológico se deu por meio da nanoarquitetura, que combina três materiais diferentes em escala nanométrica para formar os eletrodos.
Essa técnica permite armazenar e liberar íons de sódio com eficiência, apesar das diferenças químicas em relação ao lítio.
“Toda a base do estudo é uma tecnologia de preparar materiais na forma de filme fino… conseguimos preparar um material com poucos nanômetros de espessura”, detalha Zarbin.
Essa abordagem possibilita criar baterias finas, leves, flexíveis e transparentes, sem comprometer o desempenho.

Aplicações e energia limpa
Além da eletrônica portátil, a bateria de sódio do sal de cozinha pode ser utilizada em painéis solares, janelas inteligentes e armazenamento de energia renovável, garantindo uso eficiente mesmo à noite. Zarbin comenta:
“Uma das formas de você pegar energia é solar. Mas e à noite, quando não tem sol, como fica? Precisamos de bateria para armazenar essa energia, por isso elas são extremamente importantes no processo de descarbonização e de energia limpa.”
Maria Ramos destaca:
“Em síntese, a invenção apresenta um conjunto de vantagens técnicas e econômicas que a diferenciam significativamente das tecnologias existentes: é segura, ecológica, de baixo custo, leve, flexível e transparente, combinando sustentabilidade com alto desempenho.”
Reconhecimento científico
O estudo foi publicado na revista Sustainable Energy & Fuels, da Royal Society of Chemistry, e rendeu ao professor Zarbin o Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, em reconhecimento ao impacto da pesquisa na ciência e tecnologia do estado.
Fonte: Ciclo Vivo
Mas já existe essa bateria , até mesmo a chinesa CATL , iniciará os testes no byd ainda 2026 , então essa bateria já existe desde 2020, então não foi a gente que inventou , sempre as mesmas mentiras