A presidente Magda Chambriard confirma que a venda do Polo Bahia Terra está em reavaliação, provocando uma dura reação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que promete acionar o governo.
A Petrobras surpreendeu o mercado ao admitir que reavalia a venda do Polo Bahia Terra, um estratégico conjunto de 28 campos terrestres no estado. A declaração da presidente da companhia, Magda Chambriard, foi o estopim para uma reação imediata do sindicato da categoria, que classificou a possibilidade como «inaceitável» e já busca apoio político para barrar a negociação.
O futuro do polo Bahia terra em análise pela Petrobras
A nova gestão da Petrobras colocou três cenários sobre a mesa para o futuro do Polo Bahia Terra. As opções em estudo são: manter o polo sob sua operação, terceirizar as atividades ou, de fato, vender completamente o ativo. A principal razão para a Petrobras cogitar a venda é o baixo retorno financeiro que estes campos oferecem, especialmente quando comparados com a alta produtividade dos poços do pré-sal.
Histórico da tentativa de venda do ativo
A possível venda não é uma novidade. Durante o governo anterior, a Petrobras tentou se desfazer do ativo e chegou a receber uma oferta expressiva de US$ 1,5 bilhão. No entanto, o negócio não foi adiante porque a estatal não se convenceu da capacidade de pagamento do consórcio interessado. O processo, que envolveu uma disputa judicial e a interdição da ANP, foi finalmente cancelado em 2023, com a Petrobras retomando a produção no início de 2024.
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A resposta contundente da Federação Única dos Petroleiros (FUP)
A reação do sindicato foi imediata e forte. O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Dayvid Bacelar, classificou a declaração da presidente da Petrobras como «extremamente infeliz» e «inaceitável». Ele destacou o impacto negativo das privatizações anteriores, que levaram à transferência de milhares de trabalhadores da Bahia.
Sindicato busca apoio do governo para barrar a venda
Dayvid Bacelar enfatizou que os trabalhadores, muitos dos quais retornaram recentemente à Bahia, não podem ser tratados como «joguetes». Diante da ameaça, a FUP já definiu sua estratégia: buscará o apoio direto do presidente Lula e do Ministério de Minas e Energia para garantir que qualquer plano de venda do Polo Bahia Terra seja definitivamente impedido.
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