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Petrobras começa exploração em ‘novo pré-sal’ com poço colossal com profundidade equivalente a 23 torres Eiffel e previsão de 5 meses de perfuração

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 12/11/2025 às 21:10
Petrobras inicia perfuração do poço Morpho na Margem Equatorial com profundidade de 7.081 m e previsão de cinco meses para conclusão.
Petrobras inicia perfuração do poço Morpho na Margem Equatorial com profundidade de 7.081 m e previsão de cinco meses para conclusão.
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Poço Morpho marca início da campanha exploratória na Margem Equatorial em área considerada estratégica e tecnicamente desafiadora pela Petrobras, com profundidade estimada de 7.081 metros e perfuração prevista para durar cinco meses.

O primeiro poço exploratório da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, começou a ser perfurado em 20 de outubro, data em que o Ibama autorizou a operação.

Com profundidade estimada de 7.081 metros, o poço Morpho deve levar cerca de cinco meses para ser finalizado e passa a integrar a lista das maiores perfurações já realizadas pela companhia.

A perfuração ocorre no bloco FZA-M-59, localizado em águas profundas, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá.

Segundo informações técnicas da Petrobras, o objetivo desta fase é coletar dados geológicos que permitam identificar a presença e o potencial de petróleo e gás na região.

Não há atividades de produção nesta etapa.

Profundidade recorde e posição do poço Morpho no ranking da Petrobras

Com a profundidade prevista, o Morpho se torna o 5º poço mais profundo da história da estatal.

Dados da empresa indicam que o ranking é liderado pelo poço Monai, na Bacia do Espírito Santo, com cerca de 7.7 mil metros.

Na sequência aparecem o Parati, na Bacia de Santos, com 7.628 metros; o Tortuga Leste, no bloco Aram, com 7.250 metros; e o Curaçao, também em Aram, com 7.130 metros.

A perfuração envolve etapas sucessivas de avanço e revestimento, conforme procedimentos aplicados nas operações de águas ultraprofundas.

Fontes técnicas explicam que, em locais desse tipo, prazos de execução próximos a cinco meses são compatíveis com o grau de complexidade das formações geológicas.

Margem Equatorial e o potencial da nova fronteira exploratória

A Bacia da Foz do Amazonas integra o conjunto de bacias conhecido como Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte.

Petrobras inicia perfuração do poço Morpho na Margem Equatorial com profundidade de 7.081 m e previsão de cinco meses para conclusão.
Petrobras inicia perfuração do poço Morpho na Margem Equatorial com profundidade de 7.081 m e previsão de cinco meses para conclusão.

Autoridades do setor energético e estudos técnicos divulgados por instituições públicas e privadas consideram a área uma possível nova fronteira de exploração, com potencial ainda em avaliação.

Segundo o planejamento apresentado pela Petrobras, a empresa pretende perfurar oito poços exploratórios na Foz do Amazonas nos próximos anos.

O Morpho é o primeiro dessa campanha, que ainda inclui a previsão de perfurar três poços auxiliares, condicionados aos resultados do poço principal.

Técnicos da companhia indicam que, caso haja confirmação de reservas e avanço regulatório, projetos de produção poderiam ser estruturados ao longo da próxima década, cenário que depende exclusivamente dos dados obtidos nas perfurações.

Licença do Ibama e histórico do processo ambiental

O Ibama concedeu a licença em outubro, após cerca de cinco anos de análises e solicitações de ajustes.

Documentos públicos do órgão ambiental mostram que o processo incluiu exigência de EIA/Rima, realização de audiências públicas, reuniões técnicas e uma Avaliação Pré-Operacional com simulações de emergência envolvendo dezenas de embarcações, aeronaves e equipes especializadas.

A liberação ocorreu em um momento de intensificação do debate sobre exploração de petróleo na região.

Organizações ambientais expressaram preocupação com potenciais impactos sobre ecossistemas sensíveis, como recifes e áreas de manguezal.

Técnicos dessas entidades afirmam que a Margem Equatorial possui características que exigem protocolos de segurança reforçados.

Já representantes do setor energético e autoridades estaduais afirmam que o avanço da exploração pode ampliar receitas e investimentos regionais, desde que acompanhado de critérios ambientais rigorosos.

Estudos citados por órgãos governamentais projetam que a Margem Equatorial pode abrigar reservas relevantes, embora esse potencial ainda dependa das descobertas em andamento.

Atividades exploratórias também avançam na Bacia Potiguar

Além da Foz do Amazonas, a Petrobras mantém atividades na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, outra área que compõe a Margem Equatorial.

Dois poços exploratórios já foram perfurados, sem confirmação de reservas economicamente viáveis.

A companhia prevê iniciar a perfuração de um terceiro poço nos próximos meses, seguindo o mesmo procedimento de coleta de dados para avaliação.

Especialistas em geologia da margem continental brasileira afirmam que o avanço dos estudos nas diferentes bacias da Margem Equatorial permitirá entender com mais precisão o potencial da região e orientar decisões sobre possíveis projetos de desenvolvimento.

Com a perfuração do poço Morpho e a ampliação da campanha exploratória, uma questão se torna central para governos, empresas e especialistas: como conciliar a expansão da exploração de petróleo na Margem Equatorial com as políticas de proteção ambiental e metas climáticas estabelecidas pelo país?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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