A Petrobras conseguiu estender o prazo para a venda das refinarias localizadas nos estados do Amazonas, Ceará e no Rio Grande do Sul
A Petrobras informou no último dia 30 de julho, que celebrou novo aditivo ao Termo de Compromisso de Cessação (TCC) firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). O acordo tem como finalidade estender o prazo para que a Petrobras siga com as tratativas para a efetiva conclusão dos processos de negociação e realize a assinatura dos contratos de compra e venda relativos às refinarias REMAN, LUBNOR e REFAP. Tais refinarias ficam localizadas nos estados do Amazonas, Ceará e no Rio Grande do Sul. Veja ainda: Combustíveis – Petrobras diz que novos concorrentes nas refinarias de petróleo podem ajudar na redução do valor aos consumidores
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Os planos da Petrobras com as vendas das refinarias
A partir de agora, a Petrobras tem até o fim de outubro para, a partir de um «trabalho mais dirigido», negociar o empreendimento com potenciais compradores. Os planos da Petrobras incluem as vendas da Lubnor, Refap, SIX, Regap e a Rnest, em um prazo até 30 de outubro. A lista ainda inclui a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar, no Paraná) até 31 de dezembro.
A grande questão, no entanto, segundo o consultor da área de petróleo e gás, Bruno Iughetti: a Petrobras não teve propostas interessadas na compra dos ativos no último prazo estabelecido, que acabou no sábado, 31 de julho. Bruno diz que realmente, a empresa não confirma nenhum tipo de contato no sentido de propostas de aquisição da Lubnor, tanto que o prazo para a venda era julho e deu deserto o nível de consulta, não deu ninguém.
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Venda das refinarias poderá resultar em investimentos na exploração de petróleo e no pré-sal
Segundo Iughetti, a compra da refinaria Lubnor, pode gerar bons resultados à empresa compradora, pois a refinaria no Ceará já produz cerca de 10% de todo o asfalto no País e ainda é a «única empresa no Brasil que produz óleos básicos naftênicos».
O consultor ainda projetou que a venda da refinaria no Ceará poderá gerar impactos positivos para a própria Petrobras, que estará «mais livre» para investir em projetos relacionados à exploração de petróleo e ao pré-sal. «A venda da Lubnor será muito positiva para a Petrobras na política de recuperação de ativos para investir no pré-sal. A empresa está vendendo ativos que não signifiquem essa atividade-fim. Agora para um mercado como um todo a gente só pode esperar melhoria», disse Bruno.
Confira também: Refinarias da Petrobras que não serão vendidas receberão investimentos de US$ 300 milhões até em 2025
A Petrobras anunciou que pretende investir cerca de US$ 300 milhões nas refinarias que não estão nos planos de desinvestimentos. O anúncio da estatal foi feito no dia 24 de junho, e os aportes tem como principal objetivo aumentar a eficiência e desempenho dos ativos. As refinarias da Petrobras, que irão receber os investimentos são, Presidente Bernardes, Duque de Caxias, Capuava, Paulínia e Henrique Lage, todas elas distribuídas nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro.
A Petrobras anunciou um programa denominado de RefTOP – Refino de Classe Mundial, que tem como objetivo estar entre as melhores refinarias de petróleo no mundo. Tal programa faz parte do Plano Estratégico 2021-2025 da Petrobras, com aporte de US$ 3,7 bilhões, dos quais US$ 300 milhões serão destinados às refinarias. O programa RefTOP ainda visa posicionar a Petrobras de forma mais competitiva na abertura do mercado das refinarias de petróleo no Brasil. A estatal disse, ainda, que avaliou referências mundiais dos principais indicadores de refino para definir os objetivos do programa.
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