Executiva Magda Chambriard revela que a meta deve ser atingida com novas plataformas e investimentos contínuos no pré-sal da Bacia de Santos
A Petrobras planeja expandir de forma acelerada sua produção de petróleo no campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos.
O ativo se consolida como um dos principais projetos da estatal. Segundo a CEO Magda Chambriard, a empresa está muito próxima de alcançar 1 milhão de barris por dia. Além disso, o volume poderá dobrar nos próximos anos, marcando um salto histórico na indústria.
A declaração foi feita em 28 de outubro de 2025, durante a conferência Offshore Technology Conference (OTC), no Rio de Janeiro.
Expansão gradual e marcos operacionais
Atualmente, o Campo de Búzios já se destaca como o maior produtor de petróleo do país. Em agosto de 2025, ele registrou 821,88 mil barris por dia (bpd), ultrapassando o campo de Tupi pela primeira vez, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Esse resultado representa um marco expressivo na história da Petrobras. Desde o início da exploração do pré-sal, a estatal investe fortemente em tecnologia para otimizar a produção e reduzir custos.
Além disso, Magda Chambriard reforçou que, com novas plataformas entrando em operação, o campo de Búzios poderá alcançar 2 milhões de barris diários. Essa meta fortalece a liderança da Petrobras no setor de energia, especialmente em um momento de transição global para fontes mais limpas. Assim, a companhia se mantém como referência de eficiência e inovação no cenário mundial.
Investimentos e parcerias estratégicas
A Petrobras atua como operadora principal do campo, ao lado das empresas chinesas CNOOC e CNODC. Essa parceria estratégica potencializa a capacidade de extração e impulsiona o uso de tecnologias de ponta.
Com isso, o projeto se destaca como um dos mais promissores do setor global de petróleo, tanto pelo volume de reservas quanto pela eficiência operacional.
Em outubro de 2025, a diretora-executiva de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, declarou que o campo de Búzios deverá atingir seu pico de produção em 2033, chegando a 1,8 milhão de barris por dia.
Segundo ela, a expansão é sustentada por investimentos constantes e pela integração de novas unidades FPSO (flutuantes de produção, armazenamento e transferência). Essa estratégia assegura estabilidade operacional, reduz riscos e garante eficiência no longo prazo.
-
Agricultor que pode ter encontrado petróleo ao perfurar poço artesiano agora recebe enxurrada de propostas pelo sítio onde o líquido foi encontrado
-
Governo apresenta medidas para enfrentar a alta do petróleo e proteger a economia brasileira, buscando conter impacto no diesel e nos custos do transporte
-
Com investimento de US$ 1 bilhão e três novos poços ligados ao FPSO Cidade de Caraguatatuba, Lapa Sudoeste extrai primeiro óleo e eleva produção do campo no pré-sal da Bacia de Santos para 60 mil barris por dia
-
Dezenas de países membros da AIE discutem liberar estoques estratégicos de petróleo para enfrentar a alta dos preços da gasolina e reduzir pressão econômica sobre consumidores
Perspectivas para o futuro
De acordo com Magda Chambriard, o crescimento de Búzios segue em ritmo acelerado, impulsionado pela modernização tecnológica e pelo fortalecimento das equipes de operação.
Ela ressaltou que, mesmo diante de desafios logísticos e ambientais, o projeto mantém total conformidade com as normas da ANP e do Ibama. Além disso, a estatal reforça seu compromisso com a responsabilidade ambiental e com a eficiência energética em todas as etapas da produção.
Os avanços em Búzios também fortalecem a autossuficiência do Brasil em petróleo, posicionando o país como líder da transição energética responsável na América Latina.
Por isso, a Petrobras continua investindo em inovação, sustentabilidade e produtividade, pilares essenciais para atingir 2 milhões de barris por dia até o fim da próxima década.
Assim, o Campo de Búzios se consolida como símbolo do avanço tecnológico nacional e pilar da soberania energética brasileira. O projeto reafirma a posição do país no cenário global de produção de petróleo.
Afinal, até que ponto o pré-sal continuará transformando o futuro energético do Brasil?
Seja o primeiro a reagir!