Petrobras vai criar uma empresa até o fim deste ano para juntar a malha de dutos e buscar parceiro no mercado de capitais no ano que vem
Petrobras quer vender os três grandes gasodutos marítimos que interligam os campos do pré-sal na Bacia de Santos à terra. De acordo com a diretora de Refino e Gás da Petrobras, Anelise Lara, até o fim deste ano deverá ser criada uma empresa para juntar esses três gasodutos. Petrobras anuncia venda da totalidade dos ativos na Petrobras Colombia.
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Segundo a executiva, a ideia é no próximo ano buscar um parceiro, o que poderá ser feito através de uma oferta pública de ações no mercado de capitais.
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«Até o fim deste ano teremos uma empresa e iremos ao mercado no ano que vem para encontrar um sócio investidor, podendo ser via mercado de capitais para essa empresa privada ser a responsável pela operação dos gasodutos offshore (marítimos)», ressaltou Anelise.
Atualmente, a Petrobras tem em operação a Rota 1, que liga o campo de Lula, por meio do campo de Mexilhão, à Unidade de Processamento de Gás (UPGN) de Caraguatatuba, em São Paulo.
E a Rota 2, que escoa a produção de Lula e outros campos até Cabiúnas, em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro. Já a Rota 3, está ainda em construção e vai transportar o gás do campo de Búzios e outros campos até a UPGN do Comperj , que também está em construção.
De acordo com a diretora da Petrobras, com as três rotas em operação serão cerca de 48 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural que serão transportados por essa malha.
A diretora explicou que já existe um acordo entre a Petrobras e as demais empresas que exploram e produzem petróleo nos campos do pré-sal, que são a Shell, Galp e Repsol, chamado de Sistema Integrado de Escoamento (SIE), que viabiliza o uso desses gasodutos pelas quatro petroleiras.
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