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Pix internacional avança com especialista brasileiro no FMI

Escrito por Sara Aquino
Publicado el 19/11/2025 a las 18:47
O criador do Pix assume missão no FMI e avança em iniciativas de Pix internacional e infraestrutura de pagamentos. Saiba mais.
Foto: IA
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O criador do Pix assume missão no FMI e avança em iniciativas de Pix internacional e infraestrutura de pagamentos. Saiba mais.

O sistema de pagamentos mais usado do Brasil acaba de ganhar um capítulo internacional. Carlos Eduardo Brandt, servidor que dedicou mais de 20 anos ao Banco Central, deixou o cargo e o país há três meses para atuar em Washington, no FMI, onde desenvolve propostas para um pix internacional.

A mudança ocorreu após uma trajetória marcada por influência direta na modernização do sistema financeiro brasileiro, incluindo a liderança na criação do Pix, que transformou a forma como o país se relaciona com pagamentos instantâneos.

A ida ao exterior ocorre justamente para expandir esse modelo de sucesso e fortalecer soluções globais mais rápidas e baratas — algo considerado urgente por organismos multilaterais.

Pix se consolida como referência mundial e leva Brandt ao cenário internacional

A relevância conquistada pelo Pix foi determinante para que Brandt fosse convidado pelo FMI. O sistema, que nasceu em 2020, atingiu números inéditos: 161,7 milhões de brasileiros, além de 16,3 milhões de empresas, usam a tecnologia diariamente.

Em cinco anos, o volume ultrapassou R$ 85 trilhões, com 93% da população adulta já conectada.

Esses resultados renderam ao criador do Pix reconhecimento global. Em 2021, ele entrou na lista da Bloomberg das 50 pessoas que moldaram os negócios no mundo.

Agora, leva ao exterior a experiência brasileira — considerada uma das mais bem-sucedidas em meios de pagamento digitais.

Novo desafio: reduzir custos de transferências internacionais

No Fundo Monetário Internacional, Brandt passa a trabalhar em iniciativas que tentam atacar um dos maiores entraves do sistema financeiro atual: transferências internacionais lentas, caras e com padrões técnicos incompatíveis entre os países.

Hoje, remessas ao exterior custam em média 6,5%, segundo o próprio FMI. O diretor da instituição, Tobias Adrian, lembra que parte desses valores pesa principalmente sobre consumidores mais pobres.

Segundo ele, parte dos US$ 45 bilhões pagos em taxas poderia retornar ao bolso das famílias mais pobres caso sistemas mais eficientes fossem implementados.

Projetos que podem acelerar o pix internacional

Entre os programas acompanhados por Brandt estão:

Sistema financeiro da SADC, que reúne 16 países da África Austral;

Nexus, do Banco de Compensações Internacionais (BIS), conhecido como uma espécie de Pix internacional. A solução conecta redes nacionais de pagamentos instantâneos e já avança em países como Índia, Filipinas, Malásia, Singapura e Tailândia.

Em entrevista, Brandt afirmou que o foco é usar o aprendizado brasileiro para ampliar o alcance global das tecnologias de pagamentos.

“Poder contribuir em escala global”, disse à Folha.

Pix do Banco Central ganha destaque frente a modelos privados

Um dos pontos que mais atrai atenção internacional é o fato de o Banco Central ter desenvolvido, operado e mantido o Pix — algo diferente de países como a Índia, onde grandes empresas de tecnologia dominam as plataformas digitais.

Para instituições financeiras e reguladores, o modelo brasileiro se mostra mais seguro, inclusivo e competitivo, justamente por não depender da infraestrutura das big techs.

Impacto econômico do Pix cresce e reforça a projeção internacional

O Pix completou cinco anos se firmando como principal meio de pagamento do país. Somente em 2024, movimentou R$ 26,4 trilhões, valor quase duas vezes maior que o PIB brasileiro.

Diante desse cenário, a missão de Brandt no FMI ocorre em um momento estratégico, reforçando o potencial de o Brasil liderar discussões sobre modernização financeira global e acelerar a criação de um verdadeiro pix internacional.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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