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Plantas e minhocas são utilizadas para aprimorar sistemas de drenagem urbana sustentáveis

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado el 12/02/2026 a las 06:59
Actualizado el 12/02/2026 a las 07:01
sistemas de drenagem urbana: Estudo testa uso de plantas e minhocas para regenerar solos em SuDS e reduzir emissões
sistemas de drenagem urbana: Estudo testa uso de plantas e minhocas para regenerar solos em SuDS e reduzir emissões
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Pesquisa liderada pela Universidade de Strathclyde, em parceria com empresas especializadas, demonstra que plantas fitominerais e minhocas podem remover contaminantes acumulados ao longo do tempo nos SuDS, reduzindo custos de manutenção, emissões de carbono e fortalecendo a resiliência das cidades diante de chuvas mais intensas

Uma equipe liderada pela Universidade de Strathclyde demonstrou que sistemas biológicos podem aprimorar sistemas de drenagem urbana sustentável, removendo contaminantes de solos poluídos e prolongando sua vida útil, com potencial para reduzir custos, emissões de carbono e fortalecer a resiliência climática nas cidades.

Sistemas de drenagem urbana sustentável e gestão de solos contaminados

O projeto foi conduzido pela Universidade de Strathclyde em parceria com a Phyona Ltd e a Pictish Worms. A iniciativa utiliza plantas e minhocas para regenerar solos contaminados integrados aos sistemas de drenagem urbana sustentável.

A pesquisa concentra-se nos Sistemas Urbanos de Drenagem Sustentável, conhecidos como SuDS. Esses sistemas são projetados para imitar fluxos naturais da água, reduzir a pressão sobre esgotos durante chuvas fortes e remover contaminantes como metais e poluentes orgânicos das águas pluviais.

Com o tempo, os poluentes podem se acumular nos solos dos SuDS. Esse acúmulo torna a limpeza ou substituição dos sistemas um processo caro e altamente intensivo em carbono.

Abordagem biológica combinada com plantas fitominerais e minhocas

A equipe testou uma estratégia que combina plantas fitominerais, capazes de extrair metais de solos contaminados, com minhocas que auxiliam na decomposição de poluentes orgânicos e na restauração da estrutura do solo.

Essa abordagem visa apoiar a descontaminação e possibilitar a recuperação de metais, ao mesmo tempo em que contribui para manter os sistemas de drenagem urbana sustentável funcionais por períodos mais longos.

O objetivo do projeto surgiu após um encontro conjunto sobre Economia Circular realizado em outubro de 2024. A proposta central é manter os solos dos Sistemas Urbanos de Drenagem Sustentável saudáveis e operacionais ao longo do tempo.

Resultados indicam remoção de contaminantes e melhoria da saúde do solo

Os pesquisadores relataram que os contaminantes foram removidos com sucesso e que a saúde do solo apresentou melhora. Os resultados indicam potencial para transformar a infraestrutura de drenagem convencional em um sistema autorregenerativo.

Segundo a equipe, a abordagem biológica de baixo impacto e baixo custo pode evitar a escavação e o descarte de Sistemas Urbanos de Drenagem Sustentável ao final de sua vida útil. Esse processo tradicional é descrito como caro e com alta emissão de carbono.

O professor Vernon Phoenix, pesquisador principal da Universidade de Strathclyde, afirmou que, à medida que mais sistemas de drenagem urbana sustentável são instalados, é necessário garantir que permaneçam saudáveis e funcionais pelo maior tempo possível.

Ele declarou que o trabalho demonstra o potencial de reduzir emissões de carbono, cortar custos e criar uma infraestrutura natural que se mantenha forte e saudável ao longo do tempo.

Papel dos SuDS na resiliência climática e próximos passos

A equipe também destacou o papel dos Sistemas Urbanos de Drenagem Sustentável na resiliência climática. Com o aumento da intensidade das chuvas, espera-se que esses sistemas se tornem cada vez mais importantes na proteção das cidades contra inundações.

Infraestruturas capazes de se regenerar, em vez de se degradarem, podem oferecer uma resposta mais robusta às pressões associadas às mudanças climáticas. Esse potecial foi apontado como relevante no contexto urbano atual.

A Dra. Liz Fletcher, Vice-Diretora Executiva do IBioIC, afirmou que a próxima etapa é trabalhar com a indústria e autoridades locais para realizar mais testes. O objetivo é aprofundar a pesquisa e ampliar o impacto do trabalho desenvolvido.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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