Com a transação envolvendo o Porto Pontal, no Paraná, será colocado em prática o projeto de cerca de R$ 2,5 a R$ 3 bilhões de investimentos
Foi anunciado nesta quinta-feira (6), pela empresa Vinci Partners, a compra do terminal Porto Pontal, em Pontal do Paraná, situado no litoral, que pertencia à companhia JCR Administração e Participações S.A, do empresário João Carlos Ribeiro. O valor negociado permaneceu em sigilo.
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A empresa comunicou que, com a transação, irá colocar em prática o projeto de cerca de R$ 2,5 a R$ 3 bilhões de investimento na implementação da proposta completa. A Vinci Partners tem intenção de transformar o Porto em um dos terminais de contêineres com a infraestrutura mais moderna da América do Sul.
De acordo com o grupo, o fechamento da negociação depende das autorizações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Essa aquisição é o primeiro investimento realizado dentro do método de transporte e logística por meio do setor de infraestrutura da empresa.
No segmento portuário, a estratégia engloba investimentos em terminais e em autoridades portuárias, que estão, atualmente, em processos de privatização.
José Guilherme Souza, sócio da Vinci Partners e head da área de infraestrutura da companhia, declara: «Com capacidade anual para movimentar até 3 milhões de TEUS (contêiner de 20 pés), nosso objetivo é fazer do Porto Pontal o maior e mais eficiente terminal de contêineres do país. Desenvolveremos todo o projeto que, após finalizado, impactará positivamente toda a atividade econômica da região de Pontal do Paraná, bem como gerará benefícios sustentáveis para todo o estado».
Proposta da Faixa de Areia
O que vem sendo discutido há anos em relação ao Porto Pontal é o projeto de obra de uma nova rodovia paralela à PR-412, em Pontal do Paraná. Em 2020, o governador do Paraná, Carlos Roberto Massa Júnior, mais conhecido como Ratinho Júnior, afirmou que a Faixa de Infraestrutura seria realizada independentemente do novo porto privado.
A construção da rodovia de 20 quilômetros é alvo de debates judiciais e de críticas ambientais, já que seria inserida na porção existente da Mata Atlântica no Paraná e teria um custo de cerca de R$ 270,4 milhões.
Em 2019, foi divulgado que o governador comunicou o investimento privado de R$ 2 bilhões no porto, enquanto o acesso seria feito pelo Estado.
Durante o período, a Polícia Federal (PF) desenvolveu uma operação a fim de investigar um esquema de corrupção presumido na quitação de licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o estabelecimento do porto.
A partir dos resultados da investigação, teria havido intervenção política do senador Fernando Collor de Melo juntamente com o Ibama para satisfazer interesses do empresário paranaense João Carlos Ribeiro na instalação do porto, indicou a PF.
Por sua vez, o empresário negou as acusações, enquanto Collor afirmou não ter a que temer.
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