Praga do greening explode em SP, devasta pomares, eleva preço da laranja e do suco, e convênio histórico cria CPA Citros com R$ 90 milhões para reagir nos próximos anos
Praga chamada greening avança desde 2004 e pressiona o cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais.
Em 2024, Limeira liderou a incidência, que subiu de 73,87% em 2023 para 79,38%.
Em Piracicaba, em 12, convênio firmou R$ 90 milhões para pesquisa urgente em cinco anos, com tecnologia e educação.
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A Praga do greening, considerada a mais destrutiva da citricultura no Brasil e no mundo, provocou uma reação inédita no interior de São Paulo.
Em 12, o convênio que cria o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura, o CPA Citros, foi formalizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq, no campus da USP em Piracicaba, com previsão de R$ 90 milhões em ações ao longo de cinco anos.
O avanço da doença no cinturão citrícola ocorre há tempo.
O greening atinge pomares desde 2004, especialmente no estado de São Paulo.
Os efeitos ficaram mais visíveis em 2024, quando o Fundecitrus apontou a região de Limeira como a mais afetada.
A incidência passou de 73,87% em 2023 para 79,38% em 2024.
No mesmo período, produtores relataram salto de preços.
A laranja para indústria saiu de R$ 0,80 para R$ 2.
No varejo, passou de R$ 1 por quilo para R$ 3.
Onde a Praga avançou e por que São Paulo virou o epicentro

A Praga do greening pressiona principalmente o cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais.
Há destaque para áreas do interior paulista.
Em 2024, o levantamento indicou a região de Limeira (SP) como a mais afetada.
Isso consolidou uma tendência de anos anteriores.
Mostrou que a doença segue ganhando espaço.
Além de Limeira, o impacto se espalha por propriedades rurais e cadeias de abastecimento do interior.
Ele altera rotas de compra.
Eleva custos logísticos.
Muda o mapa de produção.
Quando a incidência encosta em 80%, o problema deixa de ser pontual e vira estrutural, atingindo desde o produtor até o consumidor.
O que é o greening e por que ele é tratado como a Praga mais destrutiva
O greening é uma doença provocada por uma bactéria.
É transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri.
Ele é conhecido como cigarrinha.
A doença se manifesta em sintomas como folhas amareladas.
E flores secas e murchas.
Esses sinais comprometem a vitalidade da planta e a produtividade do pomar.
O aspecto mais grave é que o greening não fica restrito a uma parte do cultivo.
Ele enfraquece a planta, reduz produção e pode levar à morte.
Isso provoca prejuízos contínuos.
Queda de oferta.
Instabilidade de preços.
É por isso que o setor trata o greening como a Praga mais destrutiva da citricultura mundial.
A reação histórica em Piracicaba no dia 12 e o que o convênio libera
A resposta ganhou forma em Piracicaba (SP).
No campus da USP Esalq.
O convênio foi formalizado nesta segunda feira, 12.
O acordo prevê R$ 90 milhões.
Os recursos serão aplicados em cinco anos.
O foco é pesquisa.
Transferência de tecnologia.
Educação.
O pacote sustenta ações para enfrentar a Praga com foco em resultados práticos.
A estrutura criada é o CPA Citros.
Ele é descrito como um dos pilares no combate ao greening.
O objetivo é sair do enfrentamento reativo e construir soluções aplicadas, conectando ciência, produção e implementação no campo.
Uma rede internacional conectada a Piracicaba e a escala do projeto
O convênio interliga 19 instituições.
Envolve 76 departamentos científicos.
Participam sete países.
Brasil.
Estados Unidos.
Portugal.
Espanha.
França.
Inglaterra.
Austrália.
A sede é descrita como virtual.
É conectada a centros de pesquisa.
A Esalq em Piracicaba funciona como ponto de articulação da iniciativa.
Essa arquitetura de cooperação amplia a capacidade de pesquisa.
Acelera a troca de metodologias.
Permite que soluções sejam testadas e adaptadas ao ambiente brasileiro.
Quando uma Praga é global, a resposta precisa ser compatível com essa escala, especialmente em uma cadeia onde o Brasil tem peso econômico e social.
Quem participou da assinatura e o recado institucional
A cerimônia de assinatura contou com representantes da universidade.
Da Fapesp.
Do Fundecitrus.
De produtores do setor.
E de outros órgãos.
A presença do setor produtivo ao lado de instituições de pesquisa reforça o caráter de parceria público privada.
O investimento é direcionado a aplicações diretas na citricultura.
Paulo Roberto Ferro explicou que a iniciativa nasceu da demanda dos próprios comunitários do setor.
A instituição atuou como apoio.
Ele destacou o fortalecimento da reserva e da cadeia de restauração no estado de São Paulo.
O foco declarado é apoiar atividades que já vinham do campo, mas que precisavam de estrutura técnica para ganhar escala.
Por que Limeira liderou o ranking em 2024 e o que isso sinaliza
Em 2024, o levantamento mostrou Limeira no topo das áreas mais atingidas.
O dado mais revelador é a comparação direta.
A incidência subiu de 73,87% em 2023 para 79,38% em 2024.
Essa evolução confirma que a Praga segue avançando apesar das tentativas de controle.
Quando a taxa cresce em uma região que já era líder, o sinal é de pressão contínua.
Isso aumenta custo de manejo.
Amplia perdas de produtividade.
Empurra preços para cima.
Impacto no bolso: como a Praga encareceu a laranja e atingiu o consumidor
Os relatos do interior paulista expõem o efeito imediato na cadeia.
Em uma fazenda com tradição familiar de três gerações, o produtor Lucas Eduardo Boschiero descreveu a situação.
A região tem cerca de 100 mil plantas.
Com aproximadamente 80% de infestação pelo greening.
Para conseguir produzir suco e manter a venda de laranja in natura, foi necessário percorrer outros estados.
Incluindo Bahia.
Minas.
Sergipe.
Goiás.
No preço, a mudança foi direta.
Para a indústria, um valor que era R$ 0,80 passou para R$ 2.
Para mercados, o que antes custava R$ 1 por quilo passou para R$ 3.
Esse salto não para no produtor.
Ele chega nas gôndolas.
E no copo do consumidor.
Quando a Praga destrói o pomar, a economia local muda de lugar
Em casos extremos, a Praga não apenas reduz produção.
Ela elimina áreas de cultivo.
Um restaurante do comerciante Elias Staiguer funciona onde antes havia uma plantação de laranjas destruída pelo greening.
Hoje, ele compra a fruta de outro produtor da região.
Esse produtor comanda a própria fábrica de sucos.
Ele relata o efeito da distância.
A laranja vem de mais longe.
Fica mais cara.
Carrega o impacto do frete.
Esse tipo de transformação tem peso em empregos.
Em renda.
Na dinâmica regional.
Quando um pomar some, não desaparece apenas a fruta.
Somem rotinas de trabalho.
Serviços.
Transporte.
Renda conectada ao campo.
O que o CPA Citros pretende entregar em cinco anos
O plano do CPA Citros se organiza em três frentes.
Pesquisa.
Transferência de tecnologia.
Educação.
As frentes são financiadas pelo convênio de R$ 90 milhões.
O prazo é de cinco anos.
A proposta é viabilizar estratégias aplicadas para enfrentar doenças do setor.
Com atenção especial ao greening.
A Praga que mais destrói a citricultura.
A lógica é transformar conhecimento científico em ferramenta de campo.
Encurtar o caminho entre laboratório e pomar.
Quando uma doença se espalha rápido, a resposta precisa ser prática, escalável e replicável.
Especialmente em regiões com incidência elevada.
Ou o setor precisará mudar o modelo de produção e manejo para evitar que o preço da laranja continue disparando.
Nao é só a praga. Setor de cítricos expulsou o pequeno produtor, com exigências descabidas, com preço la em baixo, dificultando a mão de obra.
Tem desenvolver uma variedade resistente a doença do greening, e também erradicar a planta hospedeira do inseto causador da doença do Brasil inteiro,Aqui no M.S., estão implantando recentemente pomares de laranja,mas logo vão estar infestado da doença, porque o povo cultiva Murta na jardinagem ,vc anda na capital é infestada dessa planta nos jardins e nas calćadas como plantas ornamentais ( vulgo dama da noite).
São só vinte anos de atraso…. Agora Inês é morta…