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Praga avança sem controle, devasta pomares, encarece a laranja e força reação: convênio libera R$ 90 milhões para pesquisas urgentes contra a praga mais destrutiva da citricultura mundial, que ameaça produção, empregos e o bolso do consumidor brasileiro

Publicado el 13/01/2026 a las 16:19
Praga do greening avança em São Paulo, devasta a citricultura, encarece a laranja e leva à liberação de R$ 90 milhões para pesquisa aplicada que tenta conter prejuízos nos pomares brasileiros.
Praga do greening avança em São Paulo, devasta a citricultura, encarece a laranja e leva à liberação de R$ 90 milhões para pesquisa aplicada que tenta conter prejuízos nos pomares brasileiros.
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Praga do greening explode em SP, devasta pomares, eleva preço da laranja e do suco, e convênio histórico cria CPA Citros com R$ 90 milhões para reagir nos próximos anos

Praga chamada greening avança desde 2004 e pressiona o cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais.

Em 2024, Limeira liderou a incidência, que subiu de 73,87% em 2023 para 79,38%.

Em Piracicaba, em 12, convênio firmou R$ 90 milhões para pesquisa urgente em cinco anos, com tecnologia e educação.

A Praga do greening, considerada a mais destrutiva da citricultura no Brasil e no mundo, provocou uma reação inédita no interior de São Paulo.

Em 12, o convênio que cria o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura, o CPA Citros, foi formalizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq, no campus da USP em Piracicaba, com previsão de R$ 90 milhões em ações ao longo de cinco anos.

O avanço da doença no cinturão citrícola ocorre há tempo.

O greening atinge pomares desde 2004, especialmente no estado de São Paulo.

Os efeitos ficaram mais visíveis em 2024, quando o Fundecitrus apontou a região de Limeira como a mais afetada.

A incidência passou de 73,87% em 2023 para 79,38% em 2024.

No mesmo período, produtores relataram salto de preços.

A laranja para indústria saiu de R$ 0,80 para R$ 2.

No varejo, passou de R$ 1 por quilo para R$ 3.

Onde a Praga avançou e por que São Paulo virou o epicentro

A Praga do greening pressiona principalmente o cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais.

Há destaque para áreas do interior paulista.

Em 2024, o levantamento indicou a região de Limeira (SP) como a mais afetada.

Isso consolidou uma tendência de anos anteriores.

Mostrou que a doença segue ganhando espaço.

Além de Limeira, o impacto se espalha por propriedades rurais e cadeias de abastecimento do interior.

Ele altera rotas de compra.

Eleva custos logísticos.

Muda o mapa de produção.

Quando a incidência encosta em 80%, o problema deixa de ser pontual e vira estrutural, atingindo desde o produtor até o consumidor.

O que é o greening e por que ele é tratado como a Praga mais destrutiva

O greening é uma doença provocada por uma bactéria.

É transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri.

Ele é conhecido como cigarrinha.

A doença se manifesta em sintomas como folhas amareladas.

E flores secas e murchas.

Esses sinais comprometem a vitalidade da planta e a produtividade do pomar.

O aspecto mais grave é que o greening não fica restrito a uma parte do cultivo.

Ele enfraquece a planta, reduz produção e pode levar à morte.

Isso provoca prejuízos contínuos.

Queda de oferta.

Instabilidade de preços.

É por isso que o setor trata o greening como a Praga mais destrutiva da citricultura mundial.

A reação histórica em Piracicaba no dia 12 e o que o convênio libera

A resposta ganhou forma em Piracicaba (SP).

No campus da USP Esalq.

O convênio foi formalizado nesta segunda feira, 12.

O acordo prevê R$ 90 milhões.

Os recursos serão aplicados em cinco anos.

O foco é pesquisa.

Transferência de tecnologia.

Educação.

O pacote sustenta ações para enfrentar a Praga com foco em resultados práticos.

A estrutura criada é o CPA Citros.

Ele é descrito como um dos pilares no combate ao greening.

O objetivo é sair do enfrentamento reativo e construir soluções aplicadas, conectando ciência, produção e implementação no campo.

Uma rede internacional conectada a Piracicaba e a escala do projeto

O convênio interliga 19 instituições.

Envolve 76 departamentos científicos.

Participam sete países.

Brasil.

Estados Unidos.

Portugal.

Espanha.

França.

Inglaterra.

Austrália.

A sede é descrita como virtual.

É conectada a centros de pesquisa.

A Esalq em Piracicaba funciona como ponto de articulação da iniciativa.

Essa arquitetura de cooperação amplia a capacidade de pesquisa.

Acelera a troca de metodologias.

Permite que soluções sejam testadas e adaptadas ao ambiente brasileiro.

Quando uma Praga é global, a resposta precisa ser compatível com essa escala, especialmente em uma cadeia onde o Brasil tem peso econômico e social.

Quem participou da assinatura e o recado institucional

A cerimônia de assinatura contou com representantes da universidade.

Da Fapesp.

Do Fundecitrus.

De produtores do setor.

E de outros órgãos.

A presença do setor produtivo ao lado de instituições de pesquisa reforça o caráter de parceria público privada.

O investimento é direcionado a aplicações diretas na citricultura.

Paulo Roberto Ferro explicou que a iniciativa nasceu da demanda dos próprios comunitários do setor.

A instituição atuou como apoio.

Ele destacou o fortalecimento da reserva e da cadeia de restauração no estado de São Paulo.

O foco declarado é apoiar atividades que já vinham do campo, mas que precisavam de estrutura técnica para ganhar escala.

Por que Limeira liderou o ranking em 2024 e o que isso sinaliza

Em 2024, o levantamento mostrou Limeira no topo das áreas mais atingidas.

O dado mais revelador é a comparação direta.

A incidência subiu de 73,87% em 2023 para 79,38% em 2024.

Essa evolução confirma que a Praga segue avançando apesar das tentativas de controle.

Quando a taxa cresce em uma região que já era líder, o sinal é de pressão contínua.

Isso aumenta custo de manejo.

Amplia perdas de produtividade.

Empurra preços para cima.

Impacto no bolso: como a Praga encareceu a laranja e atingiu o consumidor

Os relatos do interior paulista expõem o efeito imediato na cadeia.

Em uma fazenda com tradição familiar de três gerações, o produtor Lucas Eduardo Boschiero descreveu a situação.

A região tem cerca de 100 mil plantas.

Com aproximadamente 80% de infestação pelo greening.

Para conseguir produzir suco e manter a venda de laranja in natura, foi necessário percorrer outros estados.

Incluindo Bahia.

Minas.

Sergipe.

Goiás.

No preço, a mudança foi direta.

Para a indústria, um valor que era R$ 0,80 passou para R$ 2.

Para mercados, o que antes custava R$ 1 por quilo passou para R$ 3.

Esse salto não para no produtor.

Ele chega nas gôndolas.

E no copo do consumidor.

Quando a Praga destrói o pomar, a economia local muda de lugar

Em casos extremos, a Praga não apenas reduz produção.

Ela elimina áreas de cultivo.

Um restaurante do comerciante Elias Staiguer funciona onde antes havia uma plantação de laranjas destruída pelo greening.

Hoje, ele compra a fruta de outro produtor da região.

Esse produtor comanda a própria fábrica de sucos.

Ele relata o efeito da distância.

A laranja vem de mais longe.

Fica mais cara.

Carrega o impacto do frete.

Esse tipo de transformação tem peso em empregos.

Em renda.

Na dinâmica regional.

Quando um pomar some, não desaparece apenas a fruta.

Somem rotinas de trabalho.

Serviços.

Transporte.

Renda conectada ao campo.

O que o CPA Citros pretende entregar em cinco anos

O plano do CPA Citros se organiza em três frentes.

Pesquisa.

Transferência de tecnologia.

Educação.

As frentes são financiadas pelo convênio de R$ 90 milhões.

O prazo é de cinco anos.

A proposta é viabilizar estratégias aplicadas para enfrentar doenças do setor.

Com atenção especial ao greening.

A Praga que mais destrói a citricultura.

A lógica é transformar conhecimento científico em ferramenta de campo.

Encurtar o caminho entre laboratório e pomar.

Quando uma doença se espalha rápido, a resposta precisa ser prática, escalável e replicável.

Especialmente em regiões com incidência elevada.

Ou o setor precisará mudar o modelo de produção e manejo para evitar que o preço da laranja continue disparando.

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Paulo
Paulo
14/01/2026 21:29

Nao é só a praga. Setor de cítricos expulsou o pequeno produtor, com exigências descabidas, com preço la em baixo, dificultando a mão de obra.

Marcos Fernando
Marcos Fernando
14/01/2026 09:14

Tem desenvolver uma variedade resistente a doença do greening, e também erradicar a planta hospedeira do inseto causador da doença do Brasil inteiro,Aqui no M.S., estão implantando recentemente pomares de laranja,mas logo vão estar infestado da doença, porque o povo cultiva Murta na jardinagem ,vc anda na capital é infestada dessa planta nos jardins e nas calćadas como plantas ornamentais ( vulgo dama da noite).

Manoel Antonio Vieira
Manoel Antonio Vieira
14/01/2026 06:30

São só vinte anos de atraso…. Agora Inês é morta…

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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