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Preço do Bitcoin corre risco de cair 85% e chegar a US$ 10.000?

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 17/02/2026 às 17:49
Atualizado em 17/02/2026 às 17:51
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Estratégista da Bloomberg Intelligence projeta que o preço do Bitcoin pode recuar até US$ 10.000 após queda de quase 30% em um mês, perda de US$ 2 trilhões no mercado cripto e saída acumulada de US$ 6 bilhões de ETFs desde novembro

O preço do Bitcoin pode cair para US$ 10.000, segundo alerta do estrategista da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone, que projeta recuo adicional de 85% no preço do Bitcoin em meio à perda de US$ 2 trilhões no mercado e saídas de US$ 6 bilhões de ETFs.

Preço do Bitcoin pode recuar mais 85%, afirma estrategista

O estrategista da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone, afirmou que a “bolha” do mercado de criptomoedas está implodindo. Para ele, o preço do Bitcoin está prestes a cair mais 85%, atingindo US$ 10.000.

McGlone destacou que, embora investidores falem em correção saudável, a narrativa em torno das criptomoedas está mudando por diversos fatores. Ele escreveu que o mantra de comprar na baixa, vigente desde 2008, pode ter chegado ao fim.

Segundo o analista, a combinação de fatores sinaliza mais dificuldades para os investidores de Bitcoin. O alerta surge em um momento de forte pressão sobre o setor.

Mercado já perdeu US$ 2 trilhões em valor

O preço do Bitcoin já caiu quase 30% no último mês. A crise no setor de criptomoedas eliminou US$ 2 trilhões em valor de mercado no período recente.

Além disso, investidores se desfizeram de US$ 678 milhões em fundos negociados em bolsa de Bitcoin em fevereiro. Desde novembro, a venda acumulada desses ETFs soma US$ 6 bilhões, segundo dados da DefiLlama.

McGlone observa que o cenário atual reforça sua visão de que o preço do Bitcoin pode enfrentar novas quedas expressivas nos próximos meses.

Fatores citados para a mudança de narrativa

Entre os fatores apontados estão a alta dos mercados de ações com baixa volatilidade e a perda de confiança no entusiasmo do presidente americano Donald Trump pelas criptomoedas.

Ao mesmo tempo, investidores em ouro e prata estão realizando lucros em uma velocidade vista pela última vez há cerca de meio século. Para McGlone, essa combinação amplia os riscos para quem mantém exposição ao Bitcoin.

O analista avalia que essa transição no comportamento dos investidores pode acelerar o processo de ajuste no preço do Bitcoin.

Saídas de capital e posições divergentes

Apesar do alerta, ainda existem investidores influentes otimistas em relação ao ativo. Na quinta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a aprovação de uma legislação sobre criptomoedas, como a Lei Clarity, fortalecerá a confiança e impulsionará os preços.

Instituições como BlackRock e Goldman Sachs continuam a aumentar sua exposição ao Bitcoin e a criptomoedas alternativas como o Ethereum. Esse movimento indica que o mercado permanece dividido quanto às perspectivas.

Nervosismo no setor de tecnologia e impacto indireto

As ações do setor de tecnologia, que acompanham de perto os movimentos do preço do Bitcoin, também enfrentam forte pressão. Crescentes temores de disrupções causadas pela inteligência artificial, apelidados de medo da IA, ampliaram o nervosismo.

O principal ETF de tecnologia da BlackRock, que acompanha empresas como Microsoft, Oracle e Palantir, acumula queda de 23% no ano. Em 1º de fevereiro, a Microsoft viu seu valor de mercado cair US$ 357 bilhões, na segunda maior queda em uma única sessão da história.

Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research, afirmou que inovações tecnológicas tendem a ser disruptivas e dinâmicas. Segundo ele, a obsolescência tecnológica ocorre em velocidade máxima, ritmo que recentemente assustou investidores e levou à venda de ações que podem ser afetadas negativamente pela IA.

Nesse contexto, o preço do Bitcoin segue sob pressão, com sinais de que o mercado permanece volátil e suscetível a novos movimentos bruscos.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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