Petrobrás recebe colaboradores na Torre Pituba após quatro anos de inatividade
Em uma onda de expectativa e alegria, aproximadamente 480 colaboradores retornaram ao prédio da Petrobras, conhecido como Torre Pituba, após um período de quatro anos trabalhando em outros locais. Entre os retornantes, encontrava-se Priscila Nunes, uma administradora de 39 anos, que mal conseguia ocultar seu entusiasmo enquanto aguardava no lobby do edifício situado no bairro Itaigara, Salvador.
Assim com aconteceu em um outro prédio da Petrobras em Macaé, que também foi desocupado na época, Priscila faz parte dos trabalhadores da empresa que haviam sido redistribuídos pelo interior da Bahia e outros estados, e que agora regressam ao seu antigo local de trabalho.
A previsão é de que cerca de 600 funcionários ocupem a estrutura até o final de 2023. O evento de reinauguração do prédio foi realizado na última segunda-feira (3).
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Anúncio da retomada das atividades deste prédio feito há cerca de 3 meses atrás
Uma revisão da história da Torre Pituba
Com seus 22 pavimentos e um heliponto, a Torre Pituba foi estabelecida por meio de um contrato de locação em 2010 entre a Petrobras e o Petros, o fundo de pensão dos funcionários da estatal. O edifício foi construído no modelo «built to suit», em que o proprietário constrói uma propriedade customizada para as necessidades do locatário. Esta construção, inaugurada em 2015, foi objeto de investigação durante a Operação Lava Jato devido a suspeitas de corrupção.
Originalmente, a Petrobras pretendia alugar o prédio por 30 anos, com uma taxa mensal de R$ 6,8 milhões pagos ao Petros. No entanto, após apenas quatro anos de operação, a companhia optou pela privatização de algumas operações na Bahia e desocupou o prédio, transferindo cerca de 1,5 mil funcionários para outras unidades em outros estados. Desde então, a reabertura do prédio foi uma reivindicação contínua dos petroleiros.
O presidente da Petrobras diz que se compromete com a Mudança
Em março deste ano, durante uma visita a Salvador, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, comprometeu-se a atender a solicitação dos funcionários. Na cerimônia de reabertura do prédio, Prates celebrou o momento e prometeu mudanças futuras.
«Começaremos recebendo as equipes administrativas, mas continuaremos a analisar e discutir melhorias em nossos esquemas de trabalho, com a liderança do nosso RH e a participação extensiva de toda a gestão da Petrobras. Sei que a expectativa é por mudança e garanto que essa também é a nossa expectativa», assegurou Prates.
Em suma, Prates diz que o retorno à Torre Pituba é um marco para a Petrobras e seus colaboradores, representando uma nova fase de compromisso e evolução.
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