O novo projeto é parte de um acordo entre a refinaria North Star e o governo do Pará e o seu objetivo principal é garantir a comercialização legal do ouro no estado
A North Star, primeira refinaria de metais preciosos da região Norte do Brasil, que possui uma unidade moderna de refino, construída em Belém para atender mineradoras que atuam na região, emitiu, na semana, o primeiro Selo Amarelo para certificação e rastreabilidade do ouro produzido pela empresa Serabi Gold, mineradora com operações no Tapajós, listada na bolsa de Londres e Toronto.
Essa certificação faz parte do Memorando de Entendimento firmado no ano de 2021, entre a refinaria North Star, o governo do Pará e mineradoras de ouro com operação no estado a fim de garantir uma produção responsável e padrões internacionais de produção, refino e comercialização do ouro.
“O grande desafio do país é garantir padrões ESG em toda a cadeia do ouro, que hoje sofre com a desconfiança internacional, causada pelas atividades ilícitas. E para fazer frente a esse desafio criamos o Selo Amarelo, que consiste na certificação e rastreabilidade da origem do ouro que chega a nossa refinaria por meio de tecnologia blockchain, que é um sistema compartilhado e imutável que facilita o processo de registro de transações e rastreamento do metal,” explica Maurício Gaioti, CEO da North Star.
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Caminhos para uma produção responsável de ouro
Para Gaioti, CEO da refinaria North Star, ao adotar a tecnologia blockchain e juntá-la aos padrões de governança e compliance juntamente com as mineradoras parceiras da North Star é o caminho para uma produção de ouro responsável, verticalizada, transparente e certificada com padrões internacionais, que pode ajudar a melhorar a imagem do ouro produzido no Brasil nos países do exterior.
A empresa Omex, que faz parte da holding que lidera a North Star, usa, desde junho deste ano, a tecnologia blockchain em suas operações de exportação de ouro. “Blockchain já é uma realidade em nossas operações de comércio internacional. Somos pioneiros no uso dessa tecnologia para o trade e agora estamos trazendo esse conceito de rastreabilidade, juntamente com a certificação para as operações da North Star visando justamente dar mais transparência ao processo de produção de ouro”, explica Gaioti.
Certificação da produção de ouro
Para certificar a produção de ouro das mineradoras que vão refinar sua produção na unidade de Belém, a refinaria North Star contratou a Minery, uma startup brasileira, com sede em São Paulo que desenvolveu o Certimine, uma certificação em blockchain, que avalia condições operacionais, humanas, ambientais, de segurança e de integridade.
“O certificado possui como parâmetro normas do Brasil e também internacionais, como os princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Avaliamos mais de 70 parâmetros, entre eles, a presença de trabalho infantil ou análogo a escravidão, utilização de EPIs, grau de impacto ambiental, relacionamento com as comunidades no entorno do empreendimento”, declara Eduardo Gama, CEO da Minery.
Ele ainda destaca que as informações coletadas no decorrer da visita de campo nas mineradoras são colocadas em blockchain em um passaporte digital. “O passaporte junta informações que garantem a rastreabilidade do produto até o cliente final e as informações contidas são invioláveis.”
Sobre a North Star Refino S.A.
Fundada em 2017 pela OMEX uma das líderes no comércio de ouro no Brasil, juntamente com investidores internacionais, A North Star é focada no refino responsável de ouro no Brasil e busca se estabelecer como uma das maiores indústrias refinadoras do país, tornando a produção verticalizada e agregando valor ao produto nacional.
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