A EACE lança nova etapa do Programa Aprender Conectado para impulsionar o acesso à energia solar e internet em escolas rurais, fortalecendo a inclusão digital e a educação sustentável no Brasil
A inclusão digital nas escolas públicas brasileiras ganhou um impulso decisivo com o anúncio feito pelo Ministério das Comunicações e pela EACE (Entidade Administradora da Conectividade de Escolas), segundo matéria publicada pelo site A Notícia do Ceará nesta quinta-feira (13).
O Programa Aprender Conectado abriu neste mês de novembro a seleção para fornecedores que irão instalar sistemas de energia solar, banda larga e infraestrutura de rede Wi-Fi em escolas rurais de difícil acesso, promovendo uma revolução na educação básica nacional.
EACE busca R$ 1,3 bilhão para conectar 16 mil escolas
Segundo a EACE, a educação pública no Brasil está passando por uma transformação significativa impulsionada pela inclusão digital. A iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para estudantes em regiões historicamente excluídas do acesso à tecnologia.
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O projeto, que integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), prevê a aplicação de R$ 1,3 bilhão em infraestrutura tecnológica. O objetivo é conectar 16.300 escolas públicas em áreas rurais, indígenas, quilombolas e periféricas, distribuídas por todos os estados brasileiros.
Segundo dados divulgados pela EACE, até novembro de 2025, o programa já havia implantado conectividade em 11.282 escolas. Além disso, 1419 geradores solares já estavam em operação, garantindo autonomia energética para instituições sem acesso à rede elétrica convencional.
Programa Aprender Conectado: pilares da transformação educacional
O Programa Aprender Conectado é executado pela EACE e supervisionado pelo Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas (GAPE). Seus principais pilares incluem:
- Conectividade de alta velocidade: instalação de banda larga em escolas públicas.
- Infraestrutura de rede Wi-Fi: cobertura completa dos ambientes escolares.
- Sistemas de energia solar: fornecimento sustentável de eletricidade para garantir funcionamento contínuo dos equipamentos.
- Capacitação técnica: suporte para gestores e professores no uso das tecnologias.
Lançado em 2022, o programa tem como objetivo conectar 40 mil escolas até 2026, com prioridade para aquelas situadas em comunidades rurais, indígenas, quilombolas e áreas periféricas. Com tecnologia, o aprendizado se torna mais inclusivo, dinâmico e conectado com o mundo.
Escolas rurais no centro da estratégia da EACE
A prioridade da seleção é atender escolas rurais e comunidades de difícil acesso, onde a ausência de infraestrutura básica compromete o aprendizado. Levar conectividade a essas escolas é garantir dignidade e futuro para milhares de crianças e jovens.
O Nordeste ocupa atualmente a liderança em número de escolas conectadas pelo projeto. Nos últimos meses, 4.225 novas unidades foram contempladas, beneficiando diretamente 388.602 alunos. No estado do Ceará, são 355 escolas atendidas, das quais 294 estão localizadas em áreas rurais.
A meta nacional é alcançar 17.023 escolas até o ano de 2026, com destaque para os seguintes estados: Maranhão (5.509 escolas previstas), Bahia (4.222), Pernambuco (1.825), Ceará (1.425), Paraíba (1.221), Piauí (1.124), Alagoas (623), Rio Grande do Norte (555) e Sergipe (520).Além disso, a iniciativa contribui para a redução das desigualdades regionais, promovendo inclusão digital e social em territórios historicamente marginalizados.
Energia solar: sustentabilidade e autonomia para escolas públicas
A adoção de energia solar como fonte principal de eletricidade é um dos diferenciais do projeto. Além de reduzir custos operacionais, a tecnologia garante autonomia energética para escolas em locais sem rede elétrica estável.
A aplicação dessa tecnologia em escolas públicas representa um avanço na sustentabilidade e na eficiência dos serviços educacionais. Energia limpa e renovável é parte essencial da transformação educacional promovida pela EACE.
Seleção de fornecedores pela EACE: critérios técnicos e abrangência nacional
A chamada pública aberta pela EACE busca empresas especializadas em:
- Instalação de sistemas fotovoltaicos.
- Conexão à internet de alta velocidade.
- Implantação de redes Wi-Fi escolares.
A seleção contempla 10.551 unidades de ensino em 23 estados brasileiros, incluindo Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, entre outros. Empresas interessadas devem apresentar propostas técnicas e comerciais até o prazo estipulado no edital, disponível no portal da EACE.
As propostas devem ser enviadas até o dia 30 de novembro, às 18h, por meio da plataforma Nimbi, que pode ser acessada diretamente pelo site da EACE. No mesmo portal, está disponível o documento Request for Proposal (RFP), contendo todas as instruções detalhadas sobre o processo de seleção.
O processo de seleção será conduzido com critérios rigorosos de qualidade, eficiência e capacidade técnica, visando garantir a entrega dos serviços com excelência e dentro dos prazos estabelecidos.
Impactos esperados na educação básica brasileira
A conectividade escolar tem efeitos diretos na qualidade do ensino. Estudos mostram que o acesso à internet melhora o desempenho dos alunos em leitura, matemática e ciências.
Além disso, a digitalização permite:
- Acesso a plataformas de ensino remoto.
- Uso de recursos multimídia em sala de aula.
- Formação continuada de professores.
- Gestão escolar mais eficiente.
Com conectividade, a escola se torna um ambiente mais interativo, moderno e preparado para os desafios do século XXI. A iniciativa também fortalece a permanência dos alunos na escola, reduz a evasão escolar e amplia as possibilidades de aprendizagem personalizada.
Programa Aprender Conectado e os desafios logísticos
Apesar dos avanços, o projeto enfrenta desafios como:
- Logística de instalação em áreas remotas.
- Manutenção dos equipamentos.
- Formação de profissionais locais para suporte técnico.
No entanto, a parceria entre governo, EACE e fornecedores promete superar essas barreiras com planejamento e inovação. A atuação integrada entre os entes federativos e as empresas contratadas será essencial para o sucesso da iniciativa.
Educação conectada como motor de desenvolvimento social
O lançamento da seleção de fornecedores pelo Programa Aprender Conectado marca um passo decisivo na democratização do acesso à tecnologia nas escolas rurais brasileiras. Com investimento robusto, foco em energia solar e conectividade de qualidade, a iniciativa da EACE representa um modelo de política pública eficaz e sustentável.
A longo prazo, espera-se que o projeto contribua para a formação de cidadãos mais preparados, críticos e integrados ao mundo digital, promovendo desenvolvimento econômico e social em todas as regiões do país.
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