Com avanço da tecnologia no campo, profissão de piloto de drone agrícola atrai jovens e oferece ganhos acima da média do setor
O avanço da tecnologia no campo abriu espaço para uma nova profissão no Brasil: piloto de drone agrícola. Com o uso crescente desses equipamentos no agronegócio, o mercado de trabalho se aqueceu e passou a oferecer salários atrativos, superiores à média de outras carreiras no setor.
De acordo com dados do sistema SARPAS, que gerencia o acesso ao espaço aéreo para drones, o Brasil registrou, em 2024, mais de 150 mil pilotos e 100 mil drones. Grande parte desses números está ligada diretamente às operações agrícolas, impulsionadas pelo aumento do PIB do setor e pela busca constante por eficiência nas lavouras.
Salários e comissões variam conforme o trabalho
Os rendimentos de um piloto de drone agrícola variam de acordo com o porte da fazenda, o modelo de contrato e o volume de aplicação. Em geral, há uma remuneração fixa, que pode oscilar entre R$ 3 mil e R$ 8 mil por mês.
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Além disso, muitos profissionais recebem comissões adicionais de até R$ 5,00 por hectare pulverizado com defensivos agrícolas.
O instrutor Raí Augusto, que deixou a venda de pneus para atuar na formação de novos pilotos, explicou ao portal Istoé Dinheiro que alguns produtores preferem mesclar o pagamento fixo com participação na produção final.
Ele cita casos de profissionais que aplicam defensivos em áreas de até 5 mil hectares, o que permite alcançar ganhos expressivos somente com as comissões. Segundo ele, “é um mercado que falta mão de obra qualificada, porque a demanda já existe”.
Formação exige cursos e certificações oficiais
Para atuar como piloto de drone agrícola no Brasil, o interessado precisa atender a requisitos técnicos e legais. A profissão é regulamentada tanto pelo Ministério da Agricultura (Mapa) quanto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Entre as exigências, estão ter mais de 18 anos, estar em boas condições físicas e possuir registro no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
Também é necessário concluir o Curso de Aplicador Aéreo Agrícola Remoto (CAAR), com no mínimo 28 horas de carga horária, oferecido em formatos presencial, online ou híbrido.
Apesar do investimento inicial elevado com equipamento e capacitação, o retorno financeiro costuma ser rápido. O pecuarista Rondal Pereira Guedes, de Nova Bandeirantes (MT), gastou mais de R$ 200 mil na compra de um drone agrícola e no treinamento.
Desde 2023, já aplicou defensivos em mais de 2,5 mil hectares. Segundo seus cálculos, teria desembolsado cerca de R$ 400 mil caso tivesse contratado prestadores de serviço.
Setor atrai jovens e oferece boas perspectivas
O emprego de drones na agricultura traz vantagens como melhor aproveitamento de insumos, aumento da produtividade e redução de perdas, sendo uma solução viável para propriedades de diferentes tamanhos.
De acordo com Raí Augusto, há um número crescente de jovens ingressando na área, muitos deles voltando às propriedades familiares.
Segundo ele, “é uma profissão que veio para ficar. E ainda faltam profissionais capacitados”. Com a agricultura cada vez mais digital, a carreira de piloto de drone agrícola se consolida como uma das mais promissoras no campo, unindo inovação, bons salários e alto índice de empregabilidade.
Com informações de Compre Rural.
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